IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRABALHAR FAZ CALOS, OU DA DIGNIDADE DA REPÚBLICA

 

O Presidente da República recebeu, com as honras protocolares da ordem, as credenciais de seis novos embaixadores residentes.

Muito bem.

 

Muito bem uma ova. O chefe dos profissionais da Guarda Nacional Republicana – que não tem nada que ser republicana, como no Irão, só Nacional, como nos países civilizados – não está de acordo. Nem pensar. O homem acha a cerimónia “totalmente desmesurada”: um esquadrão de cavalaria da Unidade de Segurança e Honras de Estado, com 60 militares (um esquadrãozinho!), mais a respectiva charanga.

É evidente que a cerimónia, com honras de Estado ou sem honras de Estado, em termos de custos, custa coisa nenhuma. Está tudo pago, guardas, cavalos, etc.. Aliás, trata-se de uma unidade especial, cuja missão é exactamente essa: honras de Estado. Só que dá trabalho ao pessoal. Nefando crime. O pessoal não foi feito para trabalhar!

Noutra perspectiva, admitamos que talvez a inteligente criatura queira acabar com a Unidade de Honras de Estado, mandar os camaradas para o desemprego, distribuir os cavalos pelos talhos, vender os instrumentos à filarmónica de Cavacais de Cima, etc. O fulano, em vez de ficar contente por ver os “seus” homens tornar-se úteis e a República honrada, acha que “as Honras podiam perfeitamente ser feitas por não polícias”, quem sabe se por alunos da escola C+1-2×3, ou por coristas do Parque Mayer.

É de pensar no assunto.

 

Até aqui, o post  foi motivado por razões cavalares, não havendo muito mais a exigir deste soba da GNR.

O pior, porém, vem a seguir.

A Presidência da República veio declarar que o Presidente, nesta matéria, não passa de um actor, “é apenas um actor”. Por outras palavras, para a Presidência, o mais alto representante da República, ao exercer o seu múnus com a dignidade e a pompa tradicionais, mais não faz que prestar-se a uma peça, ou palhaçada, que “o Protocolo de Estado definiu”, isto é, o Presidente da República não é mais que uma espécie de contínuo do Protocolo de Estado, executando disciplinadamente as ordens dele emanadas. Daqui se conclui que, para a Presidência, o Presidente a) não está de acordo com o Protocolo, b) aceita-o tipo carneiro e c) borra-se todo com as bocas do cavalar soba da caserna.

Bonito!

 

26.10.11

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “TRABALHAR FAZ CALOS, OU DA DIGNIDADE DA REPÚBLICA”

  1. Ainda somos uma Nação, mas há muito que deixamos de ser um Estado!

  2. Por vezes, sinto-me como se este blog estivesse noutro idioma. Penso: “há decerto aqui algo que me escapa”, e até releio, mas fico na mesma. Vou tentar traduzir este post para FilipeBastonês, para o Irritado ter uma ideia das minhas dificuldades: ——————- A Múmia Cavaca vai ter outro dos seus rituais parolos e completamente inúteis, em que pagamos para encher o ego ao mamão residente de Belém. Um chulo qualquer da GNR, talvez farto da palhaçada, acha mal. Participam na palhaçada 60 polícias, que deviam estar proteger a população que lhes paga. Mas afinal, o “trabalho” desses 60 é justamente este. Não fazem mais nada! Acham que temos poucos criminosos? Por que raio não vão trabalhar? Entretanto, a Múmia admite que aquilo é uma palhaçada inútil. Obrigado, isso já sabíamos. Mas a Múmia quer fazê-la na mesma… Como diria o Tecelão: porra!!!

    1. Ponha porra nisso!!!

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