Com o aval do senhor de Belém ou sem o aval do senhor de Belém, a regionalização triunfará!
É esta a opinião do ilustríssimo senhor do Bolhão. Carago, meus amigos, o Porto tem que ser capital de alguma coisa. Há séculos a intitular-se capital do Norte – desconhece-se a opinião de Braga e de outras cidades “menores” –, o senhor do Bulhão vê, finalmente, uma luz ao fundo do túnel! Hossana, o movimento até tem o incontornável apoio do grande Costa, do fantástico Rio e, é de pensar, da madame Catarina e do formidável Jerónimo, cada um a pensar que capital mais convém.
Moreira e Rio já têm a sua, a de sempre, à beira da foz do Douro plantada. O Jerónimo sonha com a capital da República Popular do Alentejo, a escolher entre Évora e Beja, consoante o número dos militantes de confiança. A Catarina, essa, não se sabe, poderá ser o LUX/Frágil ou o Gambrinus, este sem culpa nenhuma. Para o califado do Algarve, Faro ou Silves – esta é mais histórica -, enfim, a decidir pelo camarada Policarpo, ou Possidónio, ou lá o que é, um que agora está no chamado governo. Para a República Pontifícia de Braga, a questão será difícil, já que o camarada Moreira, como acima ficou dito, não vai gostar da concorrência. Em relação a Trás-os-Montes também se põem graves problemas, já que a malta lá do sítio continua a achar que “para cá do Marão mandam os que cá estão”: talvez Principado das Elevações Eno-Montanhosas sirva, com capital em Chaves. Mais um problema grave para a capital do Norte, que não vai gostar. Nas Beiras, onde o Enclave do Cavaquistão, invadido que foi pelos bárbaros, deixou de funcionar, há que resolver o problema de quem manda no Douro/Sul e quem trata do Douro/Norte. Um berbicacho.
E assim por diante, não há quem não faça contas ao número de funcionários a admitir, doutores, taberneiros, gente fina, gente grossa, todos do partido.
Mas a regionalização triunfará, haja o que houver e doa a quem doer, seja qual for a opinião do povo, o qual, burro que é, quando foi o referendo chumbou miseravelmente a salvífica ideia. E é capaz de a chumbar outra vez, se fizerem a asneira de lhe dar oportunidade para tal.
9.12.19

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