IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DEMOCRACIA MUSCULADA

Rezam as crónicas que, nos últimos oito dias, foram, nos radares de Lisboa, aplicadas 16.000 multas de excesso de velocidade. E, nas auto-estradas, nada menos que 2.000.000!

Algo me diz que aqui há gato. Vários gatos.

Antes de mais, é de uma evidência cristalina que os radares servem sobretudo para arranjar mais dinheiro para o Estado, coitadinho, que cobra poucos impostos. É absolutamente impossível que haja dois milhões de condutores a guiar a velocidades perigosas. Donde, ou os limites de velocidade são exageradamente baixos, ou os radares estão desafinados, ou isto é como largar perdizes de cativeiro aos milhões para facilitar a gabarolice dos caçadores.

Um exemplo interessante é o que se passa na Alemanha: a polícia não perdoa, mas os limites são função da intensidade do trânsito, do estado da estrada e de outros factores de risco. Não há velocidade única, a cada troço o limite é assinalado, onde tal não acontece não há limites.

120 à hora é um absurdo, se aplicado indescriminadamente, e um atentado se aplicado à bruta, sem outro critério que não seja o do lucro estatal.

Pior é o que se passa na cidade. Constrói-se vias rápidas para andar a 50 à hora! E já é muito bom: em não poucos troços, a coisa baixa para 30, como fosse possível cumprir tão absurda violência! É a Câmara a sacar o dela, muito mais que a cuidar da segurança de cada um.

Se alguém (o ACP, por exemplo) fizesse um estudo sobre as causas dos acidentes talvez a ditadura oficial pudesse ser morigerada.

Mas não vale a pena. Como no tempo da II República, manda quem pode obedece (e paga!) quem deve.

 

10.2.23



4 respostas a “DEMOCRACIA MUSCULADA”

  1. Quanto a Portugal está carregado de razão, Irritado, mas também não sou adepto do vale-tudo alemão: deve haver limites, pelo menos enquanto forem humanos a conduzir. Tudo humano tem limites; bem sei que é um conceito difícil para alguém de direita. P.S. ‘Indiscriminadamente’.

    1. É estranho que não tenha percebido. Foi de propósito?

      1. Isto foi o que percebi: — em Portugal os governos e as câmaras usam radares e limites exagerados para chular os cidadãos – concordo; — na Alemanha não é assim, e em muitas vias (Autobahns) nem há limites – verdade, mas devia haver. Uns 2/3 das Autobahns têm apenas um limite recomendado: 130Km/h. Não é obrigatório, logo na prática não há limite.Mesmo que o típico condutor alemão seja mais civilizado que o tuga, afirmo que deve haver um limite. Este pode ser maior, digamos 160 ou até 180Km/h, mas deve existir. Conduzir acima disso é insano e contraproducente. O resultado prático é ver celerados a acelerar em brutos carros, a velocidades muito além da capacidade de reacção humana, por mera estupidez ou vaidade. Um computador poderá fazê-lo; um pato-bravo num Porsche não. E sendo este um blog político, fiz a ligação: para a direita não há limites, por ex. à riqueza. Mas tem de haver.

  2. O esforço ginástico que o falsete anda a fazer por causa dos milhões do altar, e ter de arranjar moedinhas para não cair na banca rota como o outro seu correligionário.

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