Um tal Rui Santos, PS, presidente da câmara de Vila Real declarou ser objectivo do governo “encerrar concelhos por este país fora”.
O IRRITADO, como qualquer português, duvida que o governo tenha tal intenção, apesar da promessa estar no papel que o PS, depois de levar “este” país à bancarrota, assinou com os nadadores salvadores da troica. Mas, se o ilustre presidente de Vila Real tiver razão, o IRRITADO verá nisso uma medida positiva, aliás prometida pelo senhor Pinto de Sousa, dito Sócrates, do PS, em nome “deste” país.
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“Expulsões aos molhos no PS”, titula o DN. Vai tudo raso. Não se sabe quem é o autor da graça, se o Oco I se o Oco II, se o Jorge Coelho, se quem. Curioso é ninguém falar de alguma “comissão de justiça partidária” ou equivalente, encarregada destas matérias, que tenha tomado as decisões. O que muito nos diz sobre o saco de gatos em que o PS se transformou – se o não é desde sempre – onde qualquer manjerico dá pontapés no rabo de qualquer girassol. Assim, sem mais aquelas. Razão tinha Santos Silva, esse luminar da política socratista, quando dizia “quem se mete com o PS leva”. A coisa caiu lá na loja, não se sabendo que PS se mete com que PS, nem que PS leva ou deixa de levar. Que levem todos.
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O senhor Carlos César foi nomeado para o altíssimo cargo de mandatário da candidatura do Costa não sei a quê, isto é, sei – ao contrário do Tribunal Constitucional – que, em Portugal, não há candidatos a primeiro-ministro, muito menos a eleger por filiados e simpatizantes de um partido.
Mas esta vem a propósito do mandatário, não do mandante, ainda que só um mandante destes possa escolher um mandatário daqueles. É que, para além da sua reconhecida pesporrência parlapatona, o tipo teve o desplante (verdadeiro crime económico e social) de recusar um navio por causa de dois nós de velocidade e de, conscientemente, arruinar uma empresa pública com o objectivo de alugar uns navios na Grécia. A nomeação traz ao bestunto a velha máxima: diz-me com quem andas…
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Aos maldizentes que têm a mania de chamar nomes ao Costa por ele não ter uma única ideia que o distinga do Seguro (tão oco um como o outro, como diz o IRRITADO), veio o homem atirar à cara com os princípios da sua “Agenda para a Década”. Assim: “valorizar os nossos recursos, o território e a lusofonia”, “modernizar as empresas do Estado”, “investir no futuro: a ciência, a educação e a cultura” e fortalecer a coesão social”. E esta? O Oco I não diria o mesmo, não anda para aí a dizer o mesmo? E o amigo banana, não diria o mesmo?
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A maior vergonha disto tudo – bem sei que vivemos num país de que a vergonha não é cidadã – é o recente e propagandeado namoro do Costa com o Rio. Rio cai das alturas, isto é, afinal não presta. Costa chafurda em lagos de oportunismo. Dizer mais, para quê?
24.7.14
António Borges de Carvalho

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