IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA INDECÊNCIA DO “PÚBLICO”

 

Tinha muita consideração pelo senhor Manuel Carvalho, actual director do “Público”.

O seu editorial de ontem veio dar cabo de tudo.

Com carradas de razão, o articulista revolta-se contra a utilização para fins terceiros dos milhões da UE destinadas à reconstrução do que desapareceu nos incêndios de 2017. Chama ao caso “indecência”. Muito bem.

O pior é o resto. O governo fez o que todos os governos fizeram, diz ele, e exemplifica com verbas para o interior desviadas para vias que beneficiam  toda a gente. Uma desculpa esfarrapada, como é evidente. E mais. Quem são os governos anteriores em causa? Os do “PSD de Passos e de Cavaco”. Ou seja, o de Sócrates, PS, ou nunca existiu ou jamais utilizou tais expedientes. O de Costa tem “desculpa”, por causa dos pecados do PSD.

Ou seja, a condenação da “indecência” tem limites. O governo PS mais não faz que seguir os do PSD que, por elementar lógica, passam a indecentes. Ou, afinal, a indecência do PS não é tão indecente como isso.  

Eu sei que a imprensa está maioritariamente ao serviço da geringonça. Tem medo da geringonça. É feio, mas natural. Mas não esperava tal coisa da parte do senhor Manuel Carvalho. Diz-se que no melhor pano cai a nódoa, o que seria verdade se o pano não estivesse cheio de fibras sintéticas.

 

6.9.18



2 respostas a “DA INDECÊNCIA DO “PÚBLICO””

  1. O senhor Manel de Carvalho não passa de mais uma rectaguarda para limpar o lixo de quem nos desgoverna,Faz parte do grupo de cegos (cegos, a fingir) que vèem o argueiro no olho do vizinho e nunca enxergam a tranca no próprio olho.Um criptocomunista ao serviço do senhor costa.Permita-me que discorde do seu remate final mas nunca vi “o melhor pano” da criatura…não passa de um enxergão, A própria folha em que gatafunha já, nem para embrulhar sardinhas, serve

  2. Por cá ainda não se aprendeu a debater ideias: fica-se pelos factos e responde-se a uma opinião sobre um facto com outro facto diferente. Os políticos monopolistas do comentário são especialistas em mudar de assunto em vez de debater o que antes foi dito ou responder ao que lhe é perguntado e os moderadores/jornalistas olham para um lado e para o outro como se não fosse nada com eles. Aliás, de um modo geral, vão tão mal preparados que o melhor ainda é falarem pouco. E a população, também mal preparada, assiste apática ao que lhe é apresentado e julga que é normal. É a banalidade da mediocridade e, pior que isso, da mentira descarada com um sorriso até às orelhas.Entretanto, na Europa vai uma luta furiosa pelo poder e quem ouça ou leia as noticias cá do burgo fica a pensar que são só umas escaramuças sem importância. “Se Deus quiser não há-de ser nada”, o país até está a crescer e os turistas gostam de cá vir!

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