IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO NEO-TRAULITEIRISMO

A III República já nos presenteou com larga série de presidentes do Parlamento. Muitos maçons (na boa tradição dos tempos do Salazar, em que foram todos), dois Opus Dei, vários do PS, vários do PSD, um do CDS. Em geral, assumiram uma posição de primus inter pares e, se exceptuarmos raríssimos e tristes momentos, todos tiveram do cargo a noção clara da sua dignidade como números dois do Estado, não se metendo em bate-fundos político-partidários ou politiqueiros, isto sem precisar de negar a sua origem ideológica ou a sua família política.

Até que. Até que subiu ao altar do parlamento um conhecido ultramontano do PS, que, enquanto político e governante, se dedicava com afinco a  “malhar” barbaramente em quem do partido não fosse.

Poder-se-ia pensar que, por uma questão de respeito pelo lugar e pelas funções em que foi investido, o homem meteria tais “competências” na gaveta. Pura ilusão. O antigo feroz apoiante do Sócrates, o homem que não teve pejo em se meter no poder mediante espúria aliança com os descendentes do bolchevismo e com os filhos do enverhoxismo, do trotskismo e de outras “democracias” do estilo, apregoa hoje um democratismo exclusivo, ou seja, a ilegitimidade de eleitos como ele, os tipos do Chega.

Não se acredite, ou se aceite, a muralha que ergue contra tal gente, com tonitruantes declarações e decisões condenatórias. Os tipos do Chega, goste-se ou não, são tão deputados como ele, têm com fartura quem os ataque, não precisam de ter um Presidente da Assembleia sacristão de um novo e miserável conceito de representação parlamentar.  

 O IRRITADO “está-se nas tintas” para o Chega. Mas a protecção que o senhor presidente da AR, o PS e demais esquerdistas lhe proporcionam com a sua fúria condenatória – dizendo atacá-lo mas aumentando-lhe o apoio popular – é a forma não inteiramente estúpida mas mais baixinha que há de atacar a direita moderada. T’arrenego, ó trauliteiros!

 

10.2.23



5 respostas a “DO NEO-TRAULITEIRISMO”

  1. Primeiro, Irritado: “dignidade como número dois do Estado” – já reparou que é sempre contra o Estado, que este é sempre opressivo, incompetente, perdulário, ladrão, etc., menos quando quer elevar os seus supostos representantes? Para si o Estado é um monstro totalitário e irreformável; mas quem o gere (e nele mama) é digno de encómios, subvenções vitalícias, eterna gratidão e muito respeitinho. Parece-me que não dá conta desta ‘dissonância cognitiva’, como agora se diz. Segundo, qual dignidade? Ser a madame do bordel paralamentar? A ama-seca de chulos. tachistas e lobbistas?Que dignidade é possível num tacho já ocupado por criaturas como o Ferro, o Gama, o Almeida, o Santos Silva, a Dona Mota Amaral ou a dondoca inconseguida? Há-de perguntar a vinte transeuntes ao acaso o que pensam da ‘dignidade’ da coisa. Terceiro, “a ilegitimidade de eleitos como ele” – o presidente da AR não é eleito pela população, mas pela escumalha que por lá vegeta. Pelas intrigas do esgoto partidário; pelos favores de pulhas; pelas regras sujas desta partidocracia. O que ele diz do Chega (outra bela trampa) é, neste triste quadro, o que menos importa.

  2. As voltas que o Irritado está a dar para se livrar do “está-se nas tintas” para o Chega.Então o que é isto se não estar escondido com o Chega de fora?E não fora uns reparos do ASS por causa do esbracejar do perucas à pastor iurd, que ‘faz favor ao ps’ !!, nem sequer haveria um reparo no único deputado que até hoje berra e esbraceja como um orador fascista. Nem o sozinho antigo deputado trotskista da udp alguma vez o fez. E o rapaz já avisou que vai fazer marchas de rua, provavelmente imitando os arruaceiros SS hitlerianos.

    1. De chinês não percebo nada.

      1. Percebe, não percebe o Irritado outra coisa.Ora se ASS bate no Chegapralá e os montelaranjas estão naquela do dá cá uma jeiteira como nos Açores, o PSimo sempre vai ganhando alguma coisa. Ou não é isso.Tá bem que o perucas esbracejante farta-se de gritar, o montelaranja anda numa de provador de queijinhos e o moedinhas já não tem o cabrita à mão para lhe arranjar um incêndio. Percebeu?

  3. No tema da respeitabilidade dos representantes do Estado, Irritado: A filha de Dias Loureiro, Catarina Loureiro, está acusada de fraude fiscal em Espanha por ter comprado a uma empresa do pai uma casa por um preço 3x inferior ao seu valor real. A casa, numa das zonas mais caras de Madrid, valia um milhão de euros. Poucos meses depois, a bonita Catarina comprou outro imóvel, este em Lisboa, por 450 mil euros, 225 mil dos quais com rendimentos procedentes da sua mãe, que ocultou à Fazenda Pública. O marido, Alejo Morodo, está também acusado. O simpático casal tem outros negócios: a justiça investiga um desvio de 4.5 milhões duma petrolífera venezuelana, mais os inevitáveis branqueamentos e offshores, com o BES à mistura, e imagine quem está envolvido: o xuxa António Vitorino. Quem diria, não é? Dias Loureiro, empresário tão admirado pelo seu Passos; e o ilustre Vitorino, tão admirado pelo seu Santana Lopes. Lembro-me de ver um programa com ambos, daqueles de ‘comentário político’, onde Santana dizia a Vitorino, com um sorriso cúmplice, como reles invejosos – os mesmos de que o Irritado costuma queixar-se – caluniam ilustres como eles. Ah, a inveja: que mais pode levar alguém a questionar a fortuna do clã Loureiro? Ou a louvável cooperação entre o Centrão, tão afastado noutros temas, quando toca a negociatas e mamanço? Ou a probidade da política? Ou a respeitabilidade do putedo?

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