IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A MACACADA NO GALARIM

Então não é que a ministra do trabalho tem lá uma assessora/adjunta/ou lá o que é que se propõe fazer um acampamento de protesto, diz-se, na ponte velha, com barraquinhas, churrascos, bifanas e tudo? Uma rapariga modesta, diga-se, podia ter proposto o mesmo na ponte nova que é mais comprida. Interessante seria saber se a ministra está de acordo. Parece que sim, já que a rapariga continua no cargo, e sua excelência moita carrasco.

Tudo isto com grande sucesso nas redes sociais – não frequento tal coisa, mas ouvi dizer. É natural. Desde o dia em que, por exemplo, a balsemónica organização anunciou ter contratado o senhor PNS para comentador residente, tudo é possível. A rapariga da ministra passa a menina do coro, não fará mal a ninguém. Ao passo que o PNS, certamente bem pago, poderá inundar a malta dos mais inacreditáveis dislates.

Que mais estará para nos contecer?

 

11.2.23



14 respostas a “A MACACADA NO GALARIM”

  1. O mais indicado será mesmo a feijoada na ponte,pois isto já está tudo uma grande e valente cage… !

    1. Leia-se cag….! (Isto de escrever num tablet tem que se lhe diga)

  2. Cá temos o Irritado a antecipar-se a RAP-domingo e ao manhoso correio matinal, com umas importantíssimas irritações: uma “ou lá o que é” da ministra do trabalho e a contratação do PSN. Tinha de ser com uma rapariga, para não dizerem que só se irrita com mulheres e o cabrita já não irrita ninguém.Imagine-se a tal rapariga querer fazer um acampamento de protesto numa ponte velha. Modesta é ela, e se houver algum problema com o estado de conservação da ponte, sempre se arranja mais dois casos para o PSimo: ministra do trabalho e o das infraestruturas. Que chatice.E ainda pior é a irritação por senhor PNS ir para uma organização balsemónica (qualquer coisa do diabo) certamente bem pago (o manhoso da manhã vai já descobrir) e juntar-se ao senhor ex-milhazesov. Mas estão descansadas as pessoas de bem que só malta poderá ser inundada por inacreditáveis dislates. Uff que perigo.

  3. É pena o Irritado não nomear os seus alvos: além de merecerem o ‘name and shame’, seria útil para os Googles e afins. Ou seja, quando alguém os pesquisar mais tarde poderá encontrar o seu post, se este contiver o nome pesquisado. No caso falamos de Inês Franco Alexandre, assessora da ‘inovação’ do governo xuxa. Percebe-se porque foi escolhida, é uma jovem do nosso tempo: fresca e gira, ‘activista’ e ‘empreendedora’, diz-se “apaixonada por impacto social” e pertence à vanguarda wokista que informa os pronomes por que deve ser tratada (she/her). Uma influencer bem agarradinha à teta do Estado. Emergiu das redes sociais, dos Twitters, LinkedIns e TikToks onde esta ‘geração mais bem preparada de sempre’ chafurda todo o dia, para os media mais convencionais graças a uma entrevista que deu a um programa da Antena 3. Segundo a Inês, para resolver o problema da habitação “acampamos todos na própria da ponte até sermos ouvidos”. Até ela sabe que para isto não deve conseguir influenciar apoio do Estado; por isso, previsivelmente, pede o patrocínio de uma multinacional mamona, a Decathlon, para que esta ofereça as tendas ao pessoal. É a chamada revolução de iPhone na mão. O Irritado atribui a escolha da ponte menor à modéstia da moça, mas desengane-se: a modéstia não entra no dicionário desta activista / empreendedora apaixonada. Explica ela: “não sei quantos quilómetros tem a Ponte 25 Abril, mas é tipo bués”. Note, porém, que o problema da habitação é real. A dondoca Inês, o Pedro Nuno ‘Porsche’ Santos, as tricas que lemos e ouvimos todos os dias, tudo isto são distracções. Mamões e pulhíticos querem-nos distraídos; os senhorios chulos também.

    1. Tem uma certa razão. Devia ter posto o nome da fulana, com letras gordas, se calhar em título. Para não sujar o blogue, cometo o erro de não pôr alguns nomes a meu ver “malditos”. Como não frequento as redes ditas sociais, levo com a desconhecimento das ditas em relação às minhas diatribes. Quanto ao resto, se exceptuarmos algumas organizações privilegiadas, os senhorios não são chulos. São pessoas que pagam impostos brutais e taxas gatunas. Pelo andar da carruagem esquerdista a cidade vai acabar como estava há anos: a cair aos bocados por falta de rendimento para a preservação dos patrimónios e de interesse em tê-los direitinhos.

      1. É ao contrário: salvo alguns senhorios sérios e moderados, a norma são chulos. O próprio modelo de negócio é chulo. É explorar uma necessidade básica que devia ser um direito básico, é viver do trabalho dos outros, é ‘rendimento passivo’, como agora se diz, sem nada criar ou produzir. Acresce que muitos imóveis foram comprados por tuta e meia, ou até herdados, e que subirão sempre de valor sem mérito do senhorio. Risco? Zero. Mas o inquilino nada recebe, mesmo que o pague por décadas. Rentismo é chulice. E está a dar cabo do país e do mundo.

  4. Sabe, Irritado, isto do imobiliário lembra outras coisas de que não se fala. Compro acções duma empresa onde nunca trabalhei ou virei a trabalhar; que só conheço de revistas ou relatórios martelados; onde nada faço, nada contribuo. E fico em casa ou na praia, de papo pró ar, à espera de ganhar (muito) dinheiro com ela! O mesmo para juros, imobiliário, criptomoedas, todos os ‘investimentos’ de quem nada produz e que mais ganha. Que raio de sociedade é esta? Que raio de lógica, de ética, de valores são estes? Isto além da desigualdade atroz. Acha mesmo que é isto o melhor que conseguimos? Se sim, como diz o outro: que venha o asteróide.

    1. Calma amigo Filipe. Não meta Deus nessa história.Três aforismos:- É da natureza das coisas que poucos governem muitos.- A ideologia encontra-se no caos e deve curvar-se perante a hierarquia geradora da ordem.- A liberdade, faculdade intrínseca de cada ser vivo para agir, deve curvar-se perante a autoridade que defende o bem comum, porque a sobrevivência do indivíduo depende do fortalecimento das comunidades que o protegem.Salazar morreu e esteve sempre muito à frente do seu tempo. Depois, começou o caos e degenerescência e estamos na tirania cleptocratica generalizada onde as pessoas estão impedidas até de poupar uns tostões e as crianças não podem brincar na rua.O Irritado preocupado com Coreia do Norte. Se a Coreia do Norte não fosse aquilo que é há muito estaria destruída ou subjugada.Faça direita volverFaça volver à esquerdaÉ só político de merdaSequioso de poderFaça volver à direitaFaça volver à esquerdaSó jornalismo demerdaApóstolos de estranja seita.Para se ter valores é necessário avaliar.Para se avaliar é necessário definir, caracterizar e comparar, coisas que poucos fazem.

      1. “Salazar morreu e esteve sempre muito à frente do seu tempo. Depois, começou o caos e degenerescência e estamos na tirania cleptocratica generalizada onde as pessoas estão impedidas até de poupar uns tostões e as crianças não podem brincar na rua”Uf, uf, destas ainda não está o populismo cheio: os velhotes morrem cada vez mais tarde e as crianças têm parques infantis por causa dos carros.

      2. Caro Picaroto, é também ‘da natureza das coisas’ viver em cavernas, passar fome, ter muitos filhos e morrer aos 40 anos, com sorte. Cabe-nos aprender e evoluir, não ceder às nossas limitações ou às que a natureza nos impõe. O futuro não se faz de líderes ou hierarquias, mas de democracia, igualdade e liberdade. Todos têm direito a participar das decisões, de contribuir para o bem comum e de beneficiar dele. De contrário não é futuro que se deseje. Desde as cavernas passámos por faraós, monarcas e senhores feudais, por ditaduras políticas e pela ditadura do trabalho, até chegarmos a este tempo a que chamamos civilizado, mas ainda demasiado primitivo. Entendo o seu discurso como realismo: é como vê que o mundo funciona; eu foco-me em como deve funcionar. Como tem de funcionar. A vida é breve e, para mim, desperdiçada se não for para evoluir, para eliminar a desigualdade, a pobreza, o défice democrático, o sofrimento, até a morte. Tudo o resto é uma distracção ou um obstáculo.

        1. Amigo Filipe, confunde progresso científico e tecnológico com progresso social. Liberdade? Não me diga! Os portugueses são obrigados (extorsão) a entregar dinheiro ao Estado que vai ser canalizado para a canalha reinante aos milhares de milhoes. Como é que o futuro se faz de liberdade se cada vez existem mais regras para obedecer? E ha cada uma!

          1. Estimado Picaroto, meti realmente muitas coisas no mesmo saco, mas estão relacionadas: é o progresso da ciência, da tecnologia, da medicina, das nossas condições materiais que permite um mundo mais igualitário, justo e evoluído. Se falta saúde, comida, aquecimento, coisas básicas, há pouco tempo e vontade para progresso social. Quanto à canalha reinante, é como diz. Daí termos de mudar esta partidocracia. A bem ou a mal.

  5. “Como não frequento as redes ditas sociais, levo com a desconhecimento das ditas em relação às minhas diatribes.”Eh pá, então como é que soube? o Irritado tem um dedinho que sabe tudo.”Pelo andar da carruagem esquerdista a cidade vai acabar como estava há anos:….”Estava há anos? No tempo da Câmara do Santos e Castro, França Borges, Salvação Barreto foram construídos prédios de rendimento para que inquilinos? E quem são os inquilinos desses prédios?Não são os prédios do tempo da maria cachucha dos bairros populares que nunca tiveram obras e foram vendidos ao desbarato por causa de uma lei de uma senhora que você sabe o nome e toda a gente também e os inquilinos corridos por causa da lei da oferta e da procura.

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