IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TAVARAMA

 

Um dos mais ferozes esquerdistas da nossa praça, tão vesgo quanto o Jerónimo e sem dúvida o mais desagradável de todos, anda aflito com o facto de haver quem pense que o senhor Obama vai ser um Presidente moderado, ou seja, que não vai ser tão esquerdista como o senhor Tavares (Rui) desejaria.

Informado por odiento primarismo, o homem queixa-se que o senhor Bush, quando ganhou as eleições pela última vez, não “estendeu a mão aos derrotados”. Ou seja, o senhor Tavares (Rui) põe as coisas de pernas para o ar. O que se passa é que, tanto McCain como Bush estenderam a mão aos vencedores, coisa que jamais os hoje vencedores fizeram, quando vencidos.

 

Queixa-se o senhor Tavares de que, por cá, há muito quem não veja no senhor Obama o manancial de virtudes que ele lhe atribui. Acha que os tais, de cá, deviam, tinham a mais obrigatória obrigação de ajoelhar sem restrições nem dúvidas perante a intocável santidade do homem. O senhor Tavares (Rui) é mais obamista que o Obama. Nunca o Obama, ao ver-se ao espelho, se achou tão excelso como o senhor Tavares (Rui) o pensa. Para o senhor Tavares, quem não ajoelha fascinado perante o brilho intenso do senhor Obama, não devia sequer existir. Ou devia ser proibido de opinar.

 

O senhor Tavares (Rui) fica felicíssimo porque o senhor Obama chegou onde chegou, vindo de onde veio. Mas não entende que, se tal foi possível, foi porque o regime político e social que do senhor Bush (a democracia liberal e capitalista, o governo limitado, tudo o que o senhor Tavares odeia) oferece tal oportunidade aos Obamas lá do sítio, coisa que jamais o esquerdismo dos Tavares ofereceu fosse a quem fosse. Não entende que a eleição de Obama é, não pela primeira vez, a negação da ideia esquerdista de que o sistema americano é “o sistema dos ricos”.

 

Bom, encurtando razões, desejemos ao senhor Obama, e a todos nós, as maiores felicidades, a ver se os Tavares metem esta viola no saco e arranjam outra qualquer.

 

11.11.08

 

António Borges de Carvalho


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