IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TAXISMO

Em princípio, nada tenho contra a existência de embaixadores de fora da carreira. Há disso por todos os lados, maxime nos EUA, país em que os embaixadores são amigos do presidente, e pronto. Uns pecam por defeito, outros por excesso. Por cá, até tem havido embaixadores “paraquedistas” que fizeram um bom trabalho. Lembro-me, por exemplo, de Ernâni Lopes, em Bona, ou do Dr. Cutileiro, a quem hoje nem o mais corporativista dos profissionais de carreira nega o título de embaixador.

Isto a propósito da nomeação do senhor Nóvoa para embaixador numa coisa qualquer, sita em Paris. Bom sítio, não é?, desejado por tutti quanti.

Uma organização sindical (?) de diplomatas resolveu dar à casca, isto é, revoltar-se contra a subtracção de tão invejável posto à lista dos lugares que são de sua propriedade. Um “okupa” no galarim? Não!

Sobre o nomeado, nem uma palavra. Faz-lhes confusão que um “paisano” seja nomeado, mas não lhes faz confusão nenhuma que seja o tal Nóvoa. Parece que até gostam de um dos mais lídimos representantes da esquerdoidice nacional, um geringonço de alto coturno, metido até ao pescoço nas movimentações do protocomunismo nacional, um tipo que nada tem a ver com a relativa independência política que se exige de um emaixador. Isto não faz confusão aos distintos diplomatas nem ao seu sindicato.

O lugarzinho é o que importa, e muito. Se o Nóvoa fosse enviado para o Burquina Fasso ou para o Iemen, diz-me o mindinho que ninguém protestaria…

 

13.2.18

 



Uma resposta a “TAXISMO”

  1. A maioria dos embaixadores, para não dizer quase todos, são uns chulecos: uma espécie de aristocratas por nomeação. Levam uma vidinha santa, cheia de regalias, festarolas e imunidades. Mas queixam-se sempre, claro. Creio que li em tempos uma crónica do seu caro Seixas da Costa, onde este contava que comia pizzas com outro embaixador (americano?), como que a dizer que são pessoas comuns, até modestas, sem luxos ou peneiras. Ele adora estas historietas: é como quando aceita, sempre a contragosto, “desafios” em mamões como a EDP, a Mota-Engil, ou nas UNESCOs da vida. Não são tachos, não!, são duras missões que ele aceita com sacrifício. O mesmo dirá o Sampaio da Nódoa, esse bravo. Até lhe adivinhamos o ar compungido, os olhos de carneiro no matadouro, o seu miado xuxo-patético: fico muito honrado, vou servir o país, aliás, até escrevi aqui um poema a respeito… A diplomacia é inevitável, alguém tem de a fazer, e é útil ter um representante noutro país, mas não era preciso tanta chulice. Era reduzir-lhes as regalias absurdas. Não gostam, rua: não falta candidatos. É como a pulhítica. P.S. Irritado, taxismo? Não queria dizer tachismo?

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