IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VINTE E CINCO DE ABRIL

 

Entre abraços e beijos, o trambolho Soares, comovido, disse ao Otelo: “Você é o nosso herói!”.

Pois.

Otelo, o “general” do COPCON, que mandava prender pessoas sem sequer saber quem eram, que ameaçou assassinar gentes indiscriminadas no Campo Pequeno, cuja fúria assassina havia de se materializar na fundação e direcção da mais mortífera organização terrorista que a III República conheceu, dezassete pessoas cobardemente assassinadas, vinte atentados à bomba, assaltos a bancos, etc. é… o “nosso herói”. Quem assim o considera foi presidente da república, entre outras coisas… o que o move agora?

Se um canalha de dimensão de Otelo é um herói da democracia, então a democracia não se respeita a si própria. No caso vertente é o trambolho que, por raiva e frustração partidária, alardeando os mais reles sentimentos e a mais acabada das irresponsabilidades, trata um bandido, um terrorista, um assassino, por “herói”.

Para quem acha que o 25 de Abril valeu a pena não pode haver maior ofensa a tal data.

 

Adiante, que há mais porcaria. O autoproclamado dono, ou principal accionista, do 25 de Abril, outro general de aviário, depois promovido a coronel sabe-se lá porquê, um tipo que deixou de trabalhar, mas não de receber, há para aí trinta anos, passeou a sua porcina figura pelo largo do Carmo, onde fez um discurso que o camarada Jerónimo gostosamente subscreveria, e se declarou ali “com o povo”. Haveria que perguntar qual povo. E responder: qual povo qual carapuça! O que ali estava eram as hostes do Carlos, do Louçã, do Sousa e, com certeza, alguns incautos comproblemas, a servir de raminho de salsa: no fundo, os mesmos que haviam de ir à Avenida dar berros contra o governo, gritar, estilo Manel Alegre, contra as “ameaças à democracia”, como se ameaças à democracia não fossem a miserável apropriação e partidarização de uma data que devia ser de congratulação geral, o povo unido na comemoração da democracia, em vez de palco para acusações e gritaria.

 

Mas há mais. No Parlamento, três partidos e um penduricalho do PC dedicaram o tempo de antena a defender o indefensável – as omeletes sem ovos – em vez de louvar a Liberdade, ou na recorrente contumácia de confundir a Liberdade com a liberdade de ser socialista. Nem o Presidente escapou: as hordas que fazem profissão de fé num republicanismo à moda de Robespierre abstiveram-se de o aplaudir e ficaram sentados à sua entrada. A democracia, a própria República, para eles, ou é sinónimo do seu poder ou não é nem democracia nem república!

 

Não se sabe se esta pobre terra, alguma vez na vida, terá uma noção clara do que é importante e nos pode unir como povo, coisa que não é, nem o socialismo nem o imobilismo constitucional que tanto mal nos têm feito.

Mas é de esperar que, na hora da verdade, o povo propriamente dito, não a maralha do Soares e Cª, manifeste, e certamente manifestará, que o povo é outra coisa que não as multidões arregimentadas por gente que, dizendo defender a Liberdade e a Democracia, outra coisa não fazem que não seja senão pô-las pelas ruas da amargura.

 

25.4.14

 

António Borges de Carvalho



24 respostas a “VINTE E CINCO DE ABRIL”

  1. o 25 de Abril faz-me cá uma azia…. Távamos tão bem e vieram estes tipos….que coisa

  2. Se quisermos aprofundar a análise, teremos que dizer que a escumalha que se afirma de esquerda é tudo menos democrata.PCP e BE, são partidos que pretendem instaurar uma ditadura inspirada numa ideologia que é apenas uma máscara para a tomada do poder por um grupo de facínoras, cujo paradigma causou já muitos milhões de mortos e torturados por esse mundo fora.Dizem-se defensores dos trabalhadores, mas os trabalhadores nos países onde prevalece o comunismo, sabe-se como vivem, na miséria e impedidos das mais básicas liberdades.O parasita e camorrista Soares ao apelar à violência militar ou popular para depor um governo,eleito de acordo com os pressupostos que sempre fingiu defender e com que justifica as suas diatribes contra o anterior regime,a quem contesta por aplicar as medidas que o partido dele contratualizou com o FMI, mostra a massa de que é feito. Um aldrabão, um escroque sem pingo de vergonha que entrou em fúria após um corte de 30% nas dotações governamentais à sua Fundação inútil e mafiosa.Diga-se que o PSD merece inteiramente estes enxovalhos.Sempre contemporizou com as vigarices dos xuxas e emparelhou nas negociatas deste bloco central de negócios escuros.Nem os chavões ideológicos com que a esquerda demagógica domina e manipula a consciência colectiva dos portugueses são confrontados por este escol de oportunistas que militam no PSD/CDS.Todos diferentes,todos iguais na trafulhice com que enriquecem empobrecendo a nação.

  3. Só quem viveu a ditadura sabe melhor do que ninguém de como faz sentido o slogan “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!”… Por isso torna-se ainda mais horrível e desonesto ousar sequer fazer comparações de que natureza forem, entre esse período e o período em que FELIZMENTE vivemos!É profundamente triste e revoltante ver pessoas – pessoas que pelos cargos que ocupam ou ambicionam ocupar deviam estar dotados do mais elementar bom senso – “joguem baixo e sujo” desta forma… Isto é abominável!Concentrem-se antes a desenvolver boas ideias para o País, para o bem de todos!!! Ah, pois… já me esquecia… isso não lhes interessa o que eles querem ‘todos’ é ‘tacho’!!!!!

    1. Estou consigo no “felizmente”.Não estou, nem ninguém com com juizo ou convicções democráticas pode estar, com aqueles que emporcalham a democracisa, dizendo-se tolerantes e não tolerando o poder quando estão fora dele por decisão eleitoral.É o caso do golpista Sampaio, o da gentalha do Soares, do Lourenço e de quejandos.

      1. Avatar de XXI (militante PSD)
        XXI (militante PSD)

        Pedro Passos Coelho é, por mais que o tente branquear, um mentiroso a raiar um “burlão politico”.Assim sendo, Mário Soares e outros (do PSD e CDS) estão certos quando afirmam que é necessário afastar MALFEITORES E FORAS-DE-LEI.

        1. Depois destas suas afirmações das duas uma: ou o Senhor XXI não é militante do PSD coisíssima nenhuma ou é mais um da “ala dos pseudo-intelectuais” que por lá andam que só pensam no poder em vez de soluções para os problemas do bem comum. Percebo que Pedro Passos Coelho cause muito incómodo porque não governa (e bem!) a pensar em eleições. Provavelmente tem cometido muitos erros (claro que sim!), mas quem não os comete durante a vida profissional e pessoal?! Uma coisa é certa os factos demonstram que gradualmente as coisas tem saído do caos em que estavam depois de 6 anos de P. de Sousa, e o resto é conversa!Por isso, continuarei a votar nele nas próximas eleições!!!!!!!!!!!!

          1. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            “Responde” e bate palmas?

          2. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            Quando se reduz a “…das duas uma…” corre-se o risco de fazer “figura de parvo.O senhor fez essa figura: NÃO ACERTOU UMA.Na verdade:1 – fui convidado (por companheiro do Liceu de Guimarães) em 1976 para aderir ao PSD e sou militante desde 1986 (a pedido de apoiante de Marcelo Rebelo de Sousa “contra” Cavaco Silva – veja lá);2 – nunca fui da “ala dos pseudo-intelectuais”, nem tive qualquer proveito politico de ser militante do PSD: sempre recusei as “benesses” oferecidas para fazer parte dos “alinhados (fui “voz divergente”).Pedro Passos Coelho não comeu muitos erros. MENTIU, por um lado, descaradamente para ganhar eleições. Por outro lado, ofereceu “benesses” a quem o “ajudou” (esqueceu Catroga e a sua “célebre” fotografia no telemóvel quando assinou – em representação do PSD – o Acordo com a Tro(i)ca?).Caro Ricardo (tem nome do meu filho), não seja habilidoso!

  4. Saia mais uma anti-rábica!

    1. É para o Pedro?

  5. “Só quem viveu a ditadura sabe melhor do que ninguém de como faz sentido o slogan “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!”… “Ia perguntar ao Ricardo e por consequência ao Irritado qual o trauma com o fascismo.Mas não vale a pena.Presume-se a resposta.Foram perseguidos desde a primária,tal como ouvi da boca de um dirigente comunista que confraternizava com uns humildes idosos numa sessão de “reforço” da vacina anti-fassista,destinada a conservar a base de apoio eleitoral do partido na região.Só ficou por saber se os agentes da DGS o perseguiam de triciclo.É comum a opinião de que é preferível viver num regime que permite o sufrágio universal. É até banal,porque politicamente correcto.Não se percebe é porque tantos hossanas a um regime que apresenta o cozinhado já pronto aos eleitores,que se limitam a conferir o que os directórios partidários cozinharam nos seus gabinetes e que faz com que a representatividade seja quase nula.Após o acto eleitoral vem a fase das negociatas e vigarices.Regime que consagra a liberdade de partidos que pretendem estabelecer uma ditadura muito pior do que a que é abominada.Enfim,isto tornou-se um manicómio,sem ofensa para os visados no comentário.

    1. A PIDE podia não ser tão má quanto a Stasi (curiosamente omitida pelos comunas), mas o regime, pelo menos até à morte de Salazar, era autoritário e opressivo o bastante. E o país – fora as castas de privilegiados que hoje elogiam esses tempos – era ainda mais miserável do que hoje. Ainda mais! É obra. Fora da redoma dessas castas, era profundamente pobre, atrasado, analfabeto, e para cúmulo a malta nem se podia queixar ou sair à vontade. Daí certo trauma dos mais velhos, e é verdade que muita coisa mudou para melhor. O pior é o resto. A meu ver, os dois principais problemas das hossanas são: 1) A liberdade de expressão e de voto, num país europeu e no séc. XXI, continua a ser reverenciada como uma grande “conquista” da golpada corporativa do 25/4, ou do 25/11. Além de absurdamente anacrónica, esta reverência bacoca serve de chantagem moral para absolver todos os desvarios deste regime. A mensagem evidente: a única alternativa a esta partidocracia podre, e à sua BANDALHEIRA CORRUPTA, é uma ditadura. 2) Este regime vangloria-se de todas as melhorias materiais desde o 25/4, como se as esmolas europeias e a evolução natural da tecnologia, da conjuntura económica que nos rodeia, e dos tempos, não as tornasse num resultado medíocre. Basta ver que após 40 anos permanecemos no cu da Europa. As hossanas servem assim para legitimar este regime, perpetuando as duas ilusões acima: somos mais livres, e vivemos melhor do que há 50 anos, apenas graças a ele. A carneirada diz “amén!”, e deixa-se assim chular e roubar com um sorriso. Até continua a botar o botinho no Centrão Podre, feliz e contente por não ser comuna!

    2. Senhor Anónimo,Provavelmente não leu com atenção aquilo que escrevi ou então desculpe que lhe diga tem alguns preconceitos ideológicos.O que diz dizer – em tom parcialmente irónico! – foi que qualquer ditadura é má em si mesma, talvez até sejam piores as de esquerda, porque essas além de más iludem o povo!Neste sentido, é bom gozar de alguma liberdade e melhoria na qualidade de vida que o 25 de Abril nos deu, mas é horrível saber que aqueles que defendem a liberdade, são a favor de ideologias totalitárias e ditatoriais!

      1. Esses NUNCA defenderam a democracia, quando o dizem estão a mentir, e sabem que estão a mentir.

        1. Avatar de XXI (militante PSD)
          XXI (militante PSD)

          Refere-se a Pedro Passos Coelho?

  6. Genericamente,concordo com a sua análise,Filipe.Você tem a lucidez suficiente para acertar sempre no essencialContudo,há coisas que não viveu ou que percepcionou mal.” e para cúmulo a malta nem se podia queixar ou sair à vontade. “Isto,pura e simplesmente é falso.O que não era permitido e isso era bastante claro,era a propaganda e a actividade comunista,subversiva.E percebe-se hoje melhor porquê.Havia censura,sim.Coisa que é característica de regimes autoritários.Hoje há censura,como o comprova o afastamento da MM Guedes ou a pressão sobre o Rodrigues dos Santos,.Atentemos na legislação que proibiu os jornalistas de referir o que se dizia no julgamento do Casa Pia,na restrição do acesso a documentos oficiais.Na imposição do chefe do Dep.de Inf.da RTP no “Clube de Jornalistas” quando estávamos em pleno socretinismo.Mas é preciso analisar o contexto histórico.Estávamos em guerra.não conheço país que em estado de guerra não tenha restrições no capítulo da informação.Ainda hoje é assim,mesmo nos países considerados democracias modelares,como os EUA.Sobre o atraso,que não pode ser obliterado,podemos vê-lo com olhos do séc.XXI e num contexto de Europa rica ou observar as características da época.Salazar pega no país completamente falido,atravessa a guerra civil espanhola,a II grande guerra e a guerra ultramarina contra os comunistas.Pode-se sempre pensar em como um regime como o que actualmente temos,Portugal,nas condições referidas,teria melhor desempenho. É um exercício que não nos dá garantia de que a razão nos assiste.Eu continuo a pensar que não.Outra coisa muito desvalorizada e rasurada dos livros é a obra do Estado Novo.É passada a ideia de que Salazar era um grande Satã e o seu consulado foi causador de miséria e atraso.Ninguém explica às novas gerações como era o país na monarquia e na I República.Porque caíu redondo nas mãos de Salazar.De qualquer forma,a verdade irromperá por entre as construções da ideologia dominante. É sempre assim.

    1. Ainda bem que lhe agrada debater comigo, pois por aqui encontra escassa alternativa: o autor raramente responde, o XXI limita-se a repetir invectivas estafadas ao fantoche que nos governa, como se este fosse o grande culpado da nossa desgraça colectiva, e os ocasionais Tecelões servem apenas de “comic relief”. Ao haver censura, a malta não se podia queixar. Mesmo antes da guerra, era-se investigado, preso, condicionado pelo regime. E a emigração também não era livre. Logo, o que escrevi de falso? Creio que ninguém nega o mérito financeiro de Salazar, nem a obra do Estado Novo – basta ver a ponte que lhe tiraram, quanto custou, e quantas derrapagens teria hoje, certamente em proveito da fortuna do Sr. Mota. Só pobres de espírito embarcam nessa do Salazar-Satã; basta ler meia dúzia de coisas imparciais para perceber que estava a milhas da escumalha política que o precedeu, e que – infelizmente – lhe sucedeu. A questão é o país que ele criou, e que não era assim por acaso: era como ele o queria. Um país poupadinho mas miserável, cheio de beatice e vergonhas abafadas (Ballet Rose), analfabeto como convinha a quem pensava e decidia tudo sozinho, opressivo, cheio de respeitinho servil ao Sr. Doutor, e às élites que tanto se encheram à sombra do regime. Era demasiado mau, mesmo para o bom que V. coloca no outro prato da balança. Por fim, os EUA não são uma democracia modelar. Já foram. Hoje são uma nação paranóica, esquizofrénica, onde várias liberdades são arbitrariamente anuladas, até eleições são falseadas (Bush), e a população vive presa de fobias que dariam para encher um compêndio de patologias mentais.

      1. Não se queixe da falta de discussão do IRRITADO. É ele que as começa! Compare com outros blogues do género, e veja a diferença. Há-de concordar que, infelizmente, a maior parte dos comentários repisam as suas disquetes sem descanso e, muitas vezes merecem tudo menos que se perca tempo com eles. Mesmo assim, às vezes – tempo perdido – digo-lhes umas coisas.No seu caso, os comentários são inteligentes, mas passa a vida (como eu muitas vezes!) a bater em teclas demasiado repetidas e, na minha opinião, partindo de premissas mais que discutíveis ou de utopias que valem o que valem as utopias.Se, muitas vezes, não lhe “dou troco” não é por falta de consideração.

  7. Olhe, Filipe, venho aqui sobretudo para ler as postas do Irritado. Aprecio o sentido de humor e a ironia.Debater, não é o meu objectivo, não porque por vezes não tenha interesse, mas porque há dias que não tenho tempo para vir responder e perde-se a actualidade da discussão.Sobre a liberdade de expressão, dou o caso do meu avô. Nunca se coibiu de falar em público contra Salazar. Mesmo que a maioria das pessoas o olhassem de soslaio, os mesmos que agora dão vivas à liberdade.Foi denunciado por um informador, presumo, nunca soubemos ao certo quem, esteve 24 horas na PIDE, foi interrogado e depois posto em liberdade.Nunca mudou nem mais foi incomodado.Não conheço casos de pessoas condenadas por delito de opinião, contráriamente ao que é propagandeado pelos trafulhas de Abril. As penas eram aplicadas a quem conspirava contra a nação ou o regime. Nos EUA houve o Mccartismo.No tempo da guerra das Malvinas a Grã-Bretanha também controlava a informação.Havia uma ordem legal que era respeitada.Concorde-se com ela ou não. Parece-me muito mais escandaloso o que se passa na Alemanha, onde negar o genocídio judeu dá cadeia. Ou nos EUA onde andam a gravar conversas telefónicas para acusar as pessoas de racismo, que é sempre branco,curiosamente.O regime era tão tenebroso que o Cunhal foi levado à faculdade para fazer exame e trazido de volta à cadeia.Está-se mesmo a ver que os regimes que o mesmo defendia, fariam coisa semelhante.Se quer entender melhor e separar a propaganda da realidade, dê uma vista de olhos no blogue “A porta da Loja”.O José tem publicado muitos documentos interessantes e, contrariamente aos blogues dos democratas, não censura nenhum comentário. Coisa que também aprecio no nosso anfitrião, Irritado, apesar dos insultos gratuitos dos bobos que animam aqui as caixas, ahaha.

    1. Venho cá pelo mesmo motivo, e porque me habituei a contestar as postas do Irritado. Cada um desabafa à sua maneira. Serei por vezes demasiado cáustico e prolixo, tenho essa noção, mas ao contrário do XXI o meu alvo não é o Irritado: é a ordem de valores que ele defende, aliás com graça e com verve. Tal como quem assiste a uma má peça não se insurge contra os executantes, que até podem ser bons, mas contra o conteúdo da peça. O meu avô estaria no campo oposto do seu: apreciava Salazar. Até onde sei nunca colaborou com Pides ou nada assim, mas sentia-se lindamente no antigo regime. Preferia-o, de longe, ao regime pós-Abrilada. Quis a sorte que o meu pai fosse comunista (até há uns 10-15 anos), o que além de animar os serões me permitiu ouvir em 1ª mão os dois lados. Creio que nenhum tinha razão. Mesmo que a tenebrosidade do regime seja empolada, alguma havia de certeza; e eu não queria viver no país de Salazar. Até porque não acredito em paizinhos que decidem tudo por nós. Acredito no oposto – numa democracia mais DIRECTA. Salazar devia ter-se ficado pelas Finanças. Finalmente, essa lei da Alemanha dava-nos pano para mangas. Se v. tivesse um assunto incómodo, que não tinha acontecido exactamente como o conta, o que faria? Eu cá não sei, mas dava um jeitaço proibir que se falasse nele.

      1. Avatar de XXI (militante PSD)
        XXI (militante PSD)

        Caro Filipe, não seja desonesto.Diz que vem a este sitio porque se habituou a contestar as postas do Irritado e a sua ordem de valores é igual à “ordem de valores” do Irritado, “ao contrário do XXI”.Pela antiguidade, sou mais visitante que o Filipe. Na verdade, durante muito tempo comunguei dos “valores” do Irritado. Fui indefectível apoiante das suas postas (que, a final, se demonstrou serem de “pescada”)!Está errado (propositadamente – caso contrário, utilizaria o seu “arquivo para evitar este “surto emético”). Usa de má fé quando afirma que o meu alvo é o Irritado. Bem sabe que o meu alvo são os Valores que ele “dizia” defender. Em suma, o meu alvo são as MENTIRAS difundidas por “Irritados”, sejam eles “filipes” ou não.Passe bem.Serei por vezes demasiado cáustico e prolixo, tenho essa noção, mas ao contrário do XXI o meu alvo não é o Irritado: é a ordem

        1. A ver se percebo, XXI: acha que eu aprecio o Fantoche Passista, é isso? O facto de eu o qualificar como fantoche, lacaio, sonso, hipócrita, aldrabão, tachista, palhaço, banana, e trafulha (mais o Relvas), não lhe indicia que, sei lá, talvez eu não goste muito dele? E acha que se fustigar o Irritado o bastante, o governo cai e o Fantoche vai-se embora, é isso? Daí a sua persistência? E trata todos como inimigos porquê? Fazemos todos parte da grande conspiração mundial contra si, é isso?

          1. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            É dificílimo entender que apenas respondi à sua afirmação “… ao contrário do XXI o meu alvo não é o Irritado…”?Qual a legitimidade hermenêutica para concluir que todos fazem “…parte da grande conspiração mundial contra …” mim?Santa paciência!

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