IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SACANICES

 

Ouvi ontem mais um brilhante discurso do nosso inestimável Presidente da III República, indiscutível chairman da geringonça e excepcional personalidade no que se refere à mestria com que faz a apologia dos seus pupilos. Mesmo quando parece dar-lhes umas suaves dentadinhas, mais não está fazendo que introduzir um chorrilho de sibilinas referências aos seus adversários, quer dizer, aos que escolheu como seus adversários, designadamente aos que nele votaram por convicção e aos que o fizeram à contre coeur.

Instalou-se entre nós a ficção do “Presidente de todos os portugueses”. Nada mais falso e, desde logo, inconstitucional. A Constituição, que é “da Republca”, só da Repúblca, não de Portugal, de um Portugal que que “é uma República”, não uma Nação, não um País, não um Povo, nada disso. Na definição constitucional, Portugal começou a existir em 1910. Tem 117 anos.

Onde foram os admiráveis Presidentes que temos buscar essa do “Presidente de todos os portugueses”? À Constituição? Nem pensar. A Constituição define tais senhores como presidentes da República e de nada mais do que “da República”. É certo que, definido Portugal como república, poderá dizer-se que o respectivo presidente o é de Portugal. Mas dos portugueses? Uma ova. Não são presidentes de ninguém!

Outra falácia temos à perna, a dos presidentes “independentes”, “acima dos partidos e das facções” coisa que nunca existiu. É o que, teórica e politicamente, não é difícil de provar, mas não vale a pena. Os factos provam-no.

O primeiro Presidente eleito, depois de se ter desentendido com tudo o que mexia menos com o PC, acabou por criar, a partir de Belém, um partido pessoal. Os dois seguintes dedicaram-se com afinco a proteger o partido de onde vinham e a fazer a vida negra aos outros, desde que estivessem no poder. O quarto terá sido o que menos atacou os partidos do poder e que protegeu até mais não ser possível, o governo do PS saído do golpe e Estado do seu antecessor. Depois, institucionalmente como lhe competia, empossou os que ganharam as eleições. Mas, contrariado por repelentes manobras esquerdófilas, acabou, miseravelmete, por empossar a geringonça.

O quinto, à revelia do seu próprio passado e de quem teve a desdita de acreditar nalguma presidencial independência, é tão “de todos” como os outros, e da pior maneira. Durante anos, dedicou-se, na televisão, a dar brutais mordeduras no seu partido e no respectivo líder, fazendo inveja, em soncice, em meias-palavras e em insinuações, a qualquer figura literária de histórias de cinismo, e fazendo inveja, de que maneira, aos mais críticos dos críticos – estes, ao menos, são directos, não sibilinos nem metafóricos nem falam por entrelinhas.

Compreende-se, gostando ou não, o semi-presidencialismo da V República francesa. O presidente é um chefe político eleito com base num programa concreto, podendo os apoios institucionais que obtiver proporcionar-lhe uma maior ou menor capacidade para o realizar. É o Presidente da República Francesa e da França, que representa como o mais qualificado  dos executivos.

Em Portugal, o semi-presidencialismo (talvez se lhe pudesse chamar semi-parlamentarismo, e já era demais) é uma anedota de mau gosto.

Vivemos com isso, e, de tantas mentiras em verdades transformadas, já perdemos os critérios e a capacidade de saber dos nossos males.

 

17.5.17



22 respostas a “SACANICES”

  1. A dar tantas cotoveladas, não admira que manifeste dor de cotovelo!

  2. Avatar de Bruxo de Fafe
    Bruxo de Fafe

    “… mais não está fazendo que introduzir um… ” Veja lá!Veja até onde introduz…. Um prof de torto criminal… diferencia o crime conforme o nível – profundidade de introdução…Tome cuidado não vá chegar ao nível de 2 a 8 anos de prisão

    1. Por “norma”, bruxo pertence a família de vigaristas.

      1. São “SACANICES” de bruxos e respeivos apoiantes (sejam mansinhos ou irritadiços).

      2. Olá cunhadoInfelizmente nós não escolhemos famíliae tu foste a coisa mais reles que pode arranjar

        1. Estás engando. Não tenho cunhados, logo nunca poderia ser cunhado de bruxos vigaristas. Até como bruxo, és um falhado!

  3. Passos Coelho, como adorador do “diabo”, foi um anti-cristo. Agora, Olivier Blanchard será, então, um anti-“diabo”?Bem, não farei qualquer referência ao Exmo. Senhor Presidente da Republica (Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa), conquanto um “qualquer” que se apoia em bruxos poderá ter uma … sincope!

  4. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Os governos também não são de Portugal nem dos portugueses: são da República. No site do Governo, ou num documento oficial, diz lá claramente que é da “República Portuguesa”. Porquê embirrar só com o Presidente? Porque o Presidente, claro, é o concorrente directo do seu reizinho. E embirra duplamente com o Martelo, por este ser capacho da Gerimbosta. Mas só esta 2ª faz sentido. Eis uma alternativa sobre “Portugal ter começado em 1910”.Portugal tem quase 900 anos, mas uma Constituição requer um mínimo de civilização, de regras e direitos básicos. Direitos que não existiram durante séculos de despotismo monárquico. Não é uma questão portuguesa, foi assim o progresso humano: só há pouco nos livrámos das cavernas, depois da Idade Média, depois do feudalismo e dos monarcas (ainda há monarquias na Europa, mas basicamente decorativas). Em algum ponto tem de existir essa separação entre, digamos, pré-história e história. Entre “dantes comíamos estrume, éramos servos e morríamos de lepra” para uma sociedade com cidadãos. Claro que quem louva a Monarquia, pois ignora o que era ser um semi-escravo miserável nos tempos da verdadeira Monarquia, quer omitir essa clivagem, essa diferença fundamental. Quer tudo ao mesmo nível; quer fazer de conta que é igual. Eis a filosofia monárquica: os tempos mudaram, hoje há democracia e direitos universais, mas continua a ser aceitável – até progressista! – haver uma classe de privilegiados com mais direitos que os demais. E essa classe deve mandar nos demais, por… direito divino. Tal como há 500 ou há 900 anos.

    1. Saiste de casa do pai? Já pagas renda de casa e comidinha?

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Quando não tenho nada de jeito para dizer, calo-me. Faça o mesmo.

        1. Pois! Coitado do seu pai.

  5. Excelente texto para o retrato do sacana que nos quer representar

    1. Um sacana a falar de savanices?

  6. Olivier Blanchard não merece um “post”?

  7. Governo, AR, Tribunais, Forças Armadas, Forças de Segurança, Etc. Etc. são do Povo ( na CRP está povo) caso o Estado seja democrático como está proclamado artigo anterior (2º). De direito não é. Está à vista de qualquer cego que é de arbítrio.

  8. Avatar de Sou quem sabes
    Sou quem sabes

    Caro António Borges, não seja sacana. Escreva sobre a “saída do défice excessivo”.

    1. Li (http://31daarmada.blogs.sapo.pt/): De cada vez que o PCP admite “naturais limitações do Governo” está a dar mais um passo a caminho da Social Democracia.

      1. Ainda bem. É para compensar os passos que o Coelho deu em contrário (afastar-se da Social Democracia)!!!

        1. Passos Coelho afastou-se da Social Democracia? Se a resposta for positiva, então entendo o título do presente psot “SACANICES”!

  9. Este blogue está infestado por dois ou três dejetos do socialismo corrupto. O caro António deve puxar o autoclismo de vez em quando.

    1. Os tais dejectos, como lhes chama, só se classificam a si próprios. Por aqui não há censura. Quando o caldo entornar…

    2. Concordo plenamente. Um és tu.

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