Toda a gente sabe que os transportes públicos (metro, carris, comboios – à excepção dos da Fertagus, que é privada – barcos, etc.) andam pelas ruas da amargura. Os meios estão velhos, sem manutenção há quatro anos, nada foi modernizado e, tirando as inaugurações do Marques, nada foi previsto, planeado ou programado, ainda menos feito, nem huove qualquer providência que se visse para estancar os males.
Mas, meus amigos, não há mal que sempre dure. Para obviar à falta de composições, o Metro de Lisboa descobriu uma solução a todos os títulos sensacional, para não dizer genial. Vai abolir quantro lugares sentados em todas as composições, a fim de meter uns setenta passageiros bem aconchegados, em pé, em vez de quatro privilegiados sentados. A medida tem, além de tudo o mais, o efeito de poupar no aquecimento de Inverno, uma vez que o calor humano gerado por esta medida o permitirá. Será também de notar a preocupação igualitária que subjaz ao pensamento social, o que, por certo, estará também na base desta grande descoberta.
Consta em meios informados que a CP, inspirada pelos mesmos princípios e preocupações, e seguindo a genialidade da solução dos problemas que o Metro inaugurou, vai mandar uma equipa técnica à Índia, a fim de estudar a ocupação dos telhados dos combóios, o que permitirá transportar, em média, duas mil e quinhentas pessoas em cada carruagem.
Como vêem, as empresas públicas velam por nós. Hossana!
4.6.19

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