O senhor Louça, grande educador da média burguesia e da esquerda caviar, declarou aos jornais:
1. Que, quando lhe fazem uma pergunta sobre seja o que for, ele responde com política.
2. Que "não gosta"… "de ter amigos cujo conceito de vida repudia".
Duas ideias chave que servem para caracterizar o fulano.
Se lhe perguntarem se está a chover responde que, com mais socialismo, a chuva deixa de chatear. Se lhe perguntarem se o cãozinho lá de casa morde, responderá que sim, evidentemente, uma vez que o animal é, como todos nós, vítima da exploração capitalista, tendo o inalienável direito de morder em quem não tiver um "conceito de vida" adequado. Ah! É verdade! O tipo acrescenta que isto "não é demagogia". Ficamos esclarecidos quanto à honestidade intelectual do arquiepiscopal orador comunista.
Por outro lado, o homem escolhe os seus amigos entre os que partilham do tal "conceito de vida", seja ele o que for, presumindo-se que se trata de um conceito de vida compatível com o socialismo, o homem novo, os amanhãs que cantam, etc.
Aqui temos um conceito apurado de amizade. Uma amizade expurgada de qualquer humanidade, de qualquer sentimento, e tão só baseada nas exigências da "moral" louçânica. Ou te portas como eu gosto, ou não mereces a minha amizade. Por água abaixo vai o que, elementarmente, reza a mais comezinha virtude, a tal que diz que ser amigo de alguém é uma forma de amor e que o amor está fora e acima das circunstâncias e dos comportamentos.
Conclusão: o senhor Louça, como pessoa, é uma merda.
António Borges de Carvalho

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