Li no jornal que duas gajas (não sei com que outro nome as nomear), com um olho tapado cada uma, se preparam para, “artisticamente”, “denunciar” Camões e os Lusíadas. No parecer de tais criaturas, os Lusíadas não passam de narrativa falsa, colonialista, esclavagista, de defesa da dominação de outrem pela força e de outros qulificativos semelhantes.
Da ignorância, da estupidez, da cegueira e da trafulhice não devia rezar a História. Mas reza. Nos nossos dias, as fake news, os Trumps, as tais gajas e quejandos não fazem história, recriam-na para a aldrabar refazer. E fazem-no segundo conceitos do século XXI aplicados com cinco ou seis séculos de atrazo e as mais das vezes errados e/ou fruto de ideologias, que serão más ou boas segundo a opinião de cada um, mas que não merecem ser tratadas por fulanas deste calibre. Pior são as “casas de cultura” que as recebem e os jornais que as noticiam.
Os tempos são maus. Nada de bom se vislumbra. Na chamada “cultura”, ainda menos.
26.7.21

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