IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A MORAL DO PEDREGULHO

Nisto de primeiras pedras, temos que tirar o chapéu ao chamado primeiro ministro. O homem, viciado em inaugurações, primeiras pedras e outras martingalas, não hesita em atirar à cara do povo que Passos Coelho lançou duas vezes a primeira pedra da ala pediátrica do hospital do Porto, e não fez nada.

Cem por cento mentira, desfaçatez, desvergonha, desonestidade. Passos Coelho lançou, de facto, a primeira pedra, em 2015. Uma vez. As obras começaram de imediato. Veio a geringonça e, em 2016, mandou parar. Ponto. O chefe da da nossa desgraça, nos píncaros da desonestidade, da malquerença, do ódio primário, numa palavra, do geringoncismo, veio relançá-las três anos depois!

Sem mais comentários. Só para que se perceba a qualidade de quem diz governar-nos. Ao menos, que tenhamos vergonha de o ter lá posto.

 

9.11.19   



5 respostas a “A MORAL DO PEDREGULHO”

  1. Claro que o Costa é desonesto, mas, como de costume, o seu lado também não é inocente. O Irritado apenas ignora, omite ou simplesmente não se dá ao trabalho de saber quando não lhe dá jeito. Do Observador: A história da ala pediátrica do Hospital de São João arrasta-se há uma década e já passou pelas mãos de sucessivos governos — liderados por Sócrates, Passos e Costa –, todos eles com responsabilidades no processo:1. Primeiro, identificou-se uma necessidade que muitos dizem na verdade não existir e resultar de uma guerra de egos;2. A seguir, Passos deixou a obra arrancar (e até a apadrinhou), mesmo sem garantias de que havia dinheiro suficiente para a continuar, e até sem avaliar a sua real necessidade, pois havia a promessa de ser paga por privados;3. Por fim, depois de concluir que a obra não podia avançar com investimento privado [a obra já estava parada], Costa concordou em investir 22 milhões de euros públicos.Ninguém teve coragem política para avaliar a necessidade da obra e para dizer ‘não’ ao Porto. Dizer que o serviço não é preciso seria muito mau em termos eleitorais, nenhum político o poderia ter. E o problema tornou-se irreversível. Todo o artigo aqui: https://observador.pt/especiais/porque-e-que-o-estado-esta-a-falhar-na-ala-pediatrica-do-hospital-de-sao-joao/

  2. Não conheço sobre esta matéria mais do que aquilo que aqui li. E embora há muito pense que o sistema político vigente não garante nada de bom para o país, o que acabo de ler deixa-me confusa: vivemos num manicómio?

    1. Não diria um manicómio, Isabel: nesta história não há loucos. Há relaxe, há inépcia, há demagogia, há pulhice… Um louco é inimputável. Os pulhas são apenas impunes.

      1. Tem razão, há tudo isso de que fala no processo. Mas este é tão longo, há tanta gente no meio que tem que deixar passar, há tanta gente que olha para estas “coisas » como normais que eu já não sei que pensar. E, às tantas, pode crer, que começo a questionar-me se não se serei eu que estou fora do real. Depois acabo por me tranquilizar. Se o real é essa coisa que descreve, eu não tenho nada a ver com ele, ponto final. Mas fico triste.

  3. Para que conste Eu, estou isento de culpa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *