O grande “democrata” e homem de letras José Saramago, para defender, citando alguém, os seus pontos de vista, não podia ter encontrado melhor pensador: nada menos que o camarada Adolfo Hitler.
Tão socialista o citado como o citador.
Diz o ilustríssimo prémio Nobel que, hoje em dia, os direitos humanos são “papel molhado”, tendo o Adolfo, nesta matéria, tido inspiração de monta, a merecer citação.
Como os factos bem demonstraram e demonstram, o conceito de direitos humanos do senhor Saramago não dista muito do do senhor Adolfo Hitler. Tanto um como outro defendem o estado total e as vanguardas revolucionárias. Tanto um como outro queimam os livros que não interessam e são capazes do que for preciso para dar cabo de quem não gosta das suas ideias.
A diferença é que os saramagos da nossa praça foram corridos do poder antes de ter ocasião para aniquilar “as forças reaccionárias”, como o Saramago propriamente dito fez no Diário de Notícias e teria feito em muitos outros sítios se para tal tivesse oportunidade. O Adolfo, esse, como os líderes/referência do Saramago (Estaline, Castro, Kim, etc.), chegou ao poder total. Foi o que se viu.
Ouvir o Saramago, ou o Jerónimo, ou o Louça, a falar de direitos humanos é como ouvir um rato dos canos a cantar ópera.
19.11.08
António Borges de Carvalho

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