Atendendo a várias reclamações, o IRRITADO reaparece. Para além da inevitável idade, cientificamente conhecida por PDI, ou sobretudo por chatices de saúde, ou falta da dita, viu-se acometido por tais e tão grandes irritações, que decidiu dar largas à preguiça e ao desalento. Desculpas são devidas aos poucos acompanhantes que já estavam habituados a andar por aqui.
Se querem qualquer coisinha, aqui vai.
Antes de mais uma “homenagem” aos media (a que multidões de analfabrutos chamam “mídia”- os mesmos que dizem “ eu a mim parece-me que” em vez de parece-me que, ou “priudo “em vez de período), pela sua impecável submissão ao que está a dar e às prioridades govenamentais, de que darei um exemplo, pescado entre muitos. Assim: repararam que, durante semanas, fomos bombardeados com as pessegadas da TAP, da CPI, do Galamba e de matilhas de quejandos , coisa qua já enjoava, mas que tinha a virtude de chatear os aldrabões e as aldrabonas do governo. Muito me angano ou o que sucedeu foi que esta gente pensou, pensou, e disse “temos que acabar com isto, temos que pôr outra coisa a correr para que esta passe à história”. Uns procuradores, não direi a soldo mas pelo menos cheios de governamental fervor, atacaram o Rio e a sua antiga organização com centenas de polícias e de insignes jornalistas chamados a preceito. Facto é que, de repente, a TAP, a CPI, o Galamba e o resto de tal gente desapareceram das notícias e do “comentariado”. Grande vitória do Costa. Agora, o Rio é que é bom, decretaram os media. E pronto. De uma assentada acabaram as chatices. Veio o Capitão para animar as artes, vamos a ver que manobra servirá para tirar mais esta dos cabeçalhos. Temos também as notícias ignoradas. Por exemplo, as propostas do PSD (saúde, educação, etc.) boas ou más, não interessa. Não se fala nisso, e acabou-se. Agora temos as trafulhices da Altice, o que é óptimo para o governo que, parece, não terá a ver com o assunto.
É nisto que por cá vivemos. Lá por fora temos o Putin e o Zelenski, que dão pano para mangas, tempo de antena e novas tarefas para generais reformados. Temos, por exemplo, a OMS, que receitou experiências sexuais às crianças a partir dos seis anos, coisa que em parte alguma foi notícia: nem o BE teve coragem para aplaudir, embora vontade lhe não faltasse. Já ninguém sabe o que é um homem e o que é uma mulher, o domínio do woke é esmagador e universal. Em países menos atrasados começa a haver quem resista, mas sem eco cá no sítio.
Mas há coisas óptimas. Por exemplo, as meninas da bola que foram para a Nova Zelândia e o heróico (não precisa de acento, mas é o que reza o dicionário) nadador, a quem o IRRITADO dá os devidos parabéns. O caso das meninas foi óptimo: Costa queria lá ir, de maneira que foi a Timor apanhar o comboio.
Para já, é tudo, que é o que me vem à cabeça para ver se aqueço o motor.
27.7.23

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