O constitucional Conselho de Estado é, como toda a gente sabe, de uma opacidade a toda a prova. A convocatória da coisa é feita por Sua Excelência o Presidente da III República. Reune inúmeros “inerentes” da mais alta craveira política e institucional, bem como uns indivíduos altamente suspeitos como o camarada Louçã e o shorty M.Mendes. Segundo a Constituição, trata-se de um órgão de consulta de Sua Excelência. Como, por natureza, inguém sabe o que lá se passa (é proibido dizê-lo), é possível, natural e intuitivo pensar que coisa nenhuma se lá passa, para além de uns cafèzinhos, água do Luso e biscoitos.
A próxima reunião de tão útil organismo será abrilhantada, a convite de Sua Excelência, pelo senhor Michel Barnier, negociador do brexit. As suas considerações sobre o assunto serão atentamente ouvidas pelos circunstantes, o que, presume-se, dará algum interesse à congregação. Mas como tudo será, como sempre confidencial, quer dizer, secreto, a utilidade pública continuará a ser nenhuma.
Que reunam em paz e harmonia são os votos do IRRITADO.
9.12.18

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