Segundo o DN de ontem “os docentes estão sujeitos a factores de risco sobretudo de natureza psicossocial”.
Como todos nós estamos, dirá o IRRITADO, que é mau como as cobras. Mas isto não tem importância para o caso.
Importante é saber que, talvez por causa dos tais “factores de risco”, em 2012, 47.532 professores metram 84.246 baixas por doença.
As tais baixas, tanto em 2012 como nos dois anos anteriores, têm uma interessantíssima curva (números redondos): em Janeiro e Novembro, conhecem um pico (cerca de 12.000), certamente devido à gripe. Com a chegada da Primavera (Abril) andam pelas 6.000. No Outono (Outubro, Novembro) sobem para os 9.000 e, por alturas das férias de Natal, voltam às 6.000.
Os calores do Verão são altamente sadios para a classe. De Junho para Julho caem de 6.000 para 3.000. Em Agosto, a classe tem uma súbita e alargada crise de saúde e umas santas férias: não há baixas!
E esta, hem!
Talvez o xarroco dos bigodes saiba explicar este estranho fenómeno de acrisolada e sasonal dedicação à nobre missão de ensinar.
9.4.13
António Borges de Carvalho

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