A dona Judite, numa de pluralismo democrático muito próprio do “serviço público”, chamou o camarada Louça para uma sessão de propaganda.
Como sempre, o homem foi explicadíssimo. O arcebispo de Mitilene não faria melhor. O problema que o camarada acha que temos é o de correr com a maioria absoluta do PS, partido que governa à direita(!!!), reforçando os partidos comunistas, o BE, o PC e o semi-partido dito dos verdes. Isto para quê? Para reforçar o socialismo. Para tomar medidas sociais, perseguir os “capitalistas” acabar em definitivo com o sigilo bancário e com todos os outros sigilos, em nome do tal socialismo.
Sua Eminência, na sua social-homilia, defende que se tem que tomar uma série de medidas de carácter social, dar a todos mais ou menos o mesmo em matéria de dinheiro, saúde, educação, habitação, água, luz, etc.
Acho muito bem. Mas como todas estas coisas custam dinheiro, até o dinheiro custa dinheiro, venho fazer um apelo ao camarada: diga-nos, por favor, onde é que o vai buscar. Se o não disser, e como o camarada é comunista, fica-nos a sensação de que a forma de obter o taco para tanta benesse será a receita do costume, ou seja, de maus costumes que se julgava perdidos e que já provaram à saciedade, urbi et orbe, não dar nenhuma espécie de resultados positivos.
Se a solução para a falta de dinheiro com que o país se debate desde há décadas for a de criar condições para mais uma sangria de dinheiro e para o agravamento da miséria, então estamos conversados.
Demos, no entanto, o benefício da dúvida ao camarada Louça. Pode ser que tenha descoberto alguma varinha mágica. Mas, se assim é, haveria que explicar, não as maravilhas que se quer fazer, mas como é que a varinha mágica iria trabalhar.
Não é?
12.12.08
António Borges de Carvalho

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