IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUE SE PASSA, PASSOS?

 

António Vitorino, sagaz eminência parda e emérito ideólogo do socialismo doméstico, vem apregoar que “a resposta que dermos hoje à crise poderá poupar-nos muitos amargos de boca amanhã”.

 

Pois é. Basilar pensamento, para quem anda há mais de três anos a dizer que não há crise nenhuma!

 

Se o senhor Vitorino e o seu pupilo Pinto de Sousa tivessem tido, a tempo, o assomo de inteligência ou de honestidade que os tipos de Bruxelas os obrigaram a engolir, se calhar não tínhamos, hoje, os amargos de boca que já estamos a ter, na triste certeza que os vamos saborear durante muito mais anos, e maus.

A crise não começou quando os tipos de Bruxelas a atiraram à cara dos nossos incuráveis aldrabões. A crise começou com o Freeport, continuou em inglês técnico, tornou-se evidente com o Heron Castilho, foi apimentada com os projectos na Beira e com a respectiva Cova, etc., e conheceu o gosto da tragédia com a PT/TVI.

 

O facto de o Presidente da República, os partidos políticos, os comentadores, os jornalistas, os deputados e, por consequência, o povo em geral, não terem percebido nem parecerem querer perceber que a tragédia portuguesa está aí para lavar e durar, é que temos o primeiro-ministro que temos, um homem primitivo, que odeia a verdade, para quem a Nação serve como fonte de poder, não de serviço, um primeiro-ministro coca-cola, aldrabão e vendeirinho, ornado de rabos de palha, mestre de esqueletos no armário, palavroso, demagogo, ignorante, total e irremediavelmente incompetente.

Ao deixar este homem no poder, toda a classe política se descredibiliza, toda a Nação desmoraliza, todo o futuro se compromete.

 

Sabe-se que o engordar do Estado, prosseguido ad nauseam ao longo de 5 anos, a pusilanimidade do dinheiro que ao Estado se pendura, a horda exponencial de dependentes, são fenómenos de tal forma vastos e violentos que ainda pode ser possível, ao nosso abominável patrão, ir buscar os votos que comprou em tanto e tão injustificado tempo no poder.

Mas, que diabo, como é possível deixá-lo continuar? Como é possível, com medo do que possa suceder em eleições, não se pôr o homem na rua? Como é possível que tal medo sirva para deixar que o país continue mergulhado no mar de demagogia e de mentira dos pintos de sousa, dos antónios vitorinos, dos vitalinos, dos lelos, dos Rodrigues, dos mendonças, dessa plêiade de horríveis criaturas que se apoderou do país?

 

Ó Passos, porque os deixas passar?

 

15.5.10

 

António Borges de Carvalho



12 respostas a “QUE SE PASSA, PASSOS?”

  1. Saldanha Sanches respondeu a tudo isto, no seu ultimo artigo publicado no Expresso: PAPA-REFORMAS.

  2. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Quando padecemos de miopia politica agravada por um fanatismo ideológico,não conseguimos ver para alem do nosso nariz.Como se tudo o que está a acontecer,quer em Portugal,na Grécia ou na Espanha,e o que mais virá,seja obra do Pinto de Sousa.Como ainda estamos numa aurea papal,perdoai-lhe senhor que não sabe o que diz!!!

    1. Este “homenzinho” habituou-se a ver com o “olho” cego! Daí que só vê aquilo a que se habituou: “copro”!

    2. Avatar de Filipe Bastos
      Filipe Bastos

      O Pinto de Sousa – vulgo PINÓQUIO – não inventou a crise internacional, apenas se aproveitou dela para justificar a calamidade que o seu governo(?) ajudou a criar. As alucinações do homenzinho, incluindo os ESTÁDIOS – esse “desígnio nacional”, tão do agrado da Banca – ajudaram a exaurir as esmolas da UE, além dos nossos suados impostos. Some-se a isso a roubalheira dele próprio e dos amigalhaços dele (Vara, boys e afins), maroscas da Sá Couto e Mota Engil, muitas outras obras ruinosas e respectivas derrapagens, as mordomias obscenas da corja, e o esbanjamento num Estado obeso e em festarolas parolas, e temos a receita da desgraça actual. Sempre fiel aos seus “princípios”, a triste figura apenas vê uma solução: carregar MAIS os contribuintes. Ser português é um fado muito triste.

    3. Prezado Tecelão,Estava em dívida consigo, de uma mensagem no artigo “Verdadinhas”, em que me distingue com um amável diagnóstico, decerto bem intencionado e tão cortês quanto desacertado, não leve a mal que com a maior sinceridade lh’o diga, ainda que muito me apetecesse concordar para lhe retribuir a fineza.Alega que o meu problema está para além de ser homofóbico. Aqui inclino-me a assentir consigo, se tiver a bondade de nos elucidar onde considera situar-se o tal “além”, porque esse deveras previsível epíteto não me cabe, se por fobia entender o mesmo que considerava o Torrinha, dicionário da nossa infância.Uma fobia (do grego fobos, pânico) é a desordem emocional que resulta em medo ou ódio, sem razão lógica, a qualquer coisa, pessoa ou objecto. Não consigo experimentar receio pelos mariquinhas, que normalmente são eles mesmo desarvorados seres assustadiços. Muito menos lhes posso haver rancor pois são pessoas com sensibilidade e direito à vida tal como o Tecelão ou eu, mas que sofrem com a contradição da Natureza lhes ter dado um corpo que não se harmoniza com os sentimentos que o animam.Sem querer entrar em pormenor, fazer uso do esfíncter exterior do tubo digestivo para imitar o vaso natural das mulheres ideado para a concepção será sempre uma aberração, apesar de todos os sofismas que lhes – a si, a eles e ao Zézito – possam ocorrer. E usar essa aflitiva condição como arma de arremesso na política diz mais dos pervertidos que dos invertidos. É isso o execrável nisto tudo e foi isso que eu quis dizer mas não logrei que o talentoso Tecelão apreendesse.Portanto, todas as proposições que se lhe seguem, com azeite e migalhas, não têm razão de ser nem têm a ver com qualquer dia do ano. Aliás o 25 de Abril foi inevitável, útil e necessário. Muito do que se lhe seguiu é que não serve.Respondi-lhe também em parte, necessariamente breve, no artigo “República e Igreja”, que terei muito gosto reveja, ainda que compreendo lhe seja entediante retorquir. Mas fica a saber o que penso da água e vinho.Antes de me ir deitar ontem ainda quis, com a rabugice do sono, dizer qualquer coisa neste post.Hoje, mais desperto, peço que me autorize a chamar-lhe a atenção para o comentário do XXI, em que Soares surge em todo o seu esplendor de anão moral. Lembra-se de considerar uma afronta que eu tivesse dito que o Velhaco-Mor nada valia? Terei muito gosto em ler a sua opinião sobre a beleza do acto contra Eanes. Aquele sujeito ter sido tudo neste regime diz bem do que um e outro valem.

    4. Miopia é achar que o que, há anos, se sabe que se passa, é (só) culpa de terceiros.Quanto a preconceitos ideológicos, acho que há muito estamos conversados.

  3. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Novamente confirmo, e se eu tiver cá vindo ao engano e estiver cá a mais, basta dizer-me e eu vou-me embora: ainda acredita na LARANJA PODRE, no PSD da Múmia Cavaca e dos barões oportunistas, como se fosse uma solução mágica para a Máfia Xuxa? De onde lhe vem a esperança nessa gente, que já demonstrou à saciedade fazer parte do problema, e não da solução? O que é que o PSD já lhe deu em troca dessa crença? A Múmia Cavaca, mesmo sem falar em reformas chorudas, investimentos estranhamente lucrativos em bancos trafulhas, ou “amigos” questionáveis, legou-nos um país cheio de alcatrão – cortesia da UE – e maus hábitos. Abriu caminho ao pântano guterrista, o início da derrocada. A Manela, de má memória enquanto Ministra das Finanças, parece ser melhor a alertar do que a fazer – e abriu caminho ao esgoto Pinoquial. Este Passos, só espanta quem acreditava nele – e não deu quaisquer motivos para se acreditar. Criticou a Manela por transigir com o Pinóquio, e depois fez ainda pior. Chegou ao ponto de pedir desculpa, pela sua própria incoerência! Um boneco articulado, um cabide ambulante, um tipo que não convence ninguém.

    1. Devíamos comer do que gostamos. Mas só podemos comer do que está em cima da mesa.Para além do Passos e do portas, o que temos em cima da mesa é o stalinismo, o trotzkismo e afins. Para isso não tenho fome.

  4. Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, hápouco, se pronunciaram a seu favor.Como consequência, foram-lhe disponibilizadasas importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro.Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu umaesplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta – acrescentando os outros.“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

    1. Tiro o chapéu a Eanes.Quanto ao resto…

  5. Com gente torpe os maus exemplos sempre aproveitam. Sócrates está a fazer escola: não há limites para o ridículo e a sonsice do Passos Coelho com aquele olhar aguado e um sorriso indefinível de beiços finos, como compete às pessoas tíbias. Ainda não começou a governar e já mente, com estas parvas bajulações de nos vir pedir desculpa. Continuo na minha, Salazar não era perfeito mas estava muito acima desta fauna política quando dizia – e praticava – que “nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos no Mundo de hoje se curvam em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção”.Claro que os socialistas logo pagaram ao Passos na vil moeda moral que circula entre aquela súcia: depois de em particular agradecerem o jeitinho que lhes prestou, vieram publicamente desancá-lo por nos ter esmolado absolvição – que creio ninguém lhe outorgou. Sobre os loucos gastos do futuro, com TGV’s e TTT’s (estas siglas modernas…) que o Coelho Jorge nos quer extorquir à viva força, o Coelho Pedro nada diz, porque provavelmente nada viu. Deve ser da mixomatose.O texto do XXI é justo. Só peca por não dizer quem estava à frente do governo que cogitou aquele mimo de ignomínia, que demonstra como o poder faz vir ao cimo a infâmia destes heróis do regime. Já todos estão a ver de quem se trata: do pai da nossa democracia, o grande Soares, foi ele quem teve a “grandeza” de querer roubar (e roubou) a reforma de Eanes. É bem verdade que não há segredos de uma alma que tarde ou cedo a sua conduta não revele. O fundador do PS é isto e só não vê quem não quer. Ou talvez a mixomatose se tenha propagado aos laparuços de esquerda, porque disto pouco se falou. Apesar da censura ter acabado em Portugal, no Soares ningúem toca.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Você não resiste de quando em vez a desenterrar Salazar.As suas vitimas devem dar uma volta nas campas!!!

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