O parlapatão a que há quem chame primeiro-ministro anda para aí num virote. Vai, diz ele, lançar sobre nós milhões biliões, triliões, fazer obras fantásticas, caminhos de ferro para o povo, hospitais, o SNS a abarrotar de euros, escolas, pessoal a dar com um pau, investimentos aos pontapés, aumentos de salários e baixas de preços, um maná sem precedentes. É o costume, tudo mentira, ou meras intenções de longo prazo, se é que de intenções se pode falar.
A criatura, que nunca disse que queria maioria absoluta, dá pancadaria de meia noite nos seus (in)fiéis parceiros, pondo-os com os nervos em franja, os esquerparvos do BE a ver uns lugarinhos a tremer, automóveis com motorista, gabinetes, adjuntos, umas massas para as motocicletas e os cosméticos, tudo por água abaixo, uma desgraça anunciada a cada passo.
Mas, atenção. Ao mesmo tempo que zurze os rapazes dos partidos comunistas, vai à Associação 25 de Abril dizer exactamente o contrário. Ciente da “democracia” da assistência – gente que, a cada passo, se afirma comprometida com o socialismo, dando-nos a certeza de que foi para isso que abriu caminho, nunca para a democracia propriamente dita – declara que a geringonça está firme e é para continuar.
Costa declara o que for preciso a cada momento, dependendo de quem o ouve, não do que pensa, porque em nada pensa nem nunca pensou a não ser em oportunidades, parangonas e publicidade enganosa.
É com ele que contamos se lhe dermos a tal e tão almejada maioria. O problema é que, se não lha dermos, nos arriscamos a ficar na mesma. Vote pois nessa gente (uns ou outros, tanto faz) se quiser a garantia de continuar a ser sistematicamente aldrabado.
17.1.19

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