IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O MAL MENOR

 

O inacreditável Alegre passa a vida a tonitruar que o adversário se prepara para levar os partidos que o apoiam ao poder, que o homem tem uma visão assistencialista (?!) e caritativa (?!) muito próxima do projecto de revisão constitucional do PSD (?!), etc. e tal.

A criatura, ou não percebe nada do que se passa ou é tão aldrabão como o seu camarada Pinto de Sousa e tão demagogo como o seu principal apoiante, o também seu camarada Louçã.

Dizer estas coisas no exacto dia em que Cavaco se esgadanha a pedir que não incomodem o governo, que não façam ondas para não assustar mais os mercados, se repenica a dizer que não devemos complicar a vida ao governo, etc., o camarada conclui que Cavaco está feito com a direita! É de cabo de esquadra.

 

Cavaco, o tal que segurou o Pinto de Sousa no governo quando todos os seres pensantes deste país já sabiam que o tipo não prestava, o tal que fechou os olhos a toda a porcaria pessoal e política do primeiro-ministro, o tal que se fartou de pregar no deserto sobre a nossa desesperada situação sem mexer uma palha, só com “bocas”, o tal que sempre tratou o Passos Coelho por cima da burra e jamais disse uma palavra que o pudesse, de longe ou de perto, ajudar, o tal que é evidente não ter pelos líderes do PSD e do CDS consideração por aí além,  o tal que, a favor da esquerda e pisando a sua própria consciência e a dos seus eleitores, promulgou o “casamento” pederasta, está, na boca esclarecida do camarada Alegre, a fazer o jogo da direita!

O mais social-democrata – o Alegre também se diz social-democrata – de todos os Primeiros Ministros da III República, que fez a vida negra aos sectores mais liberais – a não ser para dar a mãos aos “escolhidos” -, que nunca cedeu um milímetro aos que se sentiam espoliados pelo estado socialista, que jamais deixou escorregar o governo para uma política menos estatista que a que tinha herdado, é, na boca ignorante e fátua do Alegre, um agente da direita!

 

A direita, senhor Alegre, não tem candidato.

A direita, embora mais bem intencionada, mais capaz, mais realista e menos aldrabona que a esquerda, não consegue romper com o maldito status quo que há décadas arruína o país. A direita é medrosa. Quando o país inteiro está ansioso por uma mudança democrática radical, por uma proposta diferente da que tem sido impingida pela sacrossanta e falida social-democracia, a direita, ou também é social-democrata, como o CDS, ou tem medo.

 

A direita só pode votar, só deve – não se sabe de o fará – votar no mal menor, como o IRRITADO tem dito.

O mal menor é Cavaco, mesmo tão socialista, (ou social-democrata, como queiram), como o Alegre (com menos slogans) ou o Portas Paulo (com menos “cristianismo”) ou o Louçã (com menos comunismo).

Aliás, o camarada Alegre sabe tão bem como toda a gente que Cavaco será tão duro com um governo do PSD quanto de veludo tem sido com o desta gente. Só que Alegre, além do mais, é burro.

 

Não passa pela cabeça de ninguém que cabeça tenha ter como presidente o saco de vento, o mar de ignorância política, o cesto de trogloditismo cerebral, o poço de auto convencimento, de narcisismo e de pedante parlapatice que é o senhor Alegre.

 

Infelizmente, não se sabe se, em Portugal, as pessoas que ainda têm cabeça ultrapassam, em votos, os cinquenta por cento.       

 

A ver vamos.

 

11.1.11

 

António Borges de Carvalho



13 respostas a “O MAL MENOR”

  1. Onde estão os Homens das mocas de Rio Maior?

  2. A direita, embora mais bem intencionada, mais capaz, mais realista e menos aldrabona que a esquerda, não consegue romper com o maldito status quo que há décadas arruína o país. A direita é medrosa. Você é um pândego!O que me divirto a ler os seus posts,este é o máximo!Então antes do 25 de Abril quem é que mandou cá no burgo?E viu-se o que este país era. O seu mal menor,para mim é o mal maior.

  3. Porra!Além do cérebro, devem ter-lhe extirpado também o sistema nervoso central até ao último nervo.Ficou só com os gânglios!O aldrabão do Sócrates paga a estes moluscos para o defenderem?!

  4. A corrupção e a inoperância das hierarquias políticas e judiciais desta País atingiu o ponto máximo e a economia, por tabela, o ponto mínimo ! Solução : todos num saco, pedra enorme, e fundo do mar. Quanto aos + de 50%, se fizerem como eu, Presidenciais: Nobre ( pelo menos tem curriculum altruísta ) . Legislativas, voto em branco ( se houver mais de 50% brancos, esta escória vai ter toda de ir trabalhar com ordenados mais compatíveis com a sua “classe” !

  5. Gostaria de comentar este post, e conto cá voltar, mas por absoluta falta de tempo, só duas notícias tão rápidas quanto eloquentes sobre a triste miséria em que nos afundamos enquanto estes anões mentais saltitam e cabriolam, arruinando o nosso futuro sob o aplauso dos seus lerdos apoiantes, incapazes de pensar e expressar-se, como podemos constatar em alguns comentários que lemos aqui. O Prémio Nobel da Economia Paul Krugman, isento e conhecedor, considera a taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa «pouco menos que ruinosa» Mas o nosso homem de Vilar de Maçada, valente engenheiro e dotado poliglota, tem uma opinião bem diferente – e decerto melhor sustentada pelos seus vastos conhecimentos na matéria, aprendidos na Universidade Independente, como todos sabemos e ninguém duvida – veio considerar a colocação da dívida «um sucesso, qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise»Krugman alerta que «mais sucessos [destes] e a periferia europeia será destruída».Malvado Krugman, mais uma força negra (ou face oculta, que já não sei bem qual é qual), que certamente falsificou os seus diplomas académicos, ao contrário do menino de oiro socialista, que percebe do assunto a fundo, como se podemos aferir pelos resultados da sua governação.Outra repulsiva história (quase tudo o que se relaciona com estes socialistas deve ser tratado de nariz tapado e com pinças, pela repugnância que suscita) prende-se com as declarações do conspícuo ex-ministro Lino, na vara que julga Vara. Foi lá dizer que a sua secretária de Estado Ana Vitorino era mentirosa, por ter confessado que Vara a tentou corromper. É bem supérflua a asseveração: todos sabemos que Vara é virtuoso como um Catão e que aquilo que Lino garante ninguém tem o direito de duvidar, porque sempre cumpriu o que disse. Em português ou francês, ele jamais faltou à verdade – e não era agora que iria começar, está bem de ver.Quem tenha memória – e honesta inteligência – certamente sabe que nunca houve nada disto quando a direita esteve no poder. Não eram perfeitos mas eram muito mais honestos – e competentes. Sem qualquer comparação. Ainda recentemente uma entrevista do próprio Alegre, explicando muito mal os seus desentendimentos com Isabel do Carmo, sobre tráfico de armas em Argel, que lhe valeram ser preso e expulso, mostram bem a vil dimensão e infame passado de toda essa escória. Daqui a uns anos, quando a vã memória do eleitorado tiver esquecido tudo o que se passa hoje, ainda veremos os estúpidos de serviço, que andam por aí, defender a candidatura de Vara a presidente da república.

    1. Quem tenha memória – e honesta inteligência – certamente sabe que nunca houve nada disto quando a direita esteve no poder. Não eram perfeitos mas eram muito mais honestos – e competentes. Sem qualquer comparação. Outro pândego!Já não me apetece rir!!!

  6. Escrever apressadamente dá sempre mau resultado, sobretudo quando o raciocínio de alguns leitores pode ser lento, além de enviesado. Para esclarecimento daqueles a quem, apesar da História se desenrolar perante os seus olhos, apenas os ocupavam na leitura do Avante, fica aqui a expressa declaração que julguei desnecessária ontem: a direita não está no poder desde o 25 de Abril, quando a justiça era justa, a lei era respeitada, a segurança era segura, o ensino era idóneo, os ordenados dos gestores eram decorosos, os impostos eram suportáveis (e bem gastos!), os ministros eram aptos, os militares eram idóneos, a diferença entre ricos e pobres era muito menor, a indústria, agricultura e pescas eram prósperas, a economia crescia e a única coisa soberana era o domínio sobre o território – não a dívida aos outros estados que agora dominam, por enquanto as finanças, um dia o próprio território.Nem tudo eram rosas nesse tempo tão longínquo em anos e sobretudo valores: realmente não havia Magalhães de graça para as criancinhas mas caríssimos para os adultos obrigados a pagá-los (que espectáculo tão bonito o Sócrates no papel de caixeiro ambulante nas cimeiras internacionais e de Pai Natal doméstico), nem os invertidos podiam passar no registo civil para requerer num certificado que um deles era esposa, nem o Poceirão se podia muito justamente envaidecer de ser o privilegiado destino de um comboio supersónico, superruinoso e superinútil. Também não havia internet para propagar a alturas estratosesféricas e trazer a nossas casas a desonesta ignorância de uns tantos comentadores. Mas o País não era esta cooperativa reles e arruinada por meia dúzia de cooperantes que exploram todos os outros e que no fim do seu mandato a irão abandonar à sua má sina, por outras paragens, a gozarem as nossas/suas fortunas offshore (ou alguém julga que este primeiro-ministro fica por cá?)As evidências não se dizem, exactamente por o serem. Cavaco não é de direita e já o provou por actos e palavras. Os socialistas não são sérios nem competentes, demonstrado nessas mesmas formas mas com muito piores resultados. Basta olhar para Alegre, para ver que aquilo, tão incensado pela turbamulta “progressista” (temos progredido tanto, não foi?) nunca na sua vida foi senão um sevandija. É mesmo o epítome vivo deste regime tão “democrático” que escorraçou a direita como ela antes fizera com a esquerda – e esta geração já vai compreendendo porquê. Menos uns quantos que nunca perceberão nada de nada. A asneira sempre foi livre, mesmo nos regimes autoritários.

    1. A justeza da justiça antes do 25 de Abril,queda-se pelos tribunais plenários de má memória,e a segurança (?) era tratada pela policia politica (PIDE/DGS),que prendia, reprimia e torturava cidadãos por delito de opinião,alegando que eram perigosos comunistas.Há quem fale da pobreza deste país antes do 25 de Abril descaradamente e sem o respectivo decoro,ou o fazem porque sempre tiveram o odre cheio,e nunca souberam o que era passar fome,ou pior,fazem-no de forma cinica não querendo reconhecer,que apesar da praga de chulos que nos caiu em cima, este país está melhor.Tudo o resto depois de respigado,só denota um bafiento saudosismo.

  7. O Mr. Jourdain de Moliére (plágio do Fidalgo Aprendiz do nosso Francisco Manuel de Melo) era assim tal qual: queria passar por chique e erudito. Só que nessa desajeitada pretensão apenas fazia figura de urso porque naquela cabeça não havia nada, senão meia dúzia de conceitos primários, sempre primários e sempre os mesmos – afinal não passavam de meia dúzia.Uma das suas alegrias nessa ridícula presunção foi a descoberta, laboriosamente explicada pelo seu professor, que fazia prosa… sempre que falava.E porque vai ao fundo da alma, a boa literatura é sempre actual, em qualquer tempo ou lugar, seja em Paris do séc. XVII ou neste blog. Bolçam uns slogans cediços, velhos e relhos, e ficam muito contentes com o resultado, na mesma pueril auto-satisfação do filho do têxtil setecentista metido a fidalgo, que se envaidecia por constatar que compunha uma bela peça de prosa – quando dizia à criada para lhe ir buscar os chinelos. Tal como há 400 anos, não são para levar a sério, porque só fazem sorrir.

    1. Consta que foi exactamente ao contrário.Para os elitistas daria historicamente mais jeito que fosse Molière filho de um artesão a plagiar D. Francisco Manuel de Melo fidalgo,filho da burguesia.Aprendiz de Feiticeiro,de Francisco Manuel de Melo,teria sido inspirada na obra LE BOURGLOIS GENTILHOMME do mestre da comédia satírica Molière.

  8. Estes socialistas são verdadeiros “case study” do que é a nefasta amálgama entre a espessa crosta de ignorância e o audaz desprezo pela verdade sempre que lhes convenha tentar provar os dogmas a que se aferram com a pertinácia dos seus atávicos complexos de inferioridade, mesmo nas menores coisas, como é o caso.Acho que não vem na Wikipedia, a ferramenta multiusos destes literatos de pacotilha que se deixam topar à distância, por “repetirem vagas opiniões ouvidas a uma esquina numa manhã de vento” (esta é do Fradique).Mas vem na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, apoiada em duas colunas de bibliografia, e refere que a 1ª edição da peça portuguesa do “Auto do Fidalgo Aprendiz” foi impressa em Lyon no ano de 1665, ao passo que a francesa foi representada em 1670 e publicada no ano seguinte. D. Francisco Manuel de Melo já tinha morrido na sua quinta de Alcântara em 13 de Outubro de 1666.Recomenda-se portanto a leitura das duas peças, antes de falarem delas de cor – e erradamente, como por norma sucede aos videirinhos preconceituosos. Foi ao ter reparado na inscrição que encimava o frontão do templo de Delfos, com os dizeres gregos “gnôthi seautón”, que Sócrates (o outro, o inteligente) enunciou que o princípio que rege a sua escola maiêutica.Será por isso certamente proveitoso, para acautelar vindouras afoitezas em matérias desconhecidas, que os socialistas sigam esse bom conselho e leiam com a maior atenção a útil obra de José Agostinho de Macedo, o poema herói-cómico em seis cantos, com o título “Os Burros, ou o Reinado da Sandice”. N. B. – Para quem possa haver esquecido o grego, “gnôthi seautón” significa “conhece-te a ti próprio”.

    1. A arrogância de pretensa superioridade intelectual,é aviltante.N. B. – Para quem possa haver esquecido o grego, “gnôthi seautón” significa “conhece-te a ti próprio”.O filósofo que fez deste aforismo um dos vértices da sua doutrina tambem disse; SÓ SEI QUE NADA SEI.Com o conhecimento enciclopédico que deus deu, poderia-se estender a discussão,não sei se seria concludente.Os Complexos são como as impressões digitais.Alguns socialistas padecerão de complexos de inferioridade,assim como comunistas e fascistas e a ignorância é como o sol,quando nasce… Há quem defenda que ambas as obras poderiam ter sido inspiradas em Pietro Aretino,ou Erasmos.É possivel,se tivermos a humildade de reconhecer que somos produto de várias influências.O que seria do pobre vaga-lume sem o escuro da noite?

      1. Cada vez mais burro.

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