O chamado primeiro ministro, um tal Costa, é uma máquina de mentir, de insultar, de tripudiar, uma criatura sem escrúpulos nem limites morais, um digno sucessor do seu antepassado Pinto de Sousa, vulgo engº Sócrates. Não é louco, nem mitómano como este, não tem essa desculpa e, em muitos sentidos é pior que o mestre. O seu consulado, o dos “casos arrumados”, fica marcado, como nas ditaduras, pela criação do inimigo externo, no caso a oposição. À falta de razões ou argumentos, Costa e seus apaniguados esgrimem com o governo anterior, culpam-no dos seus próprios pecados, insultam o seu líder – até racista já tiveram o culot de lhe chamar – e sacodem a água do capote para cima dele. Facto é que a coisa está a dar e que, a troco de uns tostões, não há dependente ou parvo que não se apreste à suprema desonra de vir a votar no Costa, arriscando o futuro de todos.
Vem isto a propósito da última aldrabice deste malcriado banha-da-cobra. Então não é que veio declarar que, se o Panteão da República foi utilizado para os comes e bebes da bolha informática gloriosamente reunida em Lisboa, tal se fica a dever a decisão… do governo de Passos Coelho? Os jornais já se debruçaram sobre o assunto, mas estenderam o seu manto protector sobre o canalha, poucos comentários, nada de chamar ao acto os nomes que merece. Vão ver que o assunto vai desaparecer num ápice. Quem se mete com o PS leva, estão a perceber?
O despacho a que o bandido se refere para “justificar” a culpa dos outros estatuía claramente que a utilização dos espaços era permitida sob autorização de quem de direito (o governo) e desde que não houvesse prejuízo ou coisa que ofendesse os locais que são património do Estado.
O que se passou foi que a rapaziada da web pediu autorização para ir a Santa Engrácia beber uns púcaros, e que tal autorização lhe foi dada pelo governo da geringonça, via “quem de direito”.
O IRRITADO, que não tem pelo panteão da República especial admiração ou amizade, põe uma hipótese mais ou menos peregrina. O tipo que, em nome do governo e com mandato do governo, autorizou a coisa, partilha dos fracos sentimentos do IRRITADO em relação ao distinto cemitério republicano. Resolveu mostrá-los autorizando o repasto da cibernética matulagem.
Assim, se o Costa fosse sério caía em cima desse desconhecido boy. Mas não. Como bom aldrabão, resolveu atirar as culpas para as costas de terceiros, sempre os mesmos.
Estas coisas já nem no bestunto do mais ingénuo deviam colar. Mas colam, e é esse o nosso maior problema.
12.11.17

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