IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O IMPARÁVEL TRAFULHA, OU O CASO DO ARTIGO INDEFINIDO

Ouvi o chamado primeiro-ministro declarar que isso do congelamento de carreiras foi obra de um governo anterior. Achei estranho. O tipo costuma dizer, e insistir, que tudo o que não agrada foi obra do governo anterior.

Como já não me lembrava de quem tinha congelado as carreiras dos ilustres funcionários públicos, fui ver a razão do um, em vez do o. Seria engano? A resposta é a que estão a pensar: quem congelou as carreiras foi o PS, sob a alta direcção do Sócrates (orago do Costa) e do próprio Costa!

Quando não é possível, mesmo aldrabando, pôr as culpas para as costas dos outros e, por maioria de razão, quando a culpa é do próprio, há que mascarar a coisa, não assumir, não confessar, não pedir desculpa, tergiversar, dançar a conga.

Palavra honrada? Não brinquem comigo, que não sou nem socialista nem macaco.

 

16.11.17



4 respostas a “O IMPARÁVEL TRAFULHA, OU O CASO DO ARTIGO INDEFINIDO”

  1. Uma nota sobre o título. Trafulhas na pulhítica há muitos, mas um deles destaca-se: não é um trafulha, é O Trafulha. Falo, claro, do Pinto de Sousa, coveiro-mor do país, ex-“engenheiro Sócrates”, actual 44. Chamar imparável trafulha ao Bosta, embora não sendo mentira, cria certa confusão. Quando alguém fala no Kaiser, pensa-se no Guilherme II. Quando se fala no Buldogue, pensa-se no Churchill. Quando se fala no Trafulha pensa-se no 44. Sobre os professores, o espantoso foi ver na TV o mete-nojo Galamba, aquele xuxa de brinquinho, dizer que o regime dos professores, com a progressão automática na carreira e aquilo que auferem, é injusto e insustentável. Mau! Um esquerdista a constatar uma verdade evidente sobre funcionários públicos? Que se passa? Depois lembrei-me: o Galamba não é esquerdista, é xuxa. Um xuxa não é de esquerda, é do tacho. Como tem poleiro e tacho, está-se a borrifar para os professores. Ele, pulhítico e comentadeiro, é um príncipe do Estado. Os profs são meros plebeus. Ainda assim, para mantermos as coisas em perspectiva: o tal descongelamento poderá custar, dizem, 600 milhões. Grande parte deste dinheiro ficaria em Portugal, na economia portuguesa. Por ano, os juros da dívida custam 8.4 mil milhões. Catorze vezes mais. E sai tudo de Portugal. Vai tudo para offshores e “mercados”.

    1. Não tendo o prazer de o conhecer pessoalmente, parece-me, pelos comentários que faz ao IRRITADO, uma pessoa culta e sensata. Com efeito, tenho grande consideração pelo IRRITADO,cujo título não corresponde à pessoa que conheço por andanças na maldita GUERRA COLONIAL e que é efectivamente uma pessoa bem disposta, e com muito sentido de humor. Por vezes a política, quando vivida intensamente, por ligação a filiação partidária (o que detesto), muda a pessoa como o clubismo no futebol. Acho bem que se critique o que está mal e se apontem soluções para o bem comum e não para fins políticos. A propósito conta-se que um barbeiro maldizente por hábito de clientes que ia aviando, acabou por não ter fregueses, uma vez que eles se foram apercebendo que, no próximo cliente que ele iria aviar, as críticas iriam ser a seu respeito… Um dia, quando se percebeu, não tinha clientes. Mas, a sua vontade de criticar era tal que, virando-se para o espelho disse: “Também me saíste um bom fdp.!!!! Obrigado pelos seus comentários que leio sempre com agrado.

      1. Já fui mais culto, a falta de tempo e a preguiça tratam disso. Sensato nunca fui. Tenho pelo Irritado a maior estima que se pode ter por alguém que não se conhece, com geralmente se discute, e que raramente nos responde. Gosto de provocá-lo, mas tornei-me previsível e ele tornou-se impassível. Às vezes penso que um dia ele desaparece, assim sem mais, ou eu antes dele, como o saudoso Manuel Bragança. Cá ficarão, enquanto houver blog e Sapo, estas charlas ao sabor dos temas, da nossa disposição e do acaso. Se alguém se der ao trabalho de ler isto, continuaremos todos a existir? O que é que o Anónimo acha?

        1. Obrigado pela sua “confissão”. Também tenho por si muita estima, e fico honrado com a sua presença nestas páginas, tantas vezes maltratadas por gente que não sei o que quer nem o que pensa, se é que pensa. O Filipe, pese embora o seu confesso repisar (eu também repiso…), tornou-se indispensável, como o era o Manuel B.Gostava de saber quem é o simpático anónimo que me conhece da guerra, mas isto de modernices é assim, parece que andamos todos escondidos e solitários. O problema é que dar-se mais a conhecer, se vai parar a boas mãos também o vai às de de vândalos, que são a maioria.Enfim, enquanto existirmos, como v. diz com amargura (que não vale a pena), gozemos a existência como pudermos e quisermos.

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