IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


RIGOR E PLURALISMO

Costumo comprar um jornal privado “de referência”. Um hábito de longa data que, salvadas algumas coisas, muito contribui para me irritar. Refiro-me, como é evidente, ao jornal “Público”, detido pelo grupo Sonae.

Noticiosamente aceitável, o dito diário vem dando cada vez mais sinais de militante esquerdismo. Altas figuras da intelectualidade esquerdista tem lá lugar cativo, havendo um ou outro não pertencente à orquestra, talvez a título de raminho de salsa. O director é especialista em cravos e ferraduras, julga-se que para disfarçar.

Ultimamente, a história da independência do Brasil tem sido pasto das habituais “investigações históricas” tendentes a instilar interpretações ideologicamente orientadas e a obliterar factos, certamente por falta de “interesse científico”.

Agora, numa coisa chamada “Academia”, o “Público” propõe-se dar à malta lições de história. Muito bem. Com este nobre objectivo vai pôr à disposição dos interessados um leque de intelectuais e cientistas criteriosamente escolhidos. A quem queira ilustrar-se são oferecidos os estudos e opiniões da figuras tão gradas quanto as dos professores Fernando Rosas (fundador e dirigente do Bloco de esquerda), Francisco Louçã (grande líder do socialismo revolucionário e indiscutível pai do Bloco de Esquerda), João Teixeira Lopes (membro e ex-dirigente do Bloco de Esquerda), Miguel Cardina (membro do Bloco de Esquerda, investigador do Centro de Estudos Sociais – ramo intelectual da esquerda radical na Universidade de Coimbra), Luis Trindade (compagnon de route dos anteriores) e Andrea Peniche (feminista radical e activista do Bloco de Esquerda).

Não contestando a valia intelectual de cada um dos escolhidos, que fique registado o pluralismo político, a independência ideológica e o rigor informativo do jornal da Sonae e do seu ilustre director.

Veremos se há mais alguém, neste país escravo do socialismo, que denuncie este tipo de iniciativas.

Aos que venham a alinhar na dita “Academia”, o IRRITADO deseja uma feliz lavagem ao cérebro.

 

1.9.22     



9 respostas a “RIGOR E PLURALISMO”

  1. Há anos que o dito jornal (financiado pelo capitalismo neo-coiso)anda a promover a agenda esquerdista e multi-coiso e tal.

    1. Estes capitalistas d’agora até fazem negócio com esquerdistas e multi-coiso e tal.Bem podiam fazer como nos medicamentos ‘vendido só com receita médica’, neste caso ‘vendido só a quem não for esquerdista e multi-coiso e tal’, e para o negócio não sofrer quebras vendia na candonga sem receita.

  2. “Costumo comprar um jornal privado “de referência”…”. Privado, mas temos por cá algum jornal do estado?Em vários países da UE há jornais “de referência” privados, e até pertencer a grupos económicos, que são desde o director, jornalistas e assuntos noticiados de determinado “lado” político. Eu não leio o “Público”, pertencente ao Grupo Sonae, por não comprar jornais, embora acompanhe as notíciasdos nossos periódicos, mesmo as do manhoso e as do salazarento.O Irritado está no seu direito de não gostar de determinadas pessoas por serem do BE, esquerda radical coisa horrível, agora para ficar mais calmo não compre o “Público” e atire as suas irritações para outros jornais manhosos, também privados e de grupos económicos escondidos sem a cabeça de fora.Sem querer irritar o Irritado quase lhe pedia para ler os artigos dessa “Academia” e comentar em termos históricos o que por lá aparece escrito. Vamos esperar e acalme-se entretanto que agora vai haver outra vez covid para vender.

    1. Em países mais avançados, normalmente os jornais têm cara, confessa e evidente. Em Portugal, os mais importantes não a têm, ou disfarçam-na.Julgo que não terá percebido bem o que eu quero dizer. Não sou contra (não me irrita) o facto de haver historiadores, ou a tal pretendentes, deste ou daquele lado do espectro político. O que é inaceitável é que, num jornal “independente” se faça uma “academia” de história em que todos os interveniente são, não só do mesmo lado de tal espectro, como todos do mesmo partido! Onde está a proclamada “independência”?Percebo e lamento a sua posição reveladora de um espírito meio zarolho, ou religioso, muito em voga. Está a dar, não é?

      1. O Irritado também é, ou pretende ser, provedor do leitor de jornais. “Em países mais avançados, normalmente os jornais têm cara, confessa e evidente. Em Portugal, os mais importantes não a têm, ou disfarçam-na.”, quer dizer que o “Público” disfarça? Disfarça o quê? Não faço a ideia de como será o que vai sair da “Academia” e que temas históricos vão ser abordados, mas sobre a Independência do Brasil, não haverá muito mais a dizer que o que já está historiado, por isso venham historiadores dos vários quadrantes politicos que o tema não será abordado de maneira muito diferente.O Irritado pode é fazer um abaixo-assinado aos accioinistas da Sonae para obrigar o “Público” a só dar notícias sem disfarce. Ou seja, como é um jornal privado não pode dar notícias escritas pelos malvados diabos de esquerdóides e seus derivados por poder fazer mal a alguma criancinha ou velhinho curiosos.O que está a dar é aproveitar a onda e vai de obrigar tudo e todos a ser independentes cá dos nossos. E agora bem precisamos com o que ai vem apoiado por montelaranja e do costarosa, não tarde nada e estaremos outra vez na banca rota. O patrão já disse ‘ainda não é altura para dar dinheiro pra gastar é preciso capitalizar as empresas’, e cá temos um ponte de vista independente, na de espirito zarolho, religioso e sempre em voga.

  3. Avatar de Só sei que nada sei
    Só sei que nada sei

    Um naipe de finíssimos intelectuais do tasco da esquina do Zé Lérias.Todos eles passaram como estudantes voluntários pela Academia do Rato. e neste momento aguardam convite do ISCT para mamarem mais algum.

  4. “O director é especialista em cravos e ferraduras… Em países mais avançados … os jornais têm cara” Ou seja, ser avançado é escolher um lado (sendo a direita o único lado certo) e defender esse lado sempre, custe o que custar. Isso é ter cara. Considerar outros lados é ‘dar no cravo e na ferradura’; ser imparcial é não ter cara. Gente avançada como Cunhal, Lenine ou Mao diria o mesmo. Ou Ferro Rodrigues… ou Pinto da Costa. Ou basta ver os seus EUA, onde jornais e sites fomentam (e lucram com) a divisão cada vez mais violenta entre carneiros dos dois lados. Assim sim: todos ‘têm cara’; e todos a ostentam como uma pintura de guerra. Se os ilustres da tal Academia fossem outros, eis o post do Irritado: O Público, jornal geralmente ébrio de socialismo, propõe-se dar à malta lições de história. Ao contrário do habitual, desta vez escolheu bem: Passos Coelho, Miguel Relvas, Eduardo Catroga, Dias Loureiro, Maria Luís Albuquerque, José Luís Arnaut… e supervisão científica do grande Pedro Santana Lopes. Uma equipa de luxo, uma lição a não perder. Neste país escravo do socialismo ainda algo se aproveita. Valha-nos São Salgado.

  5. …”Passos Coelho, Miguel Relvas, Eduardo Catroga, Dias Loureiro, Maria Luís Albuquerque, José Luís Arnaut….”, esta rapaziada não deve ser lá muito entendida em História da Independencia do Brasil, eles são mais sobre números e pintelhos. Ah, e pirarem-se pro Brasil quando estão à rasca.

  6. só compra quem quer, agora nos canais de informação do estado, num outro dia estava a dar um programa na rádio chamado “contraditório” em que todos os “falantes” eram notoriamente canhotos, enfim um lixo, convido-vos a assistir um dia

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