Morreu José Manuel de Mello.
Há homens que nascem com especiais talentos. Uns diferem dos outros pela forma como os utilizam. José Manuel de Mello “pegou” no que lhe seria inato e pô-lo ao serviço do seu trabalho. Seu, e de tantos mais.
Espoliado pelo comunismo (as nacionalizações outra coisa não foram senão um crime de lesa pátria), soube regressar e, em adversas circunstâncias, construir o que construiu. O que estado nenhum, governo algum, jamais conseguiram ou conseguirão. Deu essa lição de inteligência, de seriedade, de verdadeira utilidade pública e social aos que quiseram destruir o pais e negar as esperanças que a Liberdade abrira.
Do inferno das nacionalizações à estranha quão inesperada política de Cavaco Silva, nada lhe era propício. José Manuel de Mello atravessou a borrasca e ressurgiu, sem a trágica e oportunista subserviência ao poder que caracteriza o nosso “escol” empresarial.
Que haja quem o continue.
16.9.09
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário