IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VENDER A ALMA AO DIABO

 

Será o poder da frustração, da vingança, da maldade, do desvario psicológico, da idade, o que fez de Manuela Ferreira Leite a horrorosa harpia em que, nos últimos anos, se transformou? Ou tê-lo-á sido sempre?

Perguntas que ficam sem resposta, ou para as quais o seu irmão gémeo Pacheco Pereira talvez tenha resposta. No que diz respeito ao IRRITADO, as perguntas acima, se formuladas a respeito deste, são mais ou menos as mesmas.

Para formar um trio de estalo, aí temos o Morais Sarmento, transfigurado em servo do Costa e da extrema esquerda.

Bem unidos na tramóia de Rui Rio – arregimentação de filiados a viver aos magotes em casas que não existem, exploração de um “nortismo” bacoco, ausência de estratégia nacional e de propostas políticas outras que não a da servidão – esta trempe está objectivamente unida com o chefe num só desejo, o de transformar o PSD em bengala do esquerdismo vigente, o de pôr de lado uma possível alternativa política, o de trair os portuguesas que não se reveem no poder espúrio do esquerdismo institucionalizado.

 

Há um bom par de anos (não sei se já falei nisto), o embaixador da RDA convidou-me para uma conversa na respectiva residência, um andar miserável e mal cheiroso ali para os lados da Fonte Luminosa. Objectivo: convencer-me que a RDA era uma república democrática, onde até havia um partido democrata cristão que aceitava o caminho para o socialismo radical e os métodos “pluralistas” do centralismo democrático.

 

No fundo, mutatis mutandis (os tempos são outros, mas são o que mudou), a realidade é a mesma: há um partido que é proprietário da república, do regime, dos portugueses. O outro, o que podia pôr isto em causa, anuncia orgulhosamente que se propõe ajudar o primeiro a continuar a sua obra de destruição de qualquer alternativa que não passe pela continuidade do poder esquerdista, que hipoteca e destrói um futuro não tão longínquo quanto se pensa, que já vai minando não poucos sintomas da liberdade restante ao mesmo tempo que sacrifica os serviços públicos às exigências da clientela eleitoral.

 

O novo chefe do PSD e o seu trio de principais conselheiros não deram, nem é expectável que venham a dar, qualquer sinal de inversão da promessa política de servidão que, ao longo da campanha foi repetida ad nauseam – percamos as eleições em 2019, ajudemos o Costa a ter maioria no parlamento.

Como se o Costa quisesse saber deles fosse para o que fosse!

 

A esquerda está bem definida, não precisa de ajudantes. O país precisa do centro e da direita como de pão para a boca. Mas o facto é que, ao contrário do que diz dona Manuela, não é preciso “vender a alma ao diabo”. Já está vendida, e a custo zero para o comprador!

 

16.1.18          



2 respostas a “VENDER A ALMA AO DIABO”

  1. Se malvadez, perfídia e diabolismo, juntos, pagassem imposto, Portugal teria superávit!Por outro lado, o Sr António estaria indigente!Francamente, agora que o “diabo” está de saída, falar em vender a alma ao “dito cujo” dia a defesa do “arcanjo” Hugo Soares!

  2. Um dia raro, Irritado: venho elogiar um político. Chama-se Daniel Adrião e, pasme-se, é do PS! O tipo é membro do PS e, incrivelmente, tudo o que diz é verdade! Não vai longe o bastante, mas ainda assim. Além do Paulo Morais, não me lembro de ler tantas verdades numa só entrevista. Está no Sol. Ora veja: — A lei do financiamento partidário provocou uma reação muito negativa. As pessoas estão zangadas com os políticos?De facto, o capital de queixa dos cidadãos relativamente aos políticos é enorme e tende a crescer com estes casos. — A culpa é dos partidos?Claro. Os cidadãos não se sentem representados nos partidos. O PARLAMENTO REPRESENTA MENOS DE METADE DOS ELEITORES. Mais de metade da população não se revê nas suas instituições. Isso tem muito a ver com a forma como o sistema político está formatado e como os partidos funcionam. AS PESSOAS ESTÃO CANSADAS DE PASSAR CHEQUES EM BRANCO AOS PARTIDOS. — O que quer dizer quando fala em cheques em branco?Hoje, em Portugal, os eleitores não elegem deputados. Isso é falso. Os eleitores passam um cheque em branco aos partidos para que os diretórios partidários escolham os deputados. Os cidadãos votam em listas fechadas, feitas pelos partidos em circuito fechado. — Tem havido resistências dentro do PS para alterar o modelo de escolha dos candidatos? Tem havido muitas resistências, porque isto é uma revolução. Tenho a certeza que grande parte dos deputados que hoje se sentam na Assembleia da República não voltará a sentar-se lá se houver primárias. — Qual é o critério, dentro do PS, para escolher os candidatos a deputados? É a confiança política do líder do partido e de alguns líderes distritais. É esse o critério. — Não é o mérito?Não. O sistema não é meritocrático. Para tal teria de ser aberto, transparente e participado. Não é nada disso. As competências e as provas dadas por aquelas pessoas não são avaliadas. É preciso introduzir transparência no sistema. Há muitas resistências, porque as pessoas têm medo de perder os lugares. A POLÍTICA NÃO PODE SER ENCARADA COMO UMA PROFISSÃO PARA A VIDA. Há políticos em Portugal no activo há mais tempo que Salazar. — Defende que deveria haver limitação de mandatos para os deputados? Sim, tal como deve haver a possibilidade de listas de cidadãos independentes para a Assembleia da República. OS PARTIDOS NÃO PODEM TER O MONOPÓLIO DA DEMOCRACIA. — Está a sugerir que a perceção de que há quem ande na política só para arranjar um bom emprego é verdadeira. Há gente que nunca teve profissão a não ser a política, que encara a política como uma espécie de carreira da Função Pública. Acham que só devem sair quando atingirem a reforma. A POLÍTICA É UMA MISSÃO E NÃO UMA PROFISSÃO [ouviu, Santana?]. As pessoas devem estar na atividade política e depois devem regressar à sua vida.

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