IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA RESSURREIÇÃO DA ALIANÇA MFA/PC

O jornal Observador, tido por centro direita, moderado, credível, etc., presenteia-nos hoje, sabe-se lá porquê, com vasta entrevista da dona Catarina, incontestada chefe das taradas do BE.

O programa da organização preconiza a nacionalização da banca, dos CTT, da EDP, da ANA e de mais não sei quantas empresas de grande importância económica. O MFA, na sua versão bolchevista, é assim ressuscitado com todos os matadores. Se se fizesse o que a mulher defende, o Estado entrava em bancarrota de um dia para o outro. A não ser, é claro, que seguisse o “pensamento” do MFA, isto é, não pagasse um chavo e simplesmente roubasse as empresas aos seus proprietários, como fez a distinta assembleia daquela organização. Com as consequências que, ainda hoje, estão na base da pobreza da Nação. A destruição de valor conseguida pelo MFA/PC/UDP foi de tal forma gigantesca que nunca mais houve dinheiro que se visse em Portugal. Mas é o que querem as doidas e os seus serventes. Com uma agravante: a doida-mor, com falinhas mansas, acha que se trata de um “programa sobial-democrata”. A mulher é doida, mas não é estúpida. Sabe o que é a social democracia, sabe que o programa é bolchevista, mas chama-lhe social-democrata, isto é, pensa que a cavalgada de estupidificação das massas, em boa parte já levada a cabo pelo PS, chegou à fase das grandes realizações. A paranoia populista do BE ultrapassa todas as versões do populismo de direita que andam por aí neste mundo sem rumo.

Há mais. O tal programa “social-democrata” cria 500.000 casas para o povo, com rendas entre os 100 e os 500 euros, a fazer inveja à dona Helena Roseta e a outros salvadores da “habitação”. É claro que, neste caso, a tal Catarina tem uma “solução”. Quem paga? Não é o Estado, são os cidadãos que ainda falta arruinar. Mais umas leis Mortágua, umas expropriações e outras martingalas da ordem. Com a invitável consequência garantida: a machadada final na classe média, a “igualdade” conseguida via pauperização de toda a gente.

E há ainda mais. Vale a pena ler umas coisas do tal programa, verdadeiro tratado de loucura, aldrabice, populismo e comunismo primário, de que nem o PC se lembraria. Ou seja, não vale a pena, a não ser que queira ficar aterrorizado, que é o que o BE quer.

 

3.9.19



3 respostas a “DA RESSURREIÇÃO DA ALIANÇA MFA/PC”

  1. Um jornal de direita entrevista alguém da esquerda – a Catarina Picareta do Berloque – e v. não sabe porquê? Então não é isso um jornal “moderado”, “credível” – ouvir ambos os lados, deixar o leitor ajuizar por si? Suspeito que não. É tal a azia anti-Gerimbosta e a dor pelo seu caro Passos, esse Herói esquecido, que deve sentir falta de um cantinho só de direita, onde a esquerda, como naquela banda desenhada, “menina não entra”, seja barrada à porta. Vê talvez a entrevista do Observador como uma facada, uma transgressão. Cuidado: ainda se esquece que os comunas é que não toleram opiniões contrárias… e que o Observador é hoje o jornal menos mau, em boa parte, pela sua relativa imparcialidade. De jornais ‘com cara’ estamos fartos.

  2. No tempo do MFA e do PREC andava eu de fraldas, mas não é difícil ligar os pontos: a malta, ainda bêbada da revolução, tentou transformar um país pobre, atrofiado, analfabeto, paroquial e clerical, da noite para o dia, numa espécie de RDA semi-tropical. Espantosamente, a coisa falhou. Claro que deu imenso jeito que falhasse: já viu um país socialista bem sucedido, logo aqui, no nariz da Europa ocidental? Lá teria a canalha americana de vir ‘libertar-nos’, com carinhosas bombas e ternos governos-fantoche… Felizmente, não foi preciso. Tal como noutros lados, os nossos comunas dispensam sabotadores; sabotam-se a si mesmos. Foi melhor assim? Vendo a RDA, a Albânia, a Europa de leste em geral, parece que sim: hoje estaríamos pior. Mas se pensarmos na Jugoslávia, até à sua implosão, a vantagem não é tão clara. Nunca saberemos o que teria acontecido sem a entrada na CEE, e os rios de esmolas que de lá jorraram. Foi esse o nosso verdadeiro prémio por rejeitar o ‘socialismo’: poder mamar na Europa, enquanto o leste definhava. Pelo caminho ficou o ‘sonho de Abril’, uma sociedade mais igual e mais justa. Mais que justo, era e é inteiramente racional nacionalizar empresas e serviços essenciais, pôr mão na Banca, assegurar saúde e educação universais. Foi assim que a Europa prosperou no pós-guerra… até os mamões tomarem conta disto, e a D. Thatcher proclamar que “there is no such thing as society”. Com a queda do muro, caiu também a fachada social-democrata – e a vergonha – do capitalismo. Enfim. Do Berloque, do PCP ou do PS jamais virá algo de bom. Concordo com o Irritado. Mas também do PSD, do CDS, de qualquer dos gangues a que chamamos partidos. Desta corja pulhítica só vem trampa. Pela mesma razão, o nosso maior problema não foi o MFA/PC/UDP. Essa desculpa, tal como a da ‘longa noite fascista’, já não cola.

  3. O Observador do Qaralho … Aquilo é a CCN-PORTUGUEZA phodasse

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