IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VIAGEM A UM MUNDO ROTO

      

 

Olhem para isto:

 

Veremos se o Presidente se atreve a vetar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, inscrito no programa do governo eleito. Não é uma questão menor. Trata-se de saber se estamos numa democracia parlamentar europeia ou na Venezuela.

 

Esta bela frase, de um homosexualismo fundamentalista é produto das intelectualíssimas meninges de uma senhora que, não tendo nada de estúpida, tem muita esquerdofrenia metida nos neurónios. As suas prosas habituais são disso claro sinal. Trata-se de dona Inês Pedrosa, nascida em Coimbra em 1962. Consta que publicou várias obras, obras que o IRRITADOteve o cuidado de não ler.

 

A acima transcrita frase merece algumas considerações, a fim de que se possa avaliar das repenicadas farfalhices do cérebro da ilustre senhora.

 

Primeiro: se o “casamento” em causa estava no programa do partido que resolveu formar um governo minoritário contra a evidente vontade dos eleitores, o seu contrário estava, indisfarçável e indisfarçado, na personalidade do Presidente da República, que foi eleito com muito mais votos que o tal partido. A qual deles recorrer, quando se põe uma dúvida quanto à legitimidade da iniciativa? Dir-se-á que se trata de um problema constitucional. A absurda enormidade do nosso semi-presidencialismo leva, como é evidente, a este tipo de situações.

 

Segundo: a senhora, por propositada ignorância e por demagogia engagée, resolve escrever que, se o “casamento” for aprovado, somos uma democracia parlamentar europeia, se não o for somos discípulos do camarada Chávez.

 

Esclareçamos:

a)    Em Portugal, país europeu, não há uma democracia parlamentar. O regime é semi-presidencialista. O parlamento e o Presidente têm a mesmíssima origem eleitoral;

b)    O único regime semi-presidencialista da Europa é, com certas diferenças em relação ao nosso, o francês. Em França não há casamento de Chiquinhos com Zézinhos, nem de Tânias com Vanessas. Há outra coisa, de diferente natureza, que se chama PAC, e que é muito bem vista pela esquerda local;

c)    Nos restantes regimes parlamentares europeus, o que se verifica é que, nuns, há o tal “casamento”, noutros não. Nuns há coisas do género do PAC francês, noutros não;

d)    Os regimes parlamentares europeus onde não há tal “casamento” são largamente maioritários.

 

Não consta que qualquer dos regimes referidos em d) tenha alguma coisa a ver como o esquerdista Chávez, da Venezuela.

Por conseguinte, se o nosso Presidente der à esquerdófilo-demagógica iniciativa o destino que a dona Inês prevê, ou seja, “se atreva”(!!!) a vetá-lo, estará no seu direito e representará cabalmente pelo menos a maioria que o elegeu, não a minoria que o governo representa.      

A atitude da dona Inês, essa sim, representa bem uma mentalidade venezuélica, ou chavista, quando tem o topete de vituperar o Presidente no caso de ele se “atrever”(!!!) a não concordar com ela. Como é evidente, a postura da dona Inês é a mesma do primeiro-ministro que temos e que a senhora defende. É também a postura normal do seu (dele) íntimo amigo e detentor de padrão ideológico, o cassanho Hugo Chávez.

 

Se a dona Inês fizesse parte do escol de ignorantes e demagogos que o senhor Pinto de Sousa tanto admira, como o Ricardo e o Sérgio, para só citar dois, compreender-se-ia os seus dislates. Mas tratando-se de figura notória da nossa inteligentsia, não se pode compreender nem aceitar tanta aldrabice, tanto disparate, tanto desplante, nem tanta desonestidade.

 

27.12.09

 

António Borges de Carvalho


7 respostas a “VIAGEM A UM MUNDO ROTO”

  1. Nada me espantará ver o beato Cavaco vetar o diploma,aliás não seria a primeira vez que ia contra a maioria da assembleia da republica,com base nos seus principios batificos!!!

    1. Pois é. É uma chatice, isto de o homem ter princípios, coisa que os socialistas desconhecem por completo.

  2. O Tecelão lembra os “controleiros de serviço”, sempre atento em vigiar a ortodoxia do regime. Enfim, sempre dá uma nota de colorido nesta palermice total do casamento dos mariquinhas (termo execrado pelas boas almas progressistas, e só por isso é o que uso, mesmo porque foi o que sempre usei, sem carga pejorativa mas igualmente sem respeito humano, que os mariquinhas não são normais, no sentido em que a norma é casar e propagar a espécie, coisa que eles só não pretendem porque não querem).Sobre este assunto, já percebi que o melhor é não dar troco. No entanto, os gays não desarmam. O que gostam — na sua infelicidade pessoal de não se poderem realizar como homens normais — é de provocar.Basta ver o nome da organização de cá, Opus Gay, que foi a maneira que encontraram de agravar quem não seja como eles. “Opus Dei” quer dizer “a obra de Deus” em latim — e o nome que escolheram não quer dizer nada em língua nenhuma, e uma afronta em todas elas.Inês Pedrosa afina por esse diapasão. Já há uns dias ouvi Alice Vieira, outra escritora cá da nossa terra, dizer na televisão: “Sobre o casamento dos homossexuais, a Igreja até devia estar agradecida, porque como o casamento se tornou uma instituição obsoleta, ao menos com estes casamentos sempre haverá mais alguns”.Eis como estas intelectuais MUTI (organização abrilina-asinina que se denominava Movimento Unitário dos Trabalhadores Intelectuais, uma originalidade tão parva como a Opus Gay) conseguem mostrar que talvez sejam excelentes a escrever, mas uma desgraça a pensar e falar.Com gente assim, nem vale a pena responder, (“ce qu’ils disent c’est si bête que même à les contraidire on déraisonne”).A patetice de pretender que os gays são iguais aos homens normais é tão absurda como as teses comunistas do século passado: tarde ou cedo, hão-de reconhecer que as coisas são o que são — e não o que os progressistas pretendem.Temos que ter paciência e caridade, como aliás recomendava o Papa João Paulo II: “Devemos tratar essas pessoas com caridade, delicadeza e respeito, porque são pessoas que sofrem”.

    1. O ” principio ” será uma proposição filosófica que servirá para fundamentar uma dedução.O que me arrelia nesta treta de os homossexuais casarem ou não,é o facto de a igreja vir botar sermão sobre a matéria,quando a a sua seita está cheia de bichas e pedófilos.Nem percebo o que a igreja tem a ver com um casamento meramente civil,o qual,levaram décadas a condenar.Acho que a opus dei é mais sinistra que a opus gay!!!

      1. Quer-me parecer que este tecelão, por defender tanto as bichas como ele lhes chama, deve querer passar-se para o outro lado. Ele até sabe o qaunto é sinistra a Opus Gay, estou a ver que só empalado.

      2. Você aproveita o meu post para fazer uma das habituais diatribes dos socialistas contra a Igreja. Não sei se reparou, mas não faço nenhuma referência à Igreja, nem à sua posição a este respeito. As minhas posições são minhas, são civilistas e, se quiser, civilizacionais. Isto, como é óbvio, sem prejuizo de reconhecer à Igreja todo o direito a ter os seus princípios, mesmo com pecados à mistura, como julgava que você também reconheceria, dadas as suas proclamadas posições democráticas.A meu ver, os homossexuais que se prezam são discretos e não fazem dos seua hábitos, defeitos ou mal-formações congénitas, uma fonte de direitos: não pretendem constituir-se em classe social, não reivindicam nem propagandeiam a sua opção e assumem a sua condição com honestidade e com consciência das limitações que tal condição, como todas as condições humanas, não pode deixar de impor.Se você quis aproveitar o meu post para uma catilinária contra a Igreja, o problema é seu, isto é, é o problema com que todos os intolerantes e todos os donos da razão única inquinam a vida social.Para a próxima, agradeço que, se eu escrever sobre alhos, não me responda com bogalhos.ABC

  3. ESCLARECIMENTOÉ evidente que o meu anterior comentário tem com destinatário o senhor Tecelão.

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