O senhor de Belém veio criticar a “cegueira dos governos” em matéria de alterações climáticas. Mais não fez que arranjar um mote para repetir os seus habituais elogios à geringonça.
A geringonça, como o senhor Guterres e inúmeros governos do planeta devem ser criticados por, em vez de se preparar para as consequências das mudanças do clima continuam apostados em culpar a humanidade pelos caprichos planetários, coisa que não depende da cegueira dos governos mas de inúmeros outros factores, para a lista dos quais os malefícios do homem não deviam ser chamados. Como os governos, sob a perniciosa influência de um grupo de funcionários da ONU mascarados de cientistas mas de nomeação política, em vez de tomar providências para afrontar as eventuais consequências das mudanças climáticas, acham que o que há a fazer é andar atrás de uma menina que não quer ir às aulas e adora cruzeiros oceânicos em veleiros de luxo, e acusar as pessoas de comportamentos ofensivos, tais comer carne de vaca e viajar de avião, ou até, em versão portuguesa, deitar beatas para o chão, não por razões higiénicas e civilazacionais mas porque são ecologicamente “impuras”.
Como disse noutro post, peço desculpa por me repetir, há inúmeras cautelas a tomar em relação aos perigos de que se fala, partindo do princípio de que isto está mesmo a aquecer. A preocupação com os factores que provocam quebras na qualidade de vida dos seres humanos são demasiado importantes para que se ande a entreter os adultos e a aterrorizar os jóvens com o fim do planeta, coisa que terá lugar sabe-se lá quando, mas certamente dentro de largos milhões de anos.
Despoluir as cidades, os rios, os oceanos, armazenar e conservar a água, encontrar formas de obtenção de energia muito para além dos moinhos de vento e das culturas intensivas de painéis solares, defender as costas ameaçadas pela subida das águas, preparar os redutos humanos para as cheias, incentivar a produção de alimentos em condições economicamente viáveis através de alterações à sua produtividade (não é o que o Homem anda a fazer desde os mais remotos tempos, pelo menos desde o primeiro enxerto?), etc., tudo questões facilmente entendíveis sem ser preciso criar a atmosfera de terror em que vivemos. Em vez de andar a vender ideias e projecções alarmistas, fruto de “ciência certa e incontrovertível”, ao ponto de condenar os chamados “negacionistas” como se negassem um holocausto, não passado mas prognosticado à la manière, formatado, de crença obrigatória, não seria melhor dizer às pessoas que se preparem para situações climáticas desfavoráveis?
Os fins nunca justificaram os meios, as lavagens ao cérebro são disso bom exemplo.
24.9.19

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