IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PREGUIÇA E COBARDIA

Em França, a extrema esquerda e a extrema direita, mais uma vez, uniram-se para “apoiar” o “povo” na extraordinária história das reformas.

Quem é do resto da Europa em geral, e da UE em particular, vive e trabalha com idade de reforma entre os 64 e os 67 anos. Timidamente, o governo francês quis passar a reforma dos 62 para os 64. A esperança de vida aumenta, os números de velhos pensionistas aumentam, as reservas financeiras abanam, não garantem qualquer estabilidade no futuro, mas os franceses não querem saber.

O europeu comum não pode deixar de ficar de boca aberta quando vê tal gente, violenta como sempre, vir para a rua aos milhões, a gritar contra a mais que sensata, e justificada, proposta do Presidente. Que se lixe o futuro, trabalhar faz calos, mais dois anos, até aos sessenta e quatro nem pensar, quem vier depois que feche a porta, partam-se montras, faça-se fogueiras nas ruas, ataque-se o que der na gana, demos largas à pancadaria!

Preguiçosos e cobardes.

 

19.3.23



10 respostas a “PREGUIÇA E COBARDIA”

  1. Mas quando toca a eleições a extrema esquerda (e a esquerda em geral) fogem da extrema direita para votar no Macrom e afins democratas globalistas .

  2. Francamente, Irritado: toma sempre as dores dos mamões, não as de quem tem muitíssimo menos. Sei que o vê como ‘realismo’, mas às vezes fico triste consigo. Triste com a moral que o aceita. Aguenta, aguenta. As pessoas manifestam-se porque não são burros de carga; porque a vida é limitada e querem viver o resto dela, os vinte anos estatísticos que lhes restam, sem a obrigação diária, repetitiva, alienante que lhes ocupou os quarenta anos anteriores. E sabem que quanto mais tarde se reformarem menos vida terão pela frente, e menos saúde para gozá-la. Durante muito tempo o trabalho, embora (como a riqueza) mal distribuído, era necessário para manter e melhorar a sociedade. Hoje, boa parte dos empregos são bullshit jobs – rodinhas dentadas do capitalismo que rodam só para encher mamões. Nem realizam quem os faz, nem têm utilidade real. O mundo estaria igual ou, por vezes, melhor sem eles. O que devíamos estar a discutir não é a idade da reforma: é a redistribuição da riqueza, do poder democrático e também do trabalho. Cada vez mais funções são e serão executadas por máquinas e computadores. É inevitável. E ainda bem! É tempo que podemos usar em coisas mais úteis e/ou mais agradáveis. Por que raio havemos de estar, geração após geração, condenados a vidas ocas, sacrificadas, miseráveis? Porque não havemos de aspirar a mais? Quando dizem que isto não é possível, o que estão realmente a dizer é: não é possível mantendo este status quo; esta mama e desigualdade; este capitalismo em roda livre. E somos nós que temos de amochar e aguentar. Nunca eles.

    1. P.S. Um aumento de dois anos não é “tímido”; outra falta de noção gritante. Dois anos não é pouco tempo, sobretudo para quem tem mais de sessenta anos e passou os últimos quarenta a vergar a mola. Dois anos é um salto enorme. Em Portugal são mais espertos: aumentam uns meses de cada vez. É a mesma técnica com que se cozem sapos.

      1. Olhe, reformei-me aos sessenta e cinco, e tive pena.

        1. Reformou-se aos sessenta e cinco e teve pena ?Quem é que o obrigou?

        2. Reformou-se aos 65 e teve pena. O que fazia? Era caixa de supermercado? Motorista da Carris? Empregado num café? Operário numa fábrica? Vá lá, Irritado. Passa a vida a tomar as dores de reis e mamões; não consegue pôr-se no lugar da plebe por um só minuto?

  3. “Em França, a extrema esquerda e a extrema direita, mais uma vez, uniram-se para “apoiar” o “povo” na extraordinária história das reformas.”.A extrema esquerda? Então só a extrema esquerda é que está contra Macron? A “só” esquerda não?O Irritado enganou-se: a extrema direita juntou-se à esquerda para apoiar o povo.Por cá aconteceu o mesmo com o deputados do Chega na manifestação da CGTP contra o governo por causa do aumento do custo de vida e melhoria de salários.E à pergunta ‘então o Chega na manifestação organizada pela CGTP?’ , a resposta foi ‘não, nós estamos aqui apoiar o povo’Estranha coincidência da extrema direita.

    1. Tem razão, se o senhor Melanchon for de esquerda moderada.Quanto aos extremos, estão bem uns para os outros.

      1. O Irritado faz confusão e não sabe o que são extremos, que até dá a impressão que são ambidestros.Observando a disposição dos lugares na AR, o Chega de um lado e o BE noutro: Chega na direita e BE na esquerda.E não compare o oportunismo de Chega, quer lá saber da inflacção e dos baixos salários, com a manifestação organizada da CGTP, ligada ao PCP e BE, exigindo melhores salários para enfrentar a inflacção e o aumento dos preços dos bens alimentares.

        1. Não sabia que o PC era da esquerda moderada!

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