IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NOTÍCIAS DO AMIGO BANANA

 

Nos últimos dias soube-se uma série de coisas que toda a gente já sabia mas que convém repetir para ter uma noção geral do que se vai passando:

 

– Os professores receberam 10 milhões de euros a mais. O ministério das finanças acusa, o ministério da educação desmente.

– Os professores, depois de uma guerra em que o ministério foi vencido em toda a linha, já tinham garantido 400 milhões a mais, não se sabendo se os 10 milhões supra são ou não parte dos 400.

– A despesa do Estado, só nos primeiros seis meses, derrapou quase 5% em relação ao orçamento – uns milhares de milhões.

– A ADSE recebe de funcionários e pensionistas, mas não paga às farmacêuticas. A dívida vai em 600 milhões e, até ao fim do ano, subirá para 1.000 milhões.

– A ADSE pagava a um ano, mas já se deixou disso.

– Os empreiteiros da SCUTS reclamam o que lhes é devido.

– A dívida externa cresce 3 milhões à hora.

– As exportações subiram mas as importações subiram mais, agravando-se o desequilíbrio da balança comercial.

– Portugal é o terceiro a contar do fim – em 27 – no que respeita ao crescimento.

 

Posto isto, o primeiro-ministro diz que estamos a crescer como uns heróis, que não há problemas de maior e que os 18 milhões, a acrescentar a muitos outros já enterrados nos bonecos de Foz-Coa, são uma coisa de que nos devemos orgulhar.

Posto isto, o Dr. Passos Coelho parece que vai deixar passar o orçamento, dando mostras de ser o único português que ainda é capaz de dar ao governo o benefício da dúvida.

Posto isto, o Professor Cavaco contempla, prenhe de amor, os progressos da Nação, e recusa-se a tomar uma atitude, não vá tal atitude prejudicar a sua reeleição.

 

Que chamar a isto tudo? Ocorre-me uma série de adjectivos, que não exprimo por patriotismo. Mas não tenho dúvidas que uns fogem para a frente, outros para trás, outros fingem que não vêem, e todos eles assobiam de satisfeitos e debitam bocas sem sentido.

  

17.8.10

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “NOTÍCIAS DO AMIGO BANANA”

  1. A vida corre-lhes bem irritado!!!

  2. Excelente resumo da BANDALHEIRA institucionalizada. E viva o Pinóquio!

  3. Só um reizinho nos salvaria!!!

  4. Tal como na vida de cada um de nós, há momentos na existência das nações em que se entra numa espécie de “je m’en fichisme” em que estupidamente (não encontro termo melhor) se destrói o trabalho das gerações passadas e se hipoteca o das que virão. Claro que teremos sempre uns Tecelões que brincam com a situação ou apresentam soluções que não são para serem tomadas a sério, porque hão-de sempre defender quem manda, está-lhes inscrito no código genético. Mas não vai tardar muito (começou agora, de mansinho) que o tal estado social se desmorone com estrondo e serão esses as primeiras vítimas – e os mais acirrados acusadores dos que agora desgovernam.Poucos dias antes do 25 de Abril, Marcelo foi ovacionado estrondosamente no estádio nacional, e em 1 de Maio era Cunhal a receber os vivas populares no estádio da FNAT.Somos um povo de palmípedes.

    1. … sempre a bater palmas a quem manda.

    2. Nem sempre defendi quem manda,não estive no estádio nacional a ovacionar Marcelo!!!

      1. O mal não está em não aplaudir Marcelo, está em fazê-lo a Sócrates. Será que ainda não conseguiu entender que são apoiantes como o Tecelão que o mantêm lá, e quanto isso vai prejudicar o nosso futuro por muitos anos? Sinceramente, sem partidarite, ainda não percebeu isso? O que precisa mais, para ver o nada que ele vale e o mal que ele faz?Terá que ser como a Alemanha de 1945, até não ficar pedra sobre pedra, para só então todos perceberem o logro em que caíram? Não se aprendeu nada? Teremos mesmo que beber o cálice da amargura até ao fim? Ao menos Hitler deu um tiro nos miolos e este pateta irá para um poiso doirado algures lá fora, longe dos nossos futuros sacrifícios, como todos fazem agora. Não quero a morte do homem, mas sabia-me bem que houvesse alguma justiça.

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