Atónitos, os papalvos assistem às exibições do mais acendrado amor entre o Costa e o Jerónimo, duas almas gémeas sem discordâncias de maior, tudo em nome da democracia, do progresso da Pátria e da paz social.
Atónitos, os papalvos assistem às exibições de acrimónia, desconfiança, malquerença, incompreensão, ingratidão, etc. entre o Costa e a Martins, dois namorados desavindos sem remédio.
Papalvos são papalvos, os espectáculos são-lhes dedicados, a exploração da crendice popular está em alta, tudo preparado ao milímetro, a bonomia do Jerónimo, o espanto da Martins, a “independência democrática” do Costa.
Leia-se a estratégia: o Costa quer votos à direita, o Jerónimo não está virado para um segundo episódio da geringonça, a Martins tem lá lugar garantido, combinado, seguríssimo.
Os papalvos, à direita, todos contentes com a “zanga”, pensam que o PS está todo moderado e que se prepara para um regresso à democracia soarista.
A fantochada continua, os próximos capítulos prometem.
4.9.19

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