31 DE JANEIRO
17 respostas a “31 DE JANEIRO”
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Mais uma vez, inteiramente de acordo com o que escreve. E repare como as invasões francesas não são evocadas, assinaladas, ao nível nacional – a resistência dos portugueses de há 200 anos merecia muito mais os 10 milhões de euros que se vão deitar fora com o centenário do golpe de 5 de Outubro.
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Para evocar as invasões francesas e a heroicidade do povo,manda a história lembrar tambem a cobarde fuga da familia real para o Brasil,deixando o povo entregue ao seu miseravel destino.
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A suposta «cobarde» fuga da família real para o Brasil – então parte do reino – significou, oficialmente, e apesar de os franceses terem tomado Lisboa, que Portugal não se rendeu a Napoleão, ao contrário de outras nações. Mais, o «minorca» não juntou os Bragança à sua longa galeria de aristocratas aprisionados e/ou manipulados. Convém conhecer a História antes de se mandar «bitaites» sobre ela…
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Não constitui para si nenhuma novidade,que na época,a decisão de o principe regente mais o seu séquito e a mãe louca irem para o Brasil,não foi pacifica.Havia quem defendesse a Madeira em vez do Brasil.Mas parece que a opção do Brasil interessava aos ingleses,isto se calhar já é especulação.Mas a verdade histórica manda dizer,que foi o povo humilde que combateu os franceses,a igreja e a fidalguia conviviam bem com a situação.Apesar disso,D.João VI mostrou-se renitente em voltar a Portugal e assumir as suas responsabilidades.
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Quando as tropas napoleónicas chegaram a Lisboa, informaram o Imperador da situação. Napoleão terá dito, referindo-se ao senhor Dom João VI: “Foi o único que conseguiu enganar-me”. Refira-se, a título de memória, que, em Espanha, o rei era já um irmão do Imperador.É espantoso como o sectarismo consegue pôr de pernas para o ar um feito único na História de Europa, feito admirado com respeito pela Europa inteira e pelo Brasil, que deve ao Senhor Dom João VI a sua independência pacífica e a sua dimensão extraordinária, obtidas enquanto a América espanhola se degladiava em guerras sem fim e se partia aos bocados.Quem não sabe isto é ignorante. Pior ainda, é não o querer ver. E o meu caro Tecelão, que não é ignorante…
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A história não pode ser reinventada.Ela ergue-se sempre acima de mesquinhos conceitos ideológicos.O Campo dos Mártires da Pátria será sempre a memória que não se apagará nos republicanos.A nossa monarquia absoluta exerceu o poder politico no século XIX através de dois partidos monárquicos que se arrevesavam no poder,chieos de corruptos e golpistas.D Carlos que viveu à tripa forra mais a sua real familia,desbaratando dinheiro que o país não tinha,só iates foram quatro AMÉLIAS,enquanto o povo passava fome.O povo já não acreditava na monarquia.Por muito menos a cabeça de Luis XVI rolou,ouviu-se numa sessão das côrtes.O seu reinado foi dos mais conturbados,com constantes mudanças de governo,até que apoia a ditadura de João Franco.O que realmente o levou à morte foi Franco,Buiça e Costa só fizeram o que toda a gente esperava,até o próprio Rei.
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Aconselho-o a enviar o seu CV à comissão do centenário. Deverão ter lugar para alguém com tão óbvia predisposição para a mais ridícula propaganda.
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Não sei se desta vez o Irritado não se engana. Por defeito. É que me parece que as comemorações republicanas vão ser mais em tudo. Mais caras, mais pífias e mais desonestas do que esperamos.Não se pode abarcar em poucas linhas uma matéria tão extensa, por isso deixo só alguns tópicos.O Rei D. Carlos foi o culpado pelo Ultimato? Os republicanos de então eram tão falsos como os de hoje. Desta feita não lhes convinha reconhecer que o Rei era apenas um monarca constitucional, sem poderes executivos e que naquela época poderia ter feito tanto como agora Isabel II de Inglaterra perante a guerra do Golfo. Acresce que D. Carlos começou a reinar em 19 de Outubro de 1899 e o Ultimato foi entregue a 11 de Janeiro do ano seguinte. Reinava portanto há dois meses.A sua culpa? O facto do avô ser primo direito do marido da Rainha Vitória foi vilmente aproveitado, como se esse parentesco pudesse alguma vez ter pesado em assuntos desta natureza. O Kaiser era sobrinho de Eduardo VII e primo direito da mulher de Nicolau II e isso não obstou a que aos seus países entrassem em guerra sem que os povos vissem nisso algo de pessoal, como fizeram os republicanos portugueses.Contra a política de Rhodes, “from Cape to Cairo” pouca força tínhamos. Enviámos uns quantos exploradores (Capelo, Ivens, Serpa Pinto, etc.) e pouco mais pudémos fazer.Os republicanos aproveitaram o ultimato para as falaciosas acções em que são exímios, tal como hoje. Foram à luta, patrioticamente? Não, cobriram a estátua de Camões com crepes negras , partiram os vidros da sede da companhia dos telefones (Anglo-Portuguese Telephones) e começaram um peditório nacional… para comprar um cruzador.Aproveitando a liberdade que depois recusou a outros quando mandou ele, António José de Almeida escrevia artigos em que designava o Rei como “o animal Bragança”, o que só diz da sua ética republicana.Aventem os sofismas que quiserem, a república nasceu de um crime cobarde. Assassinaram o Rei pelas costas e mataram, com um tiro na cara, o seu filho de 20 anos, completamente inocente de qualquer culpa política que não a de existir e de nesse último minuto ter defendido o seu pai. Não se pode conceber maior vergonha.Para o excelente Tecelão, infelizmente sempre auto-condenado à defesa de tristes personagens, há a dizer que a frase de “por muito menos que isto rolou no cadafalso a cabeça de Luís XVI” pronunciada por essa prenda que foi Afonso Costa (que medrosamente se escondeu durante o 5 de Outubro, não lhe fosse acontecer o mesmo que ao Rei – e que mais tarde sucedeu a Machado dos Santos), ele disse-a por causa do assunto dos adiantamentos. Como a lista civil da Casa Real portuguesa era das mais diminutas, senão mesmo a mais, da Europa (não actualizada desde o começo do reinado de D. Maria II) os sucessivos governos, por cobardia, e para de certo modo condicionarem o rei, não submetiam ao parlamento a sua actualização, preferindo proceder a adiantamentos. D. Carlos sempre insistiu que se votasse o aumento da sua lista civil.Só para repor um ponto, entre tantos, o iate Amélia era sobretudo utilizado para as campanhas hidrográficas que fizeram do Rei um sábio entendido em assuntos marítimos, falando de igual com os mais reputados oceanógrafos. Foi uma inteligente opção dada a extensão da nossa costa.A sua manutenção não custava o que hoje gastamos no Falcon dos nossos presidentes, nem serviu para fazer viagens patetas como a de Soares às Seychelles, “com quem mantemos fortes relações comerciais”.Afonso Costa foi o ser mais abjecto da 1ª república, de uma violência inaudita. Não consigo perceber como alguém pode admirar uma pessoa assim. Só por falta de informação.
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Você não resiste em embrulhar-me nos seus cometários,promoveu-me desta feita,a condenado à defesa de tristes figuras.Já estou habituado às suas análises históricas,mais movidas pela paixão do que pela racionalidade.Apesar de ser considerado inteligente pelos seus pares,D.Carlos (o caçador) era igualmente tido por extravagante e gastador,protagonizou alguns escândalos,daí a frase de Afonso Costa.Que os monárquicos abominam,alcunharam-no de “mata frades”,pelas leis laicistas que aplicou,até lhe atribuiram a frase que;acabaria com a religião em três gerações.Mas tudo isto não passam de pequenos episódeos pouco significativos para a implacavel roda da história,que por muito que esforce não consegue desvirtuar.A história dos povos está recheada de tragédias,violências,traições,crimes,e outras ignominias,é da condição humana!!!
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Caro ManuelBObrigado pelo seu tão esclarecedor comentário. Tudo o que diz corresponde à verdade histórica, uma verdade que nem precisa ser “interpretada”, porque é clara como cristal.Não é o ser-se ou o deixar de se ser monárquico o que pode levar as pessoas a ter algum respeito pela História, como é o seu caso. Mas a “moral” republicana vem, ao longo de mais de um século (ditadura incluída, note-se), torcendo tal verdade sem pudor nem respeito pela verdade e pelo povo.O nosso amigo Tecelão é bem o fruto, ou a vítima, da “educação” histórica em que lhe terá sido ministrada, se calhar com a ajuda da MP, instituição paralela a outras dos fascismos europeus, todos republicanos e socialistas sem excepção.Talvez daqui a mais umas décadas as coisas possam entrar num mínimo de objectividade.Bem haja
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É admirável a qualidade de pessoas que habitam o panteon afectivo de quem se informa nos livros do “historiador” Fernando Rosas e afins. É tudo ao contrário. Os portugueses de valor são considerados miseráveis e aos celerados reserva-se-lhes uma peanha.Vêem a História como um Sporting-Benfica, em que a única coisa que interessa é ganhar.A história não pode ser reinventada… mas eu vejo-a quase diariamente modificada perante os meus olhos, nos jornais e televisões. O cínico Hitler tinha toda a razão em dizer que quanto mais pueris fossem as versões que impingissem às multidões, tão mais depressa elas eram acreditadas. Salazar foi mau? Pois foi. Para os conspiradores que tomavam a Rússia ou Espanha por pátria. Pôs fim ao descalabro financeiro, social, político, económico, diplomático e tudo o mais, que foi a 1ª república. Depois de 16 anos de “liberdade” o povo todo (excepto meia dúzia de políticos, tal como hoje) só pedia a alguém sério e competente, descomprometido e intransigente com os corruptos, que nos trouxesse paz.À chacina inútil que foi o martírio do Corpo Expedicionário Português na Grande Guerra, Salazar soube opor uma corajosa e inteligente acção de neutralidade na Segunda Guerra Mundial, que nunca saberemos agradecer o bastante.E muitos dos que hoje falam, não se preocupam em saber o que deveras aconteceu, como os espectadores do futebol não percebem as regras do jogo nem nunca conseguiriam fazer um centésimo do que exigem aos jogadores. Só para informação geral, os mártires da pátria do séc. XIX foram mandados enforcar por Beresford, que exercia as funções de comandante do nosso exército e aplicou aos oficiais sediciosos esta pena militar.Já os mártires da pátria do séc. XXI são os drogados que ali vejo diariamente, deambulando numa miséria de almas mortas dentro de corpos carcomidos pela droga, devendo essa benesse à perversa visão de Louçã, que lutou pelo “direito” a essa desgraça. Como vivo ali, o meu carro é frequentemente assaltado por eles – e só não é mais porque os nocturnos travestis não deixam. É este o ridente mundo progressista.Hoje é um dia em que devemos lembrar o Rei que morreu por tentar salvar Portugal de mãos criminosas. A melhor prova que estava certo em considerá-los criminosos – é que o mataram. Discorda-se de alguém? Mata-se e depois fala-se em liberdade e democracia. Muitas vezes. Para outros papaguearem tolamente.Numa lista muito breve, envenenaram D. João VI, “suicidaram” (com 2 balas de calibre diferente da arma que ele tinha!) o valente Mouzinho, assassinaram D. Carlos e D. Luiz Filipe (e o processo desapareceu “republicanamente”), mataram Sidónio e Sá Carneiro (30 anos depois ainda tudo estar por esclarecer). Com a excepção de D. João VI, era gente de invulgar valor, que podia ajudar o País – e era precisamente isso que não convinha aos anões morais escondidos na sombra, que lutam por abater Portugal.Será que também vão comemorar a Noite Sangrenta de Outubro de 1921 em que a marujada empoleirada numa camioneta-fantasma matou Machado dos Santos, Granjo, Maia e mais uns quantos?
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Você tem uma visão maniqueísta da história.Uma coisa é interpretarmos factos que são passiveis de,outra coisa bem distinta é dar-lhe um sentido conforme com os nossos desejos.Os vários processos da história sempre criaram vitimas e mártires.Nenhuma facção é inocente nessa matéria.Sidónio Pais,o presidente rei,fez um autêntico golpe ao subverter a constituíção de 1911,voltou a misturar a sotaina com o estado,tornou-se populista junto dos beatos reaccionários,que quasi o faziam santo.Portagonizou a primeira grande perversão ditatorial da republica.A violência gerada pelo seu magistério tinha que desembocar em tragédia.Mouzinho,pouco apreciado pelos seus pares,à data,pelo seu comportamento pouco ético nas campanhas de Àfrca,notabilizou-se por subjugar Gungunhana,consta que se suicidou em 1902.Há quem lhe convenha que conste que o mataram,assim como dá jeito manter Sá Carneiro como mártir,a direita quando lhe convem clama sempre por ele.Todavia,está por provar que o mataram mas a teoria da conspiração é prenhe.
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Peço desculpa por ocupar tanto espaço. Mas penso que seria útil lembrar que Sidónio foi morto à queima-roupa pelo bisavô do presidente da câmara António Costa. Este não tem culpa dos actos dos seus antepassados, mas uma fatalidade assim dá que pensar, sobretudo quando um outro presidente da câmara socialista, Aquilino Ribeiro Machado, era filho do bombista Aquilino Ribeiro e neto do vira-casaca Bernardino Machado.Também Soares se vangloriou, quando tratava dos seus registos para candidato à presidência da república, de não querer aquiescer à sugestão da conservadora em mudar o seu nascimento de filho ilegítimo para apenas “filho”, pois essa designação fora legalmente extinta.O que ele não podia mudar era os outros epítetos que lhe cabem, de filho adúltero (mãe casada com outro que não o pai) e sacrílego (pai ordenado sacerdote). É aquilo que na Idade Média se chamava “filho de coito danado”. De novo se repete que quem nasce é inocente daquilo que o precede. Só é pena quando em vida insistem na regra dos seus pais. E se a hereditariedade vale para o apuramento das raças, em animais e plantas, há-de ter o seu peso mesmo quando se trate de homens. Como se vê.
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A moral,sendo um produto da civilização e da educação tem o efeito de uma força interior que não deve ser ignorada.O sistema permite determinar o que é “justo”,”o que é “falso”,o que é “bom” ou “mau”.Mas os fundamentos da nossa ética estão sujeitos a mudanças.Para tal, basta termos uma visão extremada sobre uma questão que nos é querida.O controlo da razão e da vontade fica comprometido,por isso as manifestações de hostilidade contra “grupos mau-objecto” que pode chegar à vontade de aniquilamento.No minimo permite-nos produzir textos aviltantes.
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Ó tecelão, uma questão: é a “alma gémea” do irritado?Na verdade, tem tempo para tudo. Agora, em termos de “treta”, está em “comunhão”.Mais parece um “reformado”, sem ocupação “útil”, à procura de “algo”!
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Caro TecelãoO melhor é não ligar às bocas do XXI.
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Mas liga! Porque será?
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