IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PUBLICIDADE NÃO ENDEREÇADA , BURRICE LEGISLATIVA E “MOBILIDADE”

 

Parece que há uma lei que proibe a entrega de publicidade não endereçada nas caixas do correio. Muito bem.

Aqui há tempos, o IRRITADO  apresentou às distintas autoridades competentes uma reclamação contra a frequente e repetida violação desta norma pelos supermercados Lidl, com informações sobre o preço das batatas  e de outros produtos. A resposta (responderam!!!) foi: trata-se de uma publicação periódica, não de publicidade.

Vejam bem: as caixas do correio cheias de papéis sobre o preço das batatas e diversos não é publicidade não endereçada! Critérios.


Esta experiência leva a que o IRRITADO, evidentemente, não venha a ter qualquer sucesso em mais uma reclamação que está a planear, desta vez contra um dos mais poderosos inimigos públicos da nossa praça: a Câmara Municipal de Lisboa. A democrática instituição anda a encher as caixas do correio de cada um de uma “revista” de propaganda camarária. Um tipo toca às campaínhas todas cá do prédio, diz “Correio!” em altos berros. Alguém lhe abre a porta. Vai daí a distribuição do propagandístico panfleto pelos cacifos.

É de pensar que não haja nada a fazer contra a ilegal prática dos serventuários do camarada Costa. Mas não fica mal protestar. Pode ser que um dia…


Folheada esta “revista”, entre outras, assinalemos duas coisas chocantes.

A primeira é sobre a “mobilidade”. De acordo que se faça os possíveis para criar acessibilidades a todos os que têm problemas de locomoção. Muito bem.

Ocorre, porém, perguntar: e os outros? Sim, o comum dos cidadões que não têm tais problemas? Que interessa à CML a “mobilidade” de tais indivíduos? Nada. Os passeios, orgulhosa imagem da “calçada portuguesa” continuam cheios de buracos, de altos e baixos, de raízes cá de fora, de monumentais poças de água quando chove, numa bandalheira tal que, por todo o lado, provoca quedas, pés torcidos, pernas partidas, idosos no chão, porcarias acumuladas, os sapatos cheios de água… Que interessa isso à Câmara? Nada. Que interessa que as caves se encham de água por carsa da permeabilidade dos passeios? Nada. Que interessa as infiltrações, os bolores, os maus cheiros, as humidades? Nada.

Quando é que os senhores da “mobilidade” camarária se convencem que, ou têm dinheiro e mão de obra disponível para tratar da calçada como deve ser, impermeabilizando-a e mantendo-a, ou asfaltam os passeios como nas cidades civilizadas deste mundo? Nunca? Como é possível, neste estado de coisas, vir falar de “mobilidade”, fazer-nos pagar a “mobilidade”, sem que quaisquer condições de mobilidade sejam proporcionadas a cada um?


Não. O IRRITADO não é contra a calçada portuguesa. Acha que ela se deve manter em lugares escolhidos, na presunção de que é possível conservá-la e mantê-la em boas condições. Mas isso não faz a CML. Prefere, por exemplo, asfaltar a mais emblemática de todas as praças do país – o Terreiro do Paço – em vez de fazer dela uma montra da arte dos nossos calceteiros.


Vale a pena protestar? Com certeza que não. Em tempos, o IRRITADO foi deputado à Assembleia Municipal de Lisboa. Uma das suas primeiras iniciativas defendia o mesmo que acima defende. A coisa foi discutida… e pronto. Vão uns dez anos e tudo ficou pior do que já estava.

 

O segundo choque foi a leitura de uma loa camarária à nova lei sobre as bicicletas.

Imagine-se que, a partir da entrada em vigor de tal coisa:

os ciclistas passam a andar, exclusivamente, nas faixas dos automóveis;

passam a poder andar aos pares (lado a lado!);

passam os automobilistas a ter que andar afastados pelo menos 1,5 metros das bicicletas;

as bicicletas passam a ser equiparadas aos restantes veículos, o que é, por exemplo, muito útil por passarem a ter os mesmo “direitos” de prioridade nos cruzamentos;

e passam, ó espanto, a não poder circular nos passeios.


A Câmara chama a este chorrilho de asneiras “um exercício de cidadania e respeito pelo próximo”.

Respeito pelo próximo? Cidadania? Onde vai parar a cidadania quando um tipo for na estrada, tiver à sua frente dois ciclistas lado a lado, mais ou menos 1,5 metros para eles, tiver que respeitar mais 1,5 metros de distância “lateral” e tiver um traço contínuo à sua esquerda? Vai de Santana a Sesimbra a dez à hora? Ou toma um Lexotan 12 antes de se sentar ao volante? Isto sem considerar que as bicicletas têm, por natureza, um andamento irregular. Não podem andar nos passeios, nem nos jardins que os têm?

Quantos ciclistas vão morrer por causa desta monumental estupidez? Quantos condutores vão ser presos por terem deitado ao chão um ciclista no uso do seu direito de ocupar três metros da faixa de rodagem? Que se pretende com este tipo de “mobilidade”? Cilclistas aos pares, aos èsses na Avenida das Liberdade? Querem matar gente, ou só arranjar maneira da cobrar mais umas multas?

 

Fica a questão.

 

24.10.13

 

António Borges de Carvalho       



6 respostas a “PUBLICIDADE NÃO ENDEREÇADA , BURRICE LEGISLATIVA E “MOBILIDADE””

  1. Avatar de Cambada de Malfeitores!!!
    Cambada de Malfeitores!!!

    Fernando Roboredo Seara, na tomada de posse do camarada Costa, convidou para a sua posse o Zé Maria (esse mesmo, o vencedor do primeiro “Big Brother”) de quem foi pressuroso e diligente manager!!!Será que ninguém se lembra?

  2. Avatar de PUBLICIDADE ENGANOSA
    PUBLICIDADE ENGANOSA

    Passos Coelho anunciou que não tinha “amigos”.Vamos ser “amigo” de Passos Coelho. Vamos permitir que ele vá para a “cadeia” por ser o mentor da maior “burla eleitoral” em Portugal continental.Com efeito, Carlos Abreu Amorim (esse batedor de palmas que concorreu a Gaia e, nem assim, ganhou juízo), escreveu no dia 17 de Maio de 2010 no Jornal de Noticias o seguinte: «Sócrates e Passos Coelho rivalizam entre si para saber qual dos dois consegue quebrar as suas promessas políticas no mais curto espaço de tempo. O primeiro- -ministro, convenhamos, leva um grande avanço – já abandonou tudo o que antes defendia como indispensável para acabar com a crise… em nome da solução para essa mesma crise. Passos Coelho, por seu turno, atingiram um recorde capaz de o fazer aspirar ao “Guinness Book”: escaqueirou o seu principal compromisso – não admitir uma subida de impostos – antes mesmo de ter chegado ao Governo e apenas um mês após ter sido consagrado como líder do PSD! Os políticos portugueses tinham-nos habituado a estilhaçar as suas juras eleitorais mal ascendiam ao poder. Passos Coelho antecipou-se – fê-lo, ainda, enquanto Oposição, em jeito de ejaculação politicamente precoce, deixando-nos perceber que já está demasiado enlaçado nos defeitos e vícios do regime para o conseguir “Mudar”. Passos Coelho iguala-se, afinal, a um longo e fastidioso catálogo de líderes laranjas para quem a palavra dada vale menos que um estado de alma.»O que mudou? PPC foi consagrado líder do Governo Português e CAA foi eleito deputado, como independente, pelo PSD.No entanto, as MENTIRAS continuam!

  3. Avatar de REVOLTADO COM ESTE GRUPELHO
    REVOLTADO COM ESTE GRUPELHO

    Acerca de PUBLICIDADE NÃO ENDEREÇADA , BURRICE LEGISLATIVA E “MOBILIDADE”Os dados oficiais comprovam o desastre a que este governo levou e continua a levar o País. A recessão agrava-se de dia para dia – agrava-se a alonga-se. A uma recessão cavada e prolongada chama-se depressão. E é grave. É que uma recessão assim, transformada em depressão, é um rolo compressor: à sua passagem destrói tudo – empresas, famílias, pessoas.Perante este descalabro e nas mãos de um governo desunido, desnorteado e impreparado, multiplicam-se as vozes nas televisões, rádios, jornais. As interpretações são de toda a espécie e feitio e pasmo, mas pasmo mesmo, com a leviandade com que se dizem tantos disparates. Há pessoas que não têm a mínima ideia das reais razões do que se passa mas opinam como se o soubessem. Há gente que se vê que não percebe nada, mas nada mesmo de números, e falam de coisas sérias como se fossem opiniões sobre um jogo de futebol ou como de marcas de roupa.

    1. «O desastre a que este governo levou e continua a levar o País»? NÃO FOI este governo que levou o país ao desastre. Foram todos os anteriores, e bem acima de todos o último – o do ingenheiro / filósofo / farmacêutico / torturador parisiense. Este governo herdou o desastre, e tem-no agravado, mas quem o leia ainda pensa que quando tomou posse estava tudo lindamente. Mas não. Já estava estava tudo na merda. Quantas vezes terei de lhe recordar isto? Raio de país cheio de memórias selectivas.

      1. Sim, «O desastre a que este governo levou e continua a levar o País» são suportados por números oficiais. A saber:Entre 1980 e 1983, Portugal foi governado por uma coligação entre o PSD, o CDS e o PPM, a célebre AD. Nesse período, a dívida pública cresceu de 29% para 44% do PIB, o que representou um aumento de 49,2%. De 1983 a 1985, o famoso Bloco Central esteve à frente dos destinos do País enquanto decorreu a segunda intervenção do FMI, tendo a dívida aumentado em 18,4%, para 52%. Seguiram-se dez anos de cavaquismo, durante os quais a dívida cresceu 16,4%, situando-se em 1995 nos 60% do PIB. O regresso do PS ao Governo nesse ano trouxe, durante os anos seguintes, a redução da dívida pública em três pontos percentuais. Entre 2002 e 2005, uma nova coligação entre o PSD e o CDS viu a dívida crescer novamente 16,9%, de modo que, no ano em que José Sócrates assumiu a função de primeiro-ministro, esta se situava nos 66% do PIB. Durante o governo deste, a dívida subiu 55,0%, atingindo, no final de 2011, 102% do PIB. Para terminar, no final do primeiro semestre de 2012, já durante o mandato de Pedro Passos Coelho, a dívida pública situava-se em 111% do PIB.Hoje qual é o valor da dívida pública?De acordo com dados preliminares do Boletim Estatístico do Banco de Portugal divulgados no dia 22 de Agosto de 2013, o total da dívida das administrações públicas atingiu os 214.573 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2013, o equivalente a 131,4% do PIB, na óptica de Maastricht, que é utilizada pela troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).A trajectória da dívida pública continuou a subir, uma vez que, em Dezembro de 2012 era de 123,8%, passando para os 127,1% em Março deste ano e tendo agora subido para os 131,4%, segundo dados do boletim estatístico de Agosto.Ora, é verdade o que o confuso Filipe afirma. Com efeito, “este governo herdou o desastre”. No entanto, não obstante o brutal aumento de impostos, os roubos perpetrados aos funcionários públicos e aos pensionistas, “tem-no agravado” desmesuradamente.Mas já não é verdade (é muita mentira) que quem me “leia ainda pensa que quando tomou posse estava tudo lindamente”. Tal constatação somente poderá acontecer para quem seja burro ou esteja de clara e patente má-fé.

        1. Usando como referência o Eurostat, que pode ser aldrabado, como se sabe, mas é pelo menos a fonte mais oficial, temos que: – o Trafulha herdou uma dívida de 68% do PIB (e não 66%). – no fim de 2011 a dívida era de 108% do PIB (e não 102%). – subiu assim 40% do PIB – e não 55%(?). E à dívida oficial acrescem contratos ruinosos a longo prazo (como as PPP), rendas obscenas (como as da EDP), calotes escondidos nas EPs (como as SWAPS), Cagalhães e Parques Escolares que vamos tendo de pagar, outros calotes escondidos/criminosos, e o EMPRÉSTIMO DA TROIKA. Só este (78MM + 34.4MM) representa 2/3 do PIB. Face a tudo isto, diga lá por que artes mágicas a dívida havia de diminuir? O governo actual só tem feito merda? É verdade. São uns aldrabões, lacaios de mamões, alguns até trafulhas? Sem dúvida. Mas a sua conversa soa a BRANQUEAMENTO do Partido da Sucata. Até vai buscar o Pantanoso Guterres, campeão das privatizações e da mama europeia: quanto a fonte começou a secar, foi ver o pântano (e a dívida) a aumentar. Para alguém que não está «confuso» olhe que disfarça bem, XXI.

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