IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUEM TE AVISA…

 

Uma rapariga das minhas relações, católica apostólica romana, da Freguesia de São Sebastião da Pedreira, casou com um engenheiro iraquiano que trabalhava em Lisboa numa companhia de petróleos ou coisa do género.

Tudo correu pelo melhor. O rapaz era simpático, culto e civilizado. Nasceram criancinhas, foram baptizadas, etc., tudo na melhor.

Passados uns anitos, o engenheiro voltou para o Iraque, por razões profissionais. Levou a família, como é natural.

Mais anos passaram. Os contactos da rapariga com Lisboa eram escassos e lacónicos. Até que uma senhora que me é próxima teve que ir a Bagdad, também por motivos profissionais.

Isto passava-se nos tempos do grande líder socialista, muçulmano moderado, chamado Sadam Hussein. Segundo a sua propaganda, as mulheres iraquianas eram cidadãs livres e senhoras do seu destino. Nada que se parecesse com o Afeganistão, o Irão ou a Arábia Saudita.

Bom, a minha amiga lá foi à procura da mulher do engenheiro. E encontrou-a. Vivia numa casa confortável, bem situada. Não tinha problemas financeiros. Tinha as suas instalações próprias, separadas das do marido, jamais podendo entrar nestas. Os filhos viviam com ela, sendo que só os machos, quando o pai os chamasse, podiam entrar no santuário do chefe da família. Visitas, as que ele autorizasse. Se se tratasse de mulheres, confinadas ficavam às instalações dela. Sendo homens, se o marido autorizasse, só poderiam falar-lhe na presença dele. Sair, nem pensar, a não ser que devidamente acompanhada e usando os véus e coberturas da ordem. Cartas para família só depois de lidas pelo marido. Nem livros nem jornais nem coisa nenhuma que a pusesse em contacto com o mundo corrupto e imoral dos infiéis.

Ao contrário do que se possa pensar, o homem não era nenhum tirano. Seguia, simplesmente, o que era determinado pela “civilização” a que pertencia.

O triste fado da mulher acabou por ser abreviado por um cancro.

 

Quando o Patriarca aconselha as raparigas portuguesas a ter cuidado com os amores muçulmanos está, evidentemente, estribado em casos como este de que, mais do que eu, deve ter notícia.

Admita-se que, numa sociedade como a nossa, em que ainda não há sinais visíveis daquilo a que se chama “choque de civilizações”, os patriarcais conselhos não são propriamente fruto do melhor bom-senso.

Veja-se o coro de indignação que por aí vai. As televisões e os jornais há dois dias que não fazem outra coisa senão falar de alegados sucessos de casais “mistos”. O imã de Lisboa declarou o profundo choque que sentiu ao ouvir as palavras de Dom José. Parece que quanto mais mal a tal “civilização” faz às pessoas mais estas tendem a simpatizar com ela.

O Patriarca preveniu, e preveniu bem. Antes que cases, vê o que fazes. Às vezes, o diabo tece-as.

 

Não haverá um “choque de civilizações”. O que pode vir a haver, até já há, é um choque entre uma civilização e o que resta de outra que já o não é.

Nisto, como em tudo, as excepções confirmam o que se está a tornar regra.

 

15.1.09

 

António Borges de Carvalho


3 respostas a “QUEM TE AVISA…”

  1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
    Carlos Monteiro de Sousa

    Meu caro Irritado,bom dia.Fez muito bem em ajudar quem o lê a compreender o que disse o Patriarca de Lisboa.Também penso que o Cardeal tem dados muito seguros que o aconselharam a este alerta.Por contactos pessoais e por leituras sei que os casais,nessas terras,vivem conforme o que,o meu amigo,relata.É preciso que as pessoas sejam informadas sobre as realidades e essa informação vem do banco da escola.Estou convencido,que certos casamentos que podemos chamar,sem qualquer perconceito,dedesiguais são motivados ou por moda,ou por uma idiota noção do diferente.Este assunto dá “pano para mangas”,portanto vou comprimi-lo : na natureza,aves da mesma plumagem voam pelos mesmos rumos.Um abraço doCarlos Monteiro de Sousa

  2. Caríssimo,Tomei a liberdade de colocar o link deste seu post no meu blogue.CumprimentosJM

  3. Avatar de Alguém preocupado
    Alguém preocupado

    O caso relatado do casal luso-iraquiano no Iraque e do que a esposa teve que sofrer, apenas comprova a minha opinião. A continuarmos assim, isto é, com a cultura do relativismo moral seremos carne para canhão relativamente a uma cultura que nos pretende eliminar ou tornar-nos seus “fiéis”.É preciso não esquecer que estamos perante uma civilação “estranha” aos nossos valores e que, a esse nível, paralisou no tempo por 7 séculos. E das duas uma ou continuamos na senda do relativismo moral e perdemos a batalha ou então dizemos basta e afirmamos a nossa superioridade em termos de costumes morais e sociais.No Reino Unido, por exemplo, os serviços de polícia de uma localidade colocaram um anúncio com um cachorrinho dentro de um típico “chapéu” de polícia e imediatamente a comunidade muçulmana exigiu e prontamente lhe foi concedido, o desjo de retirar tais imagens publiucitárias pois ofendiam a sua cultura na qual o cão é considerado um dos anim ais mais sujos e indignos. E será que se eu fôr para um país muçulmano, protestar pela forma como na maior parte dos casos trtatam a maior parte das mulheres e dos animais o que me aconteceria? Nada de muito bom presumo…Os casamentos com muçulmanos praticantes são acontecimentos de sucesso? Só se a esposa (ou o esposo) adoptar a cultura do outro e se submeter!Não condeno aqueles que procuram estabelecer pontes entre estes dois mundos, principalmente com o intuito de demonstrar que entre as duas culturas, e sob vários pontos de vista, a nossa é SUPERIOR. Porque o que eles pretendem fazer é também isso nem que seja pela violência. E a mim também me preocupa o projecto do Al-Andalus que muitos fundamentalistas tendem a defender afincadamente.E olhem que entre entre as duas civilizações prefiro sem margem para dúvidas, “a nossa”.C

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