IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


E AGORA?

Mais um concorrente para o tempo de antena dos doutores do futebol: vamos passar meses a esmiuçar o que se passa na cabeça do senhor de Belém sobre o que fazer nesta pessegada da eutanásia. É sabido que tal senhor, jurista, católico e Presidente da República, deve andar, coitado, a dar tratos à mioleira. Como descalçar esta bota?

Vetar para quê, se a cáfila dos servos do BE lhe devolve o veto e o obriga a promulgar?

Mandar para o Tribunal Constitucional, se tal instância é, como sempre, mais política que jurídica, e nela tem maioria quem se sabe?

Então, como acabar com isto? O referendo seria a solução, mas sabe-se lá que resultado terá num país e num povo que vivem mergulhados em propaganda “moderna”, esquerdófila, fracturante e sem escrúpulos?

Ir dar uma curva até ao Japão, à Austrália ou atrás do Sol-posto, deixando a promulgação nas mãos, ou nos pés, do Ferro, alta inteligência, luminar da Pátria?

Alegar objecção de consciência? Será que, ao contrário dos demais cidadãos, o Presidente não em tal direito? (neste caso, o melhor será não perguntar ao Tribunal, que o chumbo é garantido).

Que fazer? O IRRITADO, aquando do surgimento da geringonça, aconselhou Cavaco a renunciar, recusando a indigitação do Costa &Ca. Talvez seja a solução para Marcelo: recusar a promulgação, renunciar ao cargo e declarar a recandidatura. É uma solução honrosa, ainda que ineficaz em relação ao problema de base.

Como já disse, vamos ter disto durante uns meses. Dpois, a eutanásia triunfará! As esquerdoidas já ganharam. A estupidez paga.

 

23.2.20



7 respostas a “E AGORA?”

  1. O Irritado tem esta visão romântica dos nossos presidentes, pelo menos dos mais à direita: gosta de imaginar que eles, quando confrontados com uma questão que não podem evitar e que choca com a sua consciência, seja a tomada de posse do PS ou a legalização da eutanásia, enchem-se de brio e renunciam honrosamente ao cargo. É uma fantasia digna da Alice no País das Maravilhas, com o Irritado no lugar da Alice. Como se estes tachistas largassem o osso; como se arriscassem o poleiro, o tacho e o penacho por uma dúbia questão de princípio; ou como se o PR fosse mais que um posto decorativo para reformados do Centrão. É certo que o Martelo até podia renunciar e voltava a ganhar o tacho; não tem adversário. Mas porquê o risco, para quê a chatice? Tem a reeleição garantida de qualquer forma e, como o Irritado diz, a eutanásia acabará por passar. Note-se que o Irritado teme o referendo: sabe que deve perder. E como perde, a culpa do povo; o povo é que está mal. Conheço a sensação. Penso o mesmo do povo, por tolerar esta escória pulhítica e por não exigir uma democracia a sério.

    1. (últimas frases do Bastos) Aqui o Bastos atribui ao seu interlocutor um pensamento sobre o povo e imediatamente revela pensar o mesmo. Provocação ou leitura de pensamentos? Tratando-se do Bastos, só pode ser leitura ou não conhecesse o Bastos “a sensação”. Na verdade é perto de irrelevante se foi ou não provocação. Relevante é saber a opinião reiterada que o Bastos tem do povo. Aliás, o Bastos é o Bastos e o povo é o povo, o Bastos não se mistura com o povo, é o Bastos aqui e o povo carneiro acolá arrebanhado, embrutecido, cambada de basbaques e otários que engolem todas as patranhas (Não é verdade, Bastos? Só estou a repetir palavras já usadas por si). O Bastos está assim acima do povo, a melhor posição para o Bastos conhecer o povo como ninguém, como tal o Bastos sabe que o povo quer o que não faz parte da sua natureza, sabe que o povo está pela eutanásia mesmo que não esteja. O Bastos julga assim a sua moral como se esta fosse também a do povo, o tal povo carneiro, embrutecido e cheio de basbaques e otários que engolem todas as patranhas. (Afinal o Bastos faz parte do povo!)

      1. Sim: como quase toda a gente, tenho péssima imagem dos outros. São ineptos, mentecaptos, têm opiniões parvas e gostos diferentes dos meus. Vêem a Goucha, ouvem o Tony Carreira, gostam de novelas e de bola, levam farnéis enormes para a praia, e o pior de tudo, muitos ainda votam. Carneiros basbaques é uma boa descrição. Não serei melhor que eles, mas sou diferente deles. E como quase toda a gente, faço gala disso. E o Anónimo? Faz parte deles ou é como eu?

        1. «Sim: como quase toda a gente, tenho péssima imagem dos outros. São ineptos, mentecaptos, têm opiniões parvas e gostos diferentes dos meus. » Aparentemente é este o seu passatempo preferido, vir para aqui escrever comentários a dizer mal de tudo e de todos. Se fosse outra pessoa, com outro histórico, ainda pensaria se não seria uma tentativa de fazer ironia mas o Bastos é o Bastos. Normalmente qualquer pessoa mereceria um certo desconto perante alguns excessos de discurso já que na Internet há alguma tendência para as pessoas terem menos inibições quanto ao que é ou não socialmente aceitável. Mas o Bastos não é lá muito normal (lá nisso tem razão) já que tanto diz ser “como quase toda a gente” como repudia essa gente de quem admite partilhar comportamentos. O Bastos (re)conhece, pelo menos parcialmente, a sua própria natureza mas não conhece verdadeiramente a natureza humana. Creio assim que seria bom que tivesse em atenção que não é por muito boa gente ter dificuldades com o relacionamento social que automaticamente as faz ter má imagem dos outros. E assim chegamos a esta verdade que deverá ter em conta: nem toda a gente tem má imagem de si. Essa má imagem dos outros, essa particular tendência para generalizar é essencialmente sua. «Carneiros basbaques é uma boa descrição. » Pois claro, lá voltámos ao mesmo de sempre… ou não fossem palavras inteiramente suas. O Bastos adora a suas palavras! «Não serei melhor que eles, mas sou diferente deles.» O Bastos tenta fazer-se humilde para logo de seguida se afastar moralmente dos humildes. Não deixa de ser curioso que o Bastos, pelo menos enquanto está ligado a este (novo) mundo da Internet, seja essencialmente um idiólatra e raramente passe disso. Mas, por acaso, há alguém neste mundo que não se sinta diferente de todos os outros? «E como quase toda a gente, faço gala disso. E o Anónimo? Faz parte deles ou é como eu?» Por duas vezes na sua resposta o Bastos utiliza a expressão “como quase toda a gente”, ou seja, mais uma vez temos o Bastos a projectar nos outros o seu próprio modo de pensar para depois usar esse alegado modo de pensar dos outros como desculpa para os ofender na sua dignidade. Que o Bastos faça gala disso não é novidade. A sua sorte é poder fazer gala disso, pela Internet, onde ninguém o conhece e é tão anónimo quanto qualquer outro. Vivesse o Bastos sem Internet (aparentemente o seu escape habitual), vivesse aqui na minha rua e fosse habitualmente ao café da esquina fazer gala disso e de tudo o mais… justa ou injustamente depressa seria considerado o louco aqui da rua e, pelo sim pelo não, começaria a ser evitado por toda a vizinhança (nunca se sabe o que um louco pode fazer). Agradeçamos a existência da Internet que, apesar dos muitos malefícios que dizem ter, ainda assim mantém a sanidade de muita gente.

  2. Tanto quanto julgo ter entendido, houve vários diplomas diferentes aprovados. Vai ser preciso trabalhar um documento único, regulamenta-lo e, não sei se não haverá ainda mais votações pelo meio e até a possibilidade de intercalar um referendo. Entretanto, os portugueses vão vivendo felizes comprando viagens, carros, casas, produtos vários de consumo com cartão de crédito, contando sempre com juros baratos. O que é certo é que a dívida externa nacional privada é bem superior à dívida pública. A função pública e o sempre maior número de reformados vão, por sua vez, tendo as suas recuperações de rendimento e novos empregos criados pelo mais numeroso governo da Europa (?) à custa do aumento do valor da dívida pública. Um acréscimo de 0,1% da taxa de juro do bce não sei quantos milhares de milhões de euros levará a sair do país. Estranho nao ver ninguém preocupado com esta corda que sempre temos à volta do pescoço.E, agora, cereja no cimo do bolo, os fundos da UE vão ter de ser reduzidos porque o RU já não paga a sua contribuição. Não sei se o orçamento que há dias foi aprovado já contava com estes percalços. O mais certo é que, ao é estilo de quem manda nestas coisas, se tenha pensado: lá teremos de inventar mais umas taxas, impostos e cativações. De qualquer modo, como manda o grande timoneiro socrático dos nossos governantes, as dívidas não são para pagar, acham eles.Explico porque derivei para este tema. É que é ele que me preocupa seriamente. É que não convém muito que seja por aí falado. Quanto à eutanásia, estou quase certa de que há-de chegar a minha hora e ainda não haverá nenhuma decisão definitiva tomada sobre o assunto.

    1. “Não sei se o orçamento que há dias foi aprovado já contava com estes percalços. O mais certo é que, ao é estilo de quem manda nestas coisas, se tenha pensado: lá teremos de inventar mais umas taxas, impostos e cativações.” Tem alguma dúvida, Isabel? A mais leve, a mais remota sombra de dúvida de que será exactamente assim?

      1. Este tipo de soluções improvisadas com que vamos vivendo têm o seu limite. Um governo que serve para despachar o correio de Bruxelas e aquele que é gerado pela actividade corrente ( e, mesmo esse, por vezes mal ) não é um governo. É uma direção geral.No domingo passado calhou ouvir uma entrevista, pelas 21h na tvi24, com um professor do IST que me deixou encantada pela visão apresentada para o aproveitamento dos recursos do mar que deveria ser uma área fundamental no desenvolvimento do nosso país. Comparar o nível intelectual da apresentação deste professor com o “patois” dos nossos governantes, é uma tristeza. Dá para pensar que passamos do mundo real para uma revista do parque Mayer!

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