IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O ACUSADOR

Vários médicos que são deputados, fazem parte, como é natural e se mete pelos olhos dentro, da comissão parlamentar de saúde. Na declaração de interesses que apresentaram, declararam onde trabalhavam, se tinham consutório, se eram sócios de alguma coisa ligada à saúde, se prestavam serviço público em exclusividade ou não, etc.

Um tal Morais, conhecido arcebispo da moralidade correcta, na sua persecutória paranoia, – um case study para estudantes de psiquiátria – resolveu  denunciá-los, a todos decalarando suspeitos de andar a usar a cargo em benefício próprio. Não interessa se o fazem ou não. Se são médicos, são suspeitos, e pronto. Não há que fazer prova, sequer sugeri-la. São médicos, exercem onde e como podem e querem, têm a sua vida. Declaram-no oficialmente. Transparência q.b.. Para o acusador, que se deve dedicar em exclusivo a denunciar por que lhe apetece, não interessa. São criminosos. Se não são, deviam ser, há que tratá-los como tal. Se calhar ficavam melhor na comissão de obras públicas, deve pensar o alarve.

Est modus in rebus, costuma dizer-se. Uma coisa é ter preceitos, e até preconceitos, sobre corrupção e afins. Outra, totalmente diferente, é fazer acusações, levantar suspeitas, perseguir pessoas sem que qualquer facto o justifique. É como nas anedotas das loiras: são estúpidas por ser loiras, por definição, não porque não sejam inteligentes. Os médicos da comissão de saúdde são criminosos, por definição, sejam ou não.

O pior é que a chamada comunicação social, conhecida pelos analfabetos por “mídia”(!!!), a arrancada do Morais tem indevida publicidade. São “critérios editoriais”.

 

9.7.19



16 respostas a “O ACUSADOR”

  1. Estranho que essa acusação venha de um morais.Bem certa a premissa:O morais assoa-se? Assoa-se é ranhoso.ponto final parágrafo, muda de linha

    1. Menezes, admiro a tua “inteligência”!!!

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Compreende-se o desprezo. O Paulo Morais é talvez a única voz com algum alcance que chama bois pelos nomes. O Irritado detesta isso; prefere os bois anónimos e respeitáveis… excepto os bois de esquerda, claro. Neste caso, o Morais não acusa os médicos por serem médicos – sabe bem que é mentira. Acusa-os de mamarem na saúde privada e legislarem na pública. E questiona: irão eles defender o SNS? É uma questão óbvia, lógica, pertinente. São suspeitas, mais que legítimas, fundamentais numa democracia transparente. Sugerir o contrário, para mais em Portugal, uma cleptocracia a saque há décadas, é que é absurdo. Há um evidente conflito de interesses: esta gente ganha com a Saúde privada; quanto mais privada melhor para eles!

    1. Estando nos dois lados da saúde (publica e privada), quanto pior o serviço público, maior rendimento tiram na privada. É este o conflito de interesses. nunca um médico poderá exercer nos dois sectores em simultâneo. Estando nos dois lados, tiram o melhor dos dois mundos: o pagamento certinho no público e o rendimento no outro.Entende que um empregado de pastelaria pode ser assalariado num estabelecimento ser dono da pastelaria logo ao lado?

      1. Neusa e FilipeSe os médicos que também trabalham na privada são suspeitos de não respeitar a pública, a contrária também é verdade. O socialismo, no seu afã de acabar com tudo o que é privado, só olha as coisas por um lado, mesmo que assim prejudique o interesse público que diz defender.. O ódio é mau conselheiro. Não se pode partir do princípio de que alguém é mau. É o que se chama preconceito. O ónus da prova é sagrado.

        1. Na saúde, como falámos, o privado é mesmo para acabar. Não é ódio, é decência básica. É civilização. A diferença entre vida e morte não pode ser um negócio. A diferença entre saúde e sofrimento não pode depender de lucros e accionistas. Há inúmeras actividades que podem e devem ser privadas. Não a saúde. Quanto ao ónus da prova, tem razão. Vamos nomear o Silva Pereira (beiçolas) presidente do STJ, o Relvas procurador-geral, e o Pinto de Sousa ministro da justiça. Nada se provou contra eles.

          1. Decência é proteger a saúde da cada um, não é andar entretido com acusações, invejas e teorias. E a saúde protege-se recorrendo ao que for preciso, dentro de certos limites. O resto é ideologia,ódio, indecência básica, selvajaria.

        2. Caro Irritado, não tenho qualquer tipo de ódio contra os médicos, ao contrário. Aliás tenho vários médicos na família. Essa não é a questão. A verdadeira questão é a seguinte: um pasteleiro, em simultâneo, é empregado numa pastelaria e dono de outra pastelaria logo ao lado. … puxe pela imaginação!

      2. Veja o que mandei à Neusa.

        1. Mandou “pastéis de Belém”!

  3. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Isto levanta a questão, também legítima: como ter políticos com percursos profissionais, se estes levantam conflitos de interesse? Será a única alternativa ter tachistas carreiristas como o Costa, o Passos, o 44, o Santana, etc.? Para haver essa discussão, o primeiro passo é reconhecer que tal como está não serve. Que este sistema político é uma vergonha, uma bandalheira, um esgoto. Que estes partidos são viveiros de chulos e trafulhas, de lobbies e corrupção. Mas pessoas como o Irritado preferem atacar o mensageiro. Para elas, os Morais é que estão a mais.

    1. Acho que o Morais, como outros moralizadores, à falta de melhor denunciam o que não aconteceu mas acham que pode vir a acontecer. Nesta exigente óptica, todos somos suspeitos porque a todos poder vir a dar na cabeça fazer asneira. É a história do lobo e do cordeiro: se não sujaste a água, podias ter sujado.Depois, há o que, entre nós, é inultrapassável: um acha que o fundamental é que o Estado nos trate, em exclusivo, da saúde; outro acha que o fundamental é a prestação de cuidados de saúde, independentemente de quem os presta. Não é só uma questão de princípio, mas uma questão pragmática. É indiferente quem gere os hospitais do Estado, o que não é indiferente é que sejam bem geridos , úteis, e dentro de certos limites de custos. Além disso, há uma questão prática: a experiência diz-nos que, na competição da gestão, ganham os privados… e os pacientes.Como v. reconhece, pôr, nas comissões parlamentares, sapateiros a tocar rabecão…

      1. Denunciam “o que não aconteceu”? Em 40 anos de promiscuidade entre política e negócios, de fortunas súbitas e misteriosas, de tachos públicos seguidos de mega-tachos privados, de adjudicações corruptas e derrapagens impunes, de negociatas ruinosas e criminosas, enfim, de saque e bandalheira, o que é que não aconteceu? Estará tão alienado que não vê que, após os últimos 40 anos, e com os partidos e políticos que temos, qualquer desconfiança é plenamente justificada? E que pecará sempre por defeito? Quanto à saúde, chama pragmatismo a pagar 877.000 dólares por um parto? Ou dezenas de dólares por medicamentos que na Europa custam um 1/6 disso? Ou a milhões de pessoas que sofrem e morrem anualmente por falta de dinheiro, num dos países mais ricos do mundo – o seu paraíso liberal? Se alguém falar em políticas socialistas, v. vai logo buscar a URSS, RDA, Cuba, Venezuela, etc. Porque é que não vê o exemplo dos seus EUA quando se fala em saúde privada? Ou aí já é ‘generalizar’?

        1. Essas coisa acontecem porque o Estado não funciona. Entretém-se com as suas propriedades, em vez de regular as outras.

          1. Logo vi que a culpa era do Estado…

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