Com o maior dos ripanços, a CML vai fazer obras de vulto no Terreiro do Paço. Ainda não acabara o trauma dos muitos anos de incompetência e desrespeito das obras do metro, e já a cidade vai ser outra vez esventrada. As obras são precisas? Com certeza o serão. Mas também o é a sua celeridade.
Pelo andar da carruagem, sem trabalho por turnos, nem ao fim de semana, nem nada que o acelere, a ver vamos daqui a quantos anos a coisa está pronta.
Tinha que ser agora? Tinha que apanhar a época mais importante do ponto de vista turístico? Claro que tinha. O Costa não tem obra feita, de nenhuma espécie, de nenhuma valia, nada que os lisboetas possam dizer que “foi ele quem fez”. Por isso, o Terreiro do Paço é o que bem calha, o que é mais visível.
Vão ver que, nas vésperas das eleições, os trabalhos aceleram. A seguir, se o Costa ganhar, voltam ao ripanço. Se ganhar Santana Lopes, talvez acabem em tempo útil.
22.1.09
António Borges de Carvalho

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