Amanhã comemora-se, ou devia comemorar-se, a data que simboliza, com 100% de mérito, a fundação da democracia representativa e plural na III República. Mas uma coisa é tal data, outra é a ausência de qualquer comemoração oficial. De facto, a preocupação de “salvar” os extremistas de esquerda que nos ameaçavam, quase cinquenta anos depois ainda inquina a classe política, passando pelo presidente da República, pelo primeiro ministro, pelos deputados, com ultra- minortárias excepções. Para tal gente, o orgulho democrático acaba onde começa o “risco” de melindrar a fímbria das vestes da extrema esquerda, ou da esquerda radical, que continuam… na mesma, ou seja, a infectar a democracia liberal, a prezar a ditadura do politicamente correcto, a afirmar as suas desgraçadas concepções, às vezes com disfarces outras sem eles, e a prezar tudo quanto é tirania, desde que da sua cor.
Uma senhora (chefe desconhecida das comemorações do 25 da Abril) – que deve estar com os patins à porta – atreveu-se a dizer que vai participar numa sessão comemorativa de Novembro organizada pela Biblioteca Municipal de Aveiro, e referir-se ao assunto nas redes sociais oficiais. Que lata!, pensará o poder. Em relação à importância da data, a iniciativa é, pelo menos, pífia.
Amanhã, o PR estará a regressar no jacto da Força Aérea da sua esplendorosa viagem ao Katar. Acha ele, ó espanto!, que o 25 de Novembro fica subsumido pelas comemorações do de Abril. Na alta mente de Sua Excelência, não merece, nem aos que fizeram e até deram por ele a vida, qualquer referência pública.
É o que, com resultados aterradores, tem a esquerda presenteado o país, sem que se veja saída, sobretudo mental.
24.11.22

Deixe um comentário