IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM NOJO


O direito à greve implica o seu contrário. A decisão de fazer greve pode ser tomada por um colectivo, mas fazê-la ou não a fazer é um direiro individual, como individual é o direito de pertencer ou não ao tal colectivo. Se toda a gente tem direito à greve, toda a gente tem direito à não greve.

O costume consagrou a existência dos chamados piquetes, grupos organizados de grevistas que, soit disant, se destinam a, pacífica e democraticamente, tentar convencer os não grevistas a passar para o seu lado.

O problema está em que os grevistas se acham mais que os outros. Pensem, por exemplo, o que seria se os não grevistas fizessem piquetes para convencer os outros a mudar de opinião! Cairia o Carmo e a Trindade!

O problema está em que os piquetes não têm nada a ver com conversas. Estão ali para impedir os outros de trabalhar, não para lhe comunicar as suas razões.


O caso dos CTT é paradigmático. Os piquetes impediam os camiões de sair. A polícia, e muito bem, protegeu os direitos dos que queriam trabalhar. Os camiões sairam. Mas os que acham que o seu direito a fazer greve submerge os dos demais – que não têm o direito de agir ao contrário – queriam obrigá-los a proceder contra as suas decisões.

Estamos pois perante um inqualificável e violento abuso de direito e uma não menos violenta opressão sobre os direitos dos outros.

Ao mais “alto” nível, a CGTP, o PC e o BE apresentaram-se ao serviço. Os senhores deputados do PC e do BE, que dizem ter o direito de livre trânsito, misturaram-se com os piquetes para ser empurrados, como eles, pela polícia. O Carlos fez o mesmo. Quer dizer, em vez de explicarem aos seus camaradas grevistas que não tinham o direito de impedir os que queriam trabalhar de o fazer, fizeram os possíveis para exaltar mais os ânimos. Os três díscolos conquistaram horas de antena, como de costume.

E, ainda por cima, foram hoje para a AR vituperar a polícia – tudo tendo feito para a indisciplinar – e aproveitar para zurzir no governo, por ter feito cumprir a lei e defendido os direitos dos cidadãos, postos em causa pelos piquetes e seus acompanhantes politicos.


Um nojo.

 

 29.11.13

 

António Borges de Cravalho



5 respostas a “UM NOJO”

  1. Em todas estas greves, sejam quais forem os motivos ou os resultados (geralmente nulos), o que mais me impressiona é ouvir os sindicalistas no final. Há dias, dizia um deles +- isto: «A adesão foi um sucesso. Ninguém foi trabalhar!”. A satisfação, o gozo puro com que o dizia! Parecia que tinha tido um filho, e ganho o Euromilhões no mesmo dia. Para esta gente, a greve não é um meio: é um fim em si mesmo. Ninguém trabalhar é a vitória suprema. Nem devem dormir na véspera. Passam a noite à frente do espelho, como raparigas antes do casamento, a imaginar como vão brilhar no dia seguinte. Os slogans, os discursos, os jornalistas, é para aquilo que vivem. No resto dos dias, em que infelizmente se trabalha, devem ter depressões terríveis. ————————— Tudo isto – greves, piquetes, sindicatos – fez sentido noutro tempo, e fará ainda sentido em alguns casos. É legítimo que as pessoas se organizem contra a exploração, que pressionem certos mamões que se enchem de forma obscena enquanto desvalorizam quem cria a riqueza. A questão é que isto não se aplica a nenhum dos casos actuais. Já não há pachorra para grevistas de barriga cheia, e muito menos para sindicalistas-tachistas profissionais. Mas note, Irritado, que a questão dos CTT não se encerra na greve. O que o seu Governo quer fazer é um novo CRIME lesa-pátria: vender mais um activo que dá lucro e que presta um serviço essencial. Mal o dinheiro da privatização se esfume nos juros dos agiotas, veremos quanto nos custará o serviço, e de onde virá a receita para pagar mais juros. Ou conhece alguém que fique próspero ao desfazer-se das suas fontes de receita?

  2. O Papa Francisco atacou o capitalismo sem limites como “uma nova tirania” e advertiu que a desigualdade e a exclusão social “geram violência” no mundo e podem provocar “uma explosão”, na sua primeira exortação apostólica.

    1. Avatar de Militante do PSD
      Militante do PSD

      Às “bestas” não haverá “coisas santas” (do género de Pedro – o Passos Coelho) que os salvem.São vendilhões do “Templo” sagrado. Com efeito, para além de outros, o Papa também já “avisou”!

  3. UM NOJO são as malfeitorias perpetradas por Pedro Passos Coelho e o seu “grupelho”.

    1. É mesmo UM NOJO este governo que está, realmente, a destruir o país! Senão vejamos:O secretário de estado Sérgio Monteiro (o homem de mão das PPP) continua a destruir a mobilidade do país, com o beneplácito dos serviçais de turno: o magnífico ministro cervejeiro que substitui o incómodo e independente Álvaro Santos Pereira, o Maduro que começa a cair de podre e vai tomar conta (!!!) do QREN, e o responsável-mor por todo este descalabro, e motorista do BES, o imprestável Jota PM Pedro Passos Coelho.

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