Com devida pompa, respeitosa circunstância e alto patrocínio do insuportável Sampaio da Nóvoa, reuniu, nos Paços do Concelho de Lisboa, a brigada do reumático. Está no seu direito de se reunir e, no parecer do Medina, de o fazer em tão solene sede.
Objectivo? “Lançar” uma autobiografia de Mário Soares… em castelhano!
Dá a impressão que tal coisa deveria ser lançada em Madrid, capital de Castela e centro da língua em causa. Possivelmente, dada a certeza de que castelhano algum comprará ou, sequer, lerá a badana do produto, talvez se trate de pôr a obra à disposição da dona Pilar del Rio e do senhor Coquetogui (o do FCP), bem como de outros falantes da língua de Paco Franco, fulanos que, residindo há anos em Portugal, ainda não são capazes de dizer uma em português. Tirada esta nobre intenção, restará pensar que a sessão foi inútil, sem consequências, ou meramante cretina.
E daí, talvez não. Pensando um pouco mais além, deve ter-se tratado de um pretexto para fazer aparecer o tão desinteressante Nóvoa nos jornais, coisa que lhe dá um trabalhão, sem resultados que se vejam. Apoiado pela brigada e pelo autor da obra, lá o vemos no jornal, todo ufano e contente. Ainda há quem diga que lhe falta “planeamento”!
10.12.15

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