IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUESTÕES DE DIGNIDADE

Como na generalidade dos conflitos, quem ganhou tinha razão, quem perdeu não tinha. Muitas das vezes, é indiscutivelmente assim. Noutras, é controverso.

Nas nossas guerras ultramarinas, talvez à excepção da da Guiné, Portugal foi derotado nas secretarias internacionais e nas alfurjas do corporativismo militar da época. Depois,construiu-se a nova verdade, de há muito reclamada pelos que trairam os seus maiores, isto é, os próceres da República de 1910 em cujas cabeças jamais caberia a opção dos seus mais dilectos filhos. As consequências da forma que o fim das guerras tomou estão à vista, sobretudo dos milhões de pessoas (de cá e de lá) que tanto sofreram com isso.

Enfim, as coisas são o que são e não há volta a dar. Há que ter boas relações, ou tão boas quanto possível, com os inimigos de ontem.

A “ala intelectual” dos que contra nós lutaram foi educada numa coisa que se chamava Casa dos Estudantes do Império, um falhanço monumental da ditadura que, em vez de atrair tais estudantes para as suas razões lhes forneceu bagagem cultural para a política da guerrilha, e que, em vez de lhes dar uma mentalidade ocidental, os precipitou nos braços do lado bolchevista da Guerra Fria.

Águas passadas. Os inimigos são agora amigos, e já não vale a pena elaborar sobre o assunto.

Daqui até guindar tais “estudantes” aos píncaros da heroicidade e ao galarim da cultura vai uma enorme distância. Respeitem-se. Por uma questão de dignidade própria, dir-se-á que os que mergulharam os portugueses, civis e militares, numa sangueira, não são, por tal motivo, passíveis de homenagem.

É sabido que o jornal “Sol”, para sobreviver (é difícil, em Portugal, a vida de jornais que não se dediquem à propaganda socialista) recorreu, como tantas empresas deste arruinado país, a capitais dos antigos territórios do Império. Pode até dizer-se que tal associação tem o lado positivo de criar uma joint venture jornalística no espaço da língua, o que é útil e pode merecer consideração. Daí a desencadear uma campanha de homenagens e encómios aos que criaram, e comandaram, a guerra contra Portugal, com razão ou sem ela, vai uma enorme distância. Os franceses não homenageiam os que os venceram em Dien Ben Fu, nem os americanos se dedicam a tecer loas ao Ho Chi Min ou ao Príncipe Shianuk.

Uma coisa é fomentar a amizade com os países nascidos da guerra, outra é incensá-los pelo que os seus fundadores e comandantes (nos) fizeram. Por uma questão de dignidade.

Não se percebe porque aceitam os ditos tais homenagens. Por uma questão de dignidade. Mas isso é lá com eles.

Ainda se percebe menos porque entrou o “Sol” nestas andanças. Por uma questão de dignidade. Isso é conosco.

Que diabo, o politicamente correcto devia ter limites. Mas não tem.

 

3.11.14

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “QUESTÕES DE DIGNIDADE”

  1. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    Isso mesmo, por “QUESTÕES DE DIGNIDADE”, não vale a pena “fugir”.Depois de o Irritadiço, descompor «…o jornalista Padrinho, perdão, Madrinha, que conclui que o PM, ao dizer que não repunha os ordenados da função pública, estava a praticar um acto eleitoralista,…» defendendo o super-herói PPC (de cognome, “O AFRICANO”), “fugiu” à discussão!!!NESSA SENDA, CARO Irritado, por motivos diferentes, eu também concluo que «…o PM, ao dizer que não repunha os ordenados da função pública,…» está «…a praticar um acto eleitoralista,…».Com efeito, como ganhou as legislativas? Aldrabando, mentindo, enganando os eleitores! Na verdade, fez o posto do que disse.Ora, sendo esse o “modus operandi” característico do super-herói PPC, agora fará o contrário – REPORÁ OS ORDENADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA.

  2. Não são apenas os jornalistas que cospem na nossa História e nos nossos antepassados e símbolos. É toda uma cultura que se instalou e que assenta na traição.A História de Portugal começou em 1974. O que está para trás é barbárie.Os políticos, jornalistas, historiadores e sociólogos, todos beneficiários do sistema, vendem esse Matrix a uma população teledependente, abúlica e já indiferente.As novas gerações já formatadas, encarregam-se de perpetuar a ficção.Os fundadores deste país de 40 anos, venceram. Estão todos bem de vida e a pátria é o mundo.

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