querem uma urdidura? Aí vai:
Há uns anos, uma carta anónima que, dias depois, se sabia quem escrevera e que, por isso, deixara de ser anónima, despertou o interesse de uns polícias. Fizeram umas investigações e houve, até, um juiz que despachou a coisa com altas suspeitas de irregularidades ou crimes a envolver o processo Freeport de Alcochete.
Depois, os polícias, ou o dito juiz, mandaram uma carta aos colegas ingleses a pedir umas coisas.
A indignação socialista estava ao rubro. Levantar suspeitas sobre o chefe? Nem pensar. Puzeram-se em campo. Urdiram.
Como resultado desta nobre reacção, muita gente foi enxovalhada por estar a mentir e um polícia apanhou 18 meses de cadeia por fuga de informação. Mais importante do que isso, nem os ingleses mandaram fosse o que fosse, nem ninguém insistiu para que mandassem.
Assim se passaram vários anos na maior das harmonias. Toda a gente descansada. O assunto estava morto e enterrado.
A urdidura tinha resultado!
A coisa, porém, ressuscitou. Agora que os “conspiradores” não se limitam a uns polícias curiosos, um autarca invejoso e um juiz ignorado, não é possível repetir a urdidura. As hostes andam à rasca e, como quem se vê ao espelho, assacam a terceiros as práticas negras em que são especialistas.
1.2.09
António Borges de Carvalho

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