IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OS MESMOS NA MESMA

 

Tal como o IRRITADO previu aqui há dias, o maoista Melenchon, menino bonito do BE e do PC, aconselhou a abstenção, o voto nulo ou o voto em branco aos seus eleitores. Por cá, o trotskista Louçã, por outras palvras, fez a mesma coisa. O PC e o BE também já manifestaram o seu horror ao Macron.

A extrema esquerda prefere o nacionalismo, o isolacionismo, à liberdade individual, ao sufrágio universal, à demoracia liberal, à independência da Justiça. São estes os grandes inimigos da extrema esquerda. Antes uma ditadura, mesmo que fascista.  E não tem pejo em afirmá-lo.

Tenho passado a vida a dizer isto. Sempre foi assim. O PC, que era o que existia no “ramo” antes do surgimento do BE, nunca, durante a segunda república, deixou de lançar o seu anátema sobre qualquer tentativa de liberalização do regime, a todas apelidou de “golpe da burguesia” ou coisas ainda mais estúpidas, se é que as não denunciou à PIDE. O PC era, ao tempo, a outra face da moeda da PIDE. Justificavam-se um ao outro, existiam um para o outro. Na alvorada da terceira república, sabe-se o que aconteceu, estivemos à beira de uma ditadura bolchevista, fruto da associação do PC com um bando de militares ignorantes e sedentos de poder. Só não levaram a sua avante porque, entregues as colónias à URSS, esta lhes deu ordem para parar antes que estalasse uma guerra civil que, por razões estratágicas, não convinha ao Kremlin.

Os tempos mudaram. De fachada, o PC e o BE adaptaram-se à democracia. No fundo, estão na mesma, são o que sempre foram e sempre serão, como a sua posição em relação às eleições francesas demonstra à saciedade. Mas, ao contrário do que se passa no resto da Europa, foram levados ao poder pelo oportunismo, a ambição, a desonestidade intelectual e a moral republicana do homem que envileceu o PS: António Costa.

Uma diferença que não é dispicienda e que nos vai custar muita massa, se não algo mais do que isso.   

 

27.4.17



5 respostas a “OS MESMOS NA MESMA”

  1. Atrás da irritação há sempre uma frustração.Quando a irritação não acaba e se transforma num modo norma de vida, tudo incomoda. Até os tomates “estorvam”. Daí perder a calma.Há um assunto pendente consigo próprio, não com os outros. Para o resolver, precisa de ajuda. Do que está à espera para me procurar?

  2. O hobby favorito do Irritado: explicar que todos os males do mundo são esquerdalhas. Tem razão quanto aos comunas, mas que dizer do seu caro Centrão? E não é este que governa? Não é a Banca, através do Centrão, que manda em todas as leis, políticas e governos? Não são os seus sacrossantos “mercados” que controlam o mundo inteiro? Então de que se queixa?

  3. Ainda que mal pergunte, que têm partidos portugueses a ver com as eleições em França? Aconselham votos? Por alma de quem? Quantos franceses conhecem o PCP e o BE? Quantos lhes ligam peva? Porque têm de meter a colher? Raio de partidocracia. Este interesse em eleições alheias reflecte outra singularidade tuga: o fascínio pacóvio, sobretudo dos nossos políticos e da intelligentsia esquerdista, pela cultura francesa. Sem Paris, as nossas pseudo-elites morriam. O Irritado parece partilhar deste fascínio. Admito que seja uma coisa geracional. Nos anos 50-70, França era o que cá chegava. Eu cresci em 80-90, já sob a influência anglo-saxónica. Claro que também gosto de Paris, da comida, de Camus, etc. Mas nunca tive essa obsessão. E o idioma soa comicamente amaricado.

    1. Porque será que “…o idioma soa comicamente amaricado”?Para quem saiba responder a esta pertinente questão há o “prémio” de 100.00€, que a “flipada” mãe do Zéquinha não “recebeu”!

    2. Tudo errado, caro FB. Toda a vida lamentei a influência francesa..Toda a vida lamentei que, desde D.Afonso Henriques a D. João I, de D. José a D. João VI e a Fontes, e por ai fora, só nos lembrássemos dos anglo-saxónicos quando estávamos à rasca. De França veio a guerra peninsular, a guerra civil e, claro… a “cultura”, os golpes, a história aos sacões, etc.Ainda hoje passo a vida a ler anglo-saxónicos com prazer e me vejo negro para perceber os escritores franceses. Em matéria de mentalidade pouco devo aos franceses, ainda que goste de ostras e pés de porco, de raia e de confits, da paisagem e das cidades, além de ter tido grandes amigos franceses (todos já a fazer tijolo), cujo defeito era só serem-no.Posto isto, tiro-lhe o chapéu. Então v. é um admirador de um país monárquico, que respeita as tradições aristocráticas, que ensina latim às novas gerações e que, no meio disso tudo, é a melhor democracia do mundo, uma das economias mais fortes, o pilar militar da Europa, uma paradigma cultural e social, que foi o primeiro a dar o voto às mulheres (a revolução francesa usou-as como capacho), que, que ,que… Óptimo! Parabéns. Talvez pudesse aproveitar essas qualidades para não ter uma postura tão simplista, quase religiosa, em que a humanidade se divide como v. a divide.

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