Há um movimento de terror à volta da eleição de um tipo do Benfica, conhecido pela sua “luta” televisiva a favor do clube e pela denúncia do modo de vida dos ciganos. Indivíduo perigosíssimo para os membros do movimento, unidos na condenação do fulano e dos que nele votaram.
O nosso Parlamento, até agora impecavelmente democrático, passou a contar com um assustador extremista. Que horror!
O nosso Parlamento, que recebe de braços abertos hordas de extremistas da esquerda, fica, na opinião da nacional bempensância, ferido de morte pela entrada de um extremista de direita. Não importa (até é bom!) que abarrote de estalinistas, de adeptos do Maduro, de admiradores do Che e do Fidel, de tipos que acham que o tirano da Coreia do Norte é um sábio democrata. Todos são “pilares” da democracia, eleitos pelo povo, legítimos defensores das mais brilhantes ideias, uns heróis. Mas entrar um de sinal contrário parece o finis patrie. As hostes tremem ou, como diz o povo, borram-se de medo. Por exemplo, o inteligentíssimo denhor Guerreiro, do Expresso, não está co meias medidas: “Basta 1% de células malignas para espalhar a doença por um corpo 99% funcional”. 99% “funcional”? Ignorância, facciosismo visceral, pura parvoíce, ódio primário?
Nada disso. É o Império da nova moral, que dá uns como santos outros como demónios. Os donos da nova moral, extremistas de esquerda ou idiotas úteis, têm o direito de educar as massas, de determinar o que está certo e o que está errado, o bem e o mal são por eles devidamente catalogados em exclusivo, e obrigatórios para os outros. Como se o mal não estivesse nos extremos, na seara de ódio todos os dias espalhada pelo BE, pelo PC, pelo Livre e quejandos, e tão querida do PS! Entrar em tal seara vindo de áreas impuras, não. Que medo!
Acho muito bem que não se goste do Chega! Eu não gosto. Daí até entrar na cáfila dos tremebundos vai uma grande distância.
14.10.19

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