IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MARXISMO AMBIENTAL

 

A secção B2 do PC, conhecida por “Os Verdes”, resolveu propor que, na Constituição, passe a constar a proibição da energia nuclear.

 

Como parêntesis, o IRRITADO sugere que proponham também a proibição do “neo-liberalismo” – para o que teriam o entusiástico apoio do Dr. Mário Soares, das sanitas turcas – dados os eflúvios pouco ecológicos que exalam, ou da feijoada – que contribui para o aumento dos gazes provenientes do cólon, ricos em CO2 como se sabe.

 

Fecho o parêntesis.

 

Os vermelhos às riscas verdes querem igualmente que a Constituição obrigue ao combate às “alterações climáticas”, à “defesa da biodiversidade”, à garantia do “direito à água”, e mais não sei que alarvidades.  

 

Ao mesmo tempo que a Europa digna desse nome está a caminhar no sentido do reforço energético que só o nuclear pode garantir, estes paspalhos querem proibir a coisa ao mais alto nível, como se a Constituição fosse o programa político do PS, ou do PC na sua versão melancia.

As “alterações climáticas”, se as há – o que é cada dia mais duvidoso – são uma das mais caras e destrutivas teorias jamais inventadas, a arruinar um mundo que foi de luxo mas já não é.

Parvoíces destas na Constituição? Basta o que basta, que já é demais. Se fossem brincar com os outros meninos lá do centro de trabalho do PC, não era melhor?

 

A defesa da biodiversidade é um objectivo que o IRRITADO aceita e apoia. Mas, que diabo, o que tem a Constituição a ver com as calças?

 

E o “direito” à água? De estalo, não é? Talvez, com alguma boa vontade, os verdes às riscas pudessem lá pôr também o direito ao vinho, a uns bagacitos e umas bejecas.

Aqui fica mais esta sugestão. De borla!

 

Muito a sério. Esta gente, sob as ordens do PC, quer arranjar forma de ocupar tempo de revisão constitucional com maluquices, a fim de que a discussão de coisas sérias, que há tantas, fique prejudicada.

Chama-se a isto abuso de poder.

 

15.10.10

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “MARXISMO AMBIENTAL”

  1. Não estará a dar excessiva importância, a pseudopropostas de um partido que pouca gente conhece, em que quase ninguém vota (que seria dele, sem a aliança aos temíveis comunas?), e a que ninguém liga peva ao que propõe ou deixa de propor? Sim, a “ecologia” está na moda e parece imparável, continuamente impulsionada pelos media e pelos lobbies que lucram com ela, numa espiral politicamente correcta sem fim à vista, de vomitar. Concordo com tudo isso, vejo a hipocrisia e o oportunismo, e tal. Porém, os “Os Verdes” não parecem o exemplo dum lobby bem sucedido, mesmo na Tugalândia: acha que são “Os Verdes”, que vão perturbar a revisão constitucional do “seu” PSD? Parece-me bater em mortos, não leve a mal, e parece-me querer dar importância a quem nunca a teve, para desculpar as insuficiências da “sua” Direita, que continua a não existir.

    1. Não sei se reparou que eu escrevi que os fulanos faziam estas propostas malucas para atrasar o processo. Quantas horas de trabalho de uma comissão de revisão se vão perder a discutir estas porcarias, em detrimento do quer houver de importante? O PC fará o mesmo. Os tempos são limitados. O que lhes interessa é encanar a perna à rã, para evitar alguma alteração “neo-liberal”. O “meu” PSD está muito bem entre aspas: tenho pena, não tenho filiação partidária. Mas, para além do PSD, bom ou mau, qual é a alternativa?

      1. Tem razão, o que não interessa só empata o que interessa, mas duvido muito dessa “conspiração”, parece-me sim que os tipos estão a tentar mostrar serviço. Quanto mais inútil se é, mais serviço se tenta mostrar. Aliás, quando se trata de comissões da treta, para decidir coisa nenhuma, a nossa AR tem uma “expertise” que dá cartas a nível mundial.

  2. A questão do “direito à água” não é de todo descabida. Prepara-se há muito tempo o controle privado da venda de água de forma a sobrecarregar a população com mais um conjunto enorme de chulos/administradores a beber grandes ordenados, reformas, ajudas de custo, cartões de crédito, carro de alta cilindrada, subsídios de residência, etc..

    1. Estou preocupado com a total ausência de estratégia nacional para a água, como para a energia e outras coisas. O fim dos monópólios públicos ou privilegiados na distribuição, não me preocupa nada.

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