IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill



I


Os magníficos professores do secundário, a quem a Pátria tanto deve, preocupadíssimos com a educação da juventude, foram objecto de mais uma atitude ditatorial do governo. Este, apostado em perseguir a classe e em dar cabo da educação estatal, resolveu lançar um concurso  para a admissão de 914 membros da nobre classe como professores e formadores do IEFP.

Com o maior júbilo, o IRRITADO regista que, dos professores actualmente com horário zero – que são supostos não trabalhar – concorreram 27, num total de 20.871 concorrentes. Preencheram-se 911 vagas, 7 das quais pelos tais professores.

Por outras palavras, dos muitos milhares de professores que têm vínculo ao Estado e se encontram sem ter nada que fazer – mas recebem o deles – há 27 traidores que que decidiram procurar trabalho, e sete que cometeram o crime de o arranjar.

O bolchevista dos bigodes à Sadam Hussein, incontestado condotieri dos professores, está, diz-se, a preparar o devido castigo para esta cáfila de inimigos de classe.


II

 

Um terço dos professores indicados para fazer avaliações recusou tal terefa. Porquê? A resposta foi dada por um ilustre bloguista da classe. Segundo ele, a recusa foi “um acto para lavar a alma e mostrar que se é contra um processo de avaliação que não vai servir para progredir na carreira, já que está congelada”.

Desiluda-se quem se preocupa com estas matérias. Na cabeça dos professores, a avaliação não serve para saber se os alunos estão a ser bem ensinados. Ou serve para ganhar mais algum, ou não serve para nada. Nem sequer para tomar posições na bicha, para a enventualidade de vir a haver descongelamento! Pobres alunos, pobres pais, pobre futuro.

No meio disto, sejamos justos: há cerca de 5.000 professores que querem ser avaliados. O IRRITADO cumprimenta-os com todo o respeito, ainda que os avise que se ponham a pau com a vingança do bigodes, que deve achar que têm a alma suja.

 

1.3.13

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “”

  1. Tem razão amigo Irritado, TODOS PARA A FOGUEIRA!!!Apenas escapam os arrependidos Passos Coelho e Vitor Gaspar, porque agora estão no BOM CAMINHO!!!

  2. Relativamente à avaliação dos professores, o irritado dever-se-ia elucidar sobre o assunto, antes de mandar bojarda.“Um terço dos professores indicados para fazer avaliações recusou tal tarefa.” Os professores recusaram ser avaliadores dos colegas, por quatro razões básicas:1 – Não reunirem, de acordo com os ditames do ME, os requisitos para o desempenho destas funções – formação específica em avaliação e experiência em supervisão pedagógica, entre outras. 2 – Não foi facultada formação específica na área de avaliação pedagógica aos professores. A tutela apenas facultou, no tempo de lurdes rodrigues, algumas sessões de esclarecimento sobre o assunto. Nestas circunstâncias, haveria uma total e completa arbitrariedade, coisa que os professores não desejam a ninguém.3 – “…há cerca de 5.000 professores que querem ser avaliados”. Apesar do congelamento da carreira, a maioria desses cinco mil que solicitaram a avaliação, apenas o fizeram por se encontrarem no final do ciclo avaliativo, logo em situação de progressão e, como não quiseram correr riscos… 4 – O ME do crato, por desconhecimento da situação do ensino básico, percebeu tardiamente, que os critérios que definiu para recrutar os prof. avaliadores, excluiria a maioria deles! Deste modo retirou a obrigatoriedade da avaliação deste ano, podendo esta ser realizada no próximo ano letivo. Daí serem tão poucos…

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