IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PIADOLOGIA DE GÉNERO

A fim de dar boa disposição aos visitantes do IRRITADO nesta noite de fim de ano, aqui vai um sentido e indignado protesto, à especial atenção da esquerdoida Catarina e do animalesco Silva.

Diz o “Expresso” que, em Albufeira, no respectivo “Palácio de Congressos”, vai realizar-se um brilhantíssimo espectáculo de nacional-humorismo. Presume-se que se trata de piadéticos de renome, pelo menos lá em casa. Uma má notícia, acha o IRRITADO, sem direito a tal.

O pior, porém, – entram aqui a Catarina e o Silva – é o elenco. A saber: Nilton, Marco Horácio (a estrela da companhia), Fernando Rocha, Aldo Lima, Miguel 7 Estacas, Carlos Pacheco, Eduardo Madeira e Manuel Marques (um dueto), Adriano Moura, João Seabra e Serafim. Um escol!

Nada menos que 11 homens, nenhuma mulher, o que é demonstrativo do evidente machismo da organização. É a falocracia da extrema direita à solta! Eu sei que ainda não há quotas para humoristas fêmeas, mas, que diabo, só homens, no dealbar do segundo decénio do século XXI? É um escândalo!

Ó Catarina, não és esquerdoida não és nada se não apresentares, de imediato, um vigoroso protesto público, a formular oficialmente no Parlamento na primeira sessão do ano! Ó Silva, não és animalógrafo não és nada se não convocares já uma conferência de imprensa para denunciar este atentado à filosofia de género ou coisa que o valha, seguido de um projecto de lei destinado a tornar obrigatórias as quotas piadóticas, cobrindo (salvo seja) homens, mulheres e demais especialidades, além de pretos, brancos, ciganos, índios e chineses.

Há que repor a decência de esquerda!

 

31.12.19



5 respostas a “PIADOLOGIA DE GÉNERO”

  1. “Nada menos que 11 homens, nenhuma mulher,” (sic) Muito discutível esta aritmética….Desafia-se o autor a comprovar que aqueles 11 (equipa de futebol) sejam todos machos…. e que no meio deles não haja:homossexuais… hermafroditas… lésbicas…ounegros… amarelos… vermelhos…ou ciganos… indigentes… intelectuais esquerdoides

  2. Como só vejo e ouço gente pública que espero diga algo que me interesse, para mim está a falar de 11 ilustres desconhecidos. Se o grupo incluísse seres humanos designados do sexo feminino, estariam certamente, para mim, também na mesma categoria de desconhecidos. Portanto, bom ano para todos eles e mais os outros que não ouço nem vejo ( casos, por exemplo, do Pr, do Pm, da 2a. Figura do estado e de todos os ministros ).Para o Irritado e companhias desejo o melhor e a continuação das boas e divertidas concordâncias e discordâncias que têm caracterizado este blog.

  3. O Irritado tem razão sobre o politicamente correcto; mas é um facto que são raras as mulheres humoristas. Salvo poucas excepções (ocorre-me Sara Pascoe), as mulheres parecem ter menos jeito, menos graça. Há uma teoria científica: as mulheres tendem a valorizar mais o humor nos homens do que o inverso; logo, a evolução forçou os homens a competirem também neste campo, ao contrário das mulheres. Talvez seja verdade, mas em Portugal não funcionou. Além do Herman nos seus longínquos bons tempos, não me lembro de um humorista português fazer rir. Os do seu tempo, o Solnado, o Camilo e assim, sempre eram melhores que os de hoje. Os Gatos Fedorentos são da minha idade, tiveram as mesmas referências – Monty Python, Black Adder, etc. – mas no seu melhor, há uns 15 anos, quando toda a gente os citava e os achava o máximo, mal me faziam sorrir. O fundo do poço é o Fernando Rocha. Está ali o país mais reles e boçal, o jeitinho alarve de muito tuga. Sobretudo do Porto.

    1. Grande comentário, ó Filipe. É exactamente o que eu penso. Só não sei quem é o Fernando Rocha…

      1. O Fernando Rocha é um tipo assim pequenote, meio careca, de óculos e pêra, que se especializa em piadas porcas. Vai para vinte anos que aparece nas TVs. Começou numa coisa chamada “Levanta-te e Ri”. O Pinto da Costa era presença habitual, o que parecia muito adequado. O Porto pode estar cheio de gente boa e decente, mas certo lado dos portuenses – e sobretudo dos portistas – é porco e alarve como o Rocha. Dirá que só come quem quer. Mas escarros como o Rocha contribuem para embrutecer o país. Também aqui o capitalismo não se limita a satisfazer gostos: cria-os, alimenta-os, fomenta-os. O Rocha, a Cristina Ferreira, a overdose de bola (jogada e comentada), o ‘teatro de revista’, são cancros culturais que nos degradam e puxam para baixo.

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